Paciente do sexo masculino, 54 anos de idade, com história de diabetes mellitus tipo 2 desde os 30 anos de idade, insuficiência renal crónica durante 2 anos, tratado com hemodiálise. Tinha sofrido uma amputação supracondiliana do membro pélvico direito 4 anos antes.
Veio ao nosso departamento por sintomas de 1 mês de evolução, caracterizados pela presença de lesões vesiculosas no pénis da glande, assintomáticas, que progrediram para úlceras uma semana depois; posteriormente, relatou dores intensas no pénis da glande e hipocromia, razão pela qual nos consultou.
O exame físico revelou um pénis hipocrómico, hipotérmico, hipocrómico da glande com uma lesão necrótica de aproximadamente 1,5 cm no lado ventral, bem como uma descarga purulenta transuretral e a induração do terço distal do pénis.
Biometria sanguínea relatada: hemoglobina 10,1 g/dl, leucócitos 4,890, plaquetas 283,000; química sanguínea: glucose 55 mg/dl, creatinina 7,88 mg/dl, BUN 65,5 mg/dl; electrólitos séricos: sódio 145,3 mmol/l, potássio 4,81 mmol/l, cloro 99 mmol/l, cálcio 8,3, mmol/l e fósforo 9,21 mmol/l. Testes de função hepática relatados: TGO 18, TGP 14 e fosfatase alcalina 64.
Foi realizada uma ecografia de Doppler peniano com Caverject, mostrando uma ausência total de fluxo em 100% do pénis.
A gestão cirúrgica foi proposta ao doente e este decidiu ir para outra instituição.


