Paciente do sexo masculino, 37 anos, que veio para a clínica com um nódulo paramandibular direito, 6 anos de idade, que aumentou de tamanho no último ano. Ele relatou que a lesão apareceu após a exodontia de um molar inferior.46
Ao exame, o paciente apresentou um nódulo de 1,5 cm de diâmetro, no fundo do vestíbulo, ao nível de 45 e 46 teóricos. A lesão era móvel, bem demarcada, de consistência elástica e dolorosa à palpação. A mucosa sobrejacente era normal. Foi realizada uma ortopantomografia e não foi observada nenhuma patologia mandibular. A ressecção da lesão foi realizada sob anestesia local, localizando previamente a saída do nervo mentoniano para a preservar.1

Macroscopicamente, a lesão era uma lesão nodular bem demarcada, esbranquiçada, medindo 2 x 1,5 x 1 cm de tamanho. Microscopicamente, a lesão consistiu em células uniformes em forma de fuso com limites citoplasmáticos mal definidos, núcleos ovais ou redondos, sem mitose ou pleomorfismo nuclear. As células foram dispostas de forma aleatória intercaladas com fibras de colagénio e vasos sanguíneos isolados. Não houve áreas de necrose, nenhum padrão de hemangiopericotídeo. Na periferia, a lesão foi delimitada por uma fronteira de tecido conjuntivo.

Imunohistoquimicamente as células da lesão eram: fortemente positivas para: vimentina, CD34 e bcl2; fracamente positivas para: factor XIIIa e actina específica do músculo (1A4); e negativas para: proteína S-100, citoceratinas (CAM 5,2;AE1-3), desmin e actina muscular (HHF35).

O curso pós-operatório foi sem incidentes, e um ano após a cirurgia não há sinais de recidiva local ou regional.


