Um paciente do sexo masculino de 39 anos de idade veio ao Departamento de Emergência com proptose de um ano de evolução em ambos os olhos (AO), sem diminuição da acuidade visual (VA). Não tinha outros sintomas de nota e nenhum outro historial de interesse. Ao exame, o doente tinha um VA de 0,5 no olho direito (DO) (referido como amblíope pelo doente) e 0,8 no olho esquerdo (OI). A exoftalmometria de Hertel era de 25 mm no OD e 23 mm no OI. O exame biomicroscópico e tonométrico foi normal. O exame do fundo mostrou edema papilar na DO. O teste de cor Farnsworth foi normal. No estudo campimétrico a OI era normal mas na DO havia um defeito inferonasal, que não era estritamente quadrantanopsia. Foi solicitada uma tomografia computorizada (CT) e relatada como ectasia/encolhimento das bainhas de ambos os NO no contexto de exóftalmos bilaterais mais marcados na OD. Suspeitando a presença de meningocele bilateral, foi decidido observar periodicamente o doente sem realizar qualquer acto diagnóstico-terapêutico adicional. Hoje, 16 anos depois, o paciente tem um VA de 0,6 em DO e 0,8 em OI. A exoftalmometria e a campimetria têm permanecido estáveis. A aparência papilar do fundus quase não mudou. Ele continua com os seus check-ups regulares.


