Uma mulher de 54 anos de idade frequentou o serviço de urgência durante 5 dias com dores progressivas que começaram na fossa ilíaca direita, associadas a hiporexia e sem alterações no trânsito intestinal, sintomas de micturição ou trauma local anterior. História de hipertensão arterial e diabetes mellitus não dependente de insulina tratada com enalapril e ácido acetilsalicílico. Ao exame, o abdómen foi distendido, doloroso ao nível da fossa ilíaca direita, sem sinais de irritação peritoneal. Os testes laboratoriais não mostraram anomalias, excepto para os reagentes de fase aguda elevada (fibrinogénio 811 mg/dl e CRP 12 mg/dl). A tomografia computorizada (CT) mostrou uma massa de 4 x 3 x 5 cm adjacente ao pólo cecal com um apêndice de 8 mm, o que sugeria uma apendicite aguda versus um complicado processo neoformativo. Foi inicialmente utilizada uma abordagem laparoscópica, encontrando um hematoma com efeito de massa ao nível do ceco e fluido livre com sangue, pelo que se decidiu converter e realizar uma hemicolectomia correcta com um período pós-operatório sem problemas. A anatomia patológica foi relatada como uma área de extravasamento hematológico ao nível dos tecidos subserosos do ceco com focos de abscessos sem sinais histológicos de malignidade.


