Apresentamos o caso de um paciente de 41 anos de idade que consultou por dor e endurecimento dorsal do terço proximal do pénis, que tinha estado presente durante uma semana. A sua história pessoal incluía fumar 20 cigarros por dia e a excisão de quistos em ambos os seios. Não se registaram distúrbios de coagulação ou doenças de interesse.
O paciente relatou que durante uma semana tinha sentido dores no dorso do pénis na raiz onde sentiu um nódulo endurecido e móvel.
O exame físico da genitália externa foi normal, excepto pela dolorosa palpação do nódulo descrito.
Foi realizado um ultra-som Doppler, mostrando uma induração dorsal correspondente à trombose segmentar da veia dorsal superficial do pénis, sendo o resto do seu curso permeável.

O doente foi tratado com anti-inflamatórios não esteróides e antibióticos durante quatro semanas, com melhoria clínica da dor e redução da endurecimento.
Foi também pedida uma ressonância magnética pélvica às seis semanas, que não mostrou evidências de lesões que sugerissem trombose ou qualquer outro tipo de patologia na localização da veia peniana dorsal.


