Em 20-08-05, um paciente de 33 anos de idade foi levado para o departamento de emergência para um corte hemorrágico no pescoço causado por uma queda sobre uma montra de uma loja. No departamento de emergência foi observado um traumatismo incisivo na região ântero-lateral direita do pescoço com uma dissecção limpa envolvendo apenas os tecidos superficiais e sem danos aparentes no resto das estruturas, pelo que a sutura foi feita em aviões. Em 4-09-06 assistiu ao departamento de urgência do nosso hospital para exame da ferida, relatando dores de cabeça e visão turva no olho direito (DO). No exame oftalmológico a acuidade visual não corrigida com a DO era 1 e com o olho esquerdo (LA) 1. A pressão intra-ocular era de 12 mm Hg na DO e 13 mm Hg na LA. A motilidade ocular extrínseca era normal excepto para uma ptose palpebral direita de 3 mm com boa função de alavanca. A pupila do DO mediu 2,0 mm e a do OI 4,0 mm. O exame externo e a palpação do pescoço, excepto no que diz respeito aos resultados do trauma, foram normais. Um TAC cervical mostrou um grande hematoma com crescimento interno que comprimia significativamente a traqueia, pelo que se decidiu realizar uma exploração e evacuação intra-operatória, onde se observou uma solução de continuidade na veia jugular externa que estava a vazar para planos profundos. Cinco meses mais tarde, a síndrome de Horner tinha desaparecido.


