Mulher de 80 anos com AHT, CKD e hipotiroidismo. Admitida na ala geriátrica por deterioração cognitiva, desenvolveu um abdómen agudo com choque séptico. Um TAC abdominal mostrou fluido livre e espessamento da parede do cólon. Foi submetida a colectomia total com ileostomia terminal devido a colite isquémica e esplenectomia devido a hemorragia intra-operatória. A evolução pós-operatória foi favorável com a resolução do choque. Tolerou a nutrição enteral (EN), a ileostomia funcionando bem. No 8º dia de pós-operatório, dado o aparecimento de drenagem hematopática abdominal, foi realizado um TAC, revelando hematoma do local cirúrgico. Posteriormente, a drenagem teve um aspecto leitoso, com um débito superior a 1.000 cc/d. Em análise: TG 166 mg/dL (TG 42 sangue, albumina 1,8), glicose 100 mg/dL, proteína 0,83 g/dL, amilase 133, células 145 (PMN 65%, M 32%), cultura bacteriológica negativa, confirmando a presença de FL.

O débito de drenagem diminuiu progressivamente (BQ: TG 3 mg/dl, proteínas 2,2 g/dl), subsidiando após 5 dias. A linfoscintigrafia não foi, portanto, considerada necessária. Foi adicionado ácido gordo de baixa gordura, de cadeia média (MCFA) - rico, hiperproteico EN, com boa tolerância.


