Uma paciente feminina de 67 anos foi encaminhada para o Departamento de Cirurgia Maxilo-facial do nosso hospital, apresentando um tumor circunscrito na região parotídea esquerda. À palpação tinha uma consistência pastosa, facilmente deslocável, sem sinais de infecção ou alterações cutâneas. Não foi encontrada adenopatia palpável nas cadeias de gânglios linfáticos do pescoço. Não houve dor na zona do tumor. Não foram observadas alterações no exame intraoral. O tempo de evolução foi de 3 anos. O paciente não teve outras alterações sistémicas relevantes.

Foi solicitada uma tomografia computorizada, que mostrou que o tumor envolvia o lóbulo superficial da glândula parótida esquerda. Não houve indícios de alterações nos tecidos circundantes. Dado o quadro clínico, o diagnóstico presuntivo é um tumor benigno da glândula salivar.

Sob anestesia geral e através de uma abordagem extra-oral, o tumor foi removido, realizando-se uma lobectomia superficial da glândula parótida com preservação do nervo facial.

A anatomia patológica confirmou o diagnóstico de mioepitelioma benigno. A análise imunohistoquímica revela marcadores típicos para células mioepiteliais claras: actina, proteína S- 100 e vimentina.8
O curso pós-operatório é sem incidentes. Apenas uma paresia dos músculos peribucais é evidente no lado operado, que se resolve completamente após 3 meses. Após um ano de acompanhamento, não foram detectados sinais de recidiva.


