As mulheres querem ser ouvidas pelos candidatos à presidência da república, principalmente
agora quando vice feminina virou moda política entre os presidenciadas.
Desde que a primeira mulher foi eleita deputada 70 anos atrás, elas nunca foram tão cobiçadas
na política nacional como agora.
José Serra escolheu a deputada Rita Camata para a vaga de vice na chapa governista.
O Ciro Gomes pode disputar a presidência com a vereadora Gaúcha Sonia Santos.
E Lula não descarta a senadora petista Marina Silva para vice.
Afinal, ter uma mulher na chapa é uma jogada de marketing eleitoral ou sinal de maturidade
política.
Eu diria que o March não vem a priori.
Ele vem a posteriori, é resultado daquilo que nós estamos fazendo na base e que hoje
a sociedade está cobrando que suba o topo.
No momento, politicamente oportuno, cerca de 2 mil mulheres vieram à Brasília para
a Conferência Nacional.
Daqui sairão propostas sobre os mais variados assuntos que vão formar a plataforma política
feminista.
Negras, índias, brancas, alternativas, mulheres de todo o país e de todas as idades, querem
mostrar aos candidatos que não é possível ignorar o olhar delas que representam 52%
do eleitorado brasileiro.
É o olhar da mulher, é o olhar das mulheres que estão no campo, estão na cidade, que
estão trabalhando nas periferias, que estão pensando o Brasil, um Brasil mais justo e
que estão falando o papel das suas propostas.
De 2 mil mulheres de todo o Brasil se reúnem em Brasília para reivindicar maior participação
e representação feminina funcionário, por isso.
Um de 2 mil mulheres de todo o Brasil se reuniram na Conferência Nacional de Mulheres
Brasileiras.
70 anos depois, que Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira mulher a ser eleita deputada
federal no país, elas discutem a importância dos votos femininos, a democracia com justiça
social e igualdade.
Elas também lutam contra os preconceitos e o racismo.
É preconceito racial, é preconceito por que somos mulheres e por que essa total
esquinação, por que moramos em comunidades, interiores e também para o trabalho, né,
a medo então sofre demais.
Essas trabalhadoras rurais do Acre enfrentaram 2 dias de viagem para participar do encontro.
Se nós mulheres destacamos mais nessa área, por exemplo nas câmeras cegueirais, nas câmeras
municipais, na assembléia legislativa, com certeza a gente vai tomar outro rumo, neste
momento de grande importância para as mulheres amazônicas, que são batalhadoras, que são
mulheres de garra, que lutam por uma igualdade social.
Mulheres em busca de espaço na sociedade, elas querem participar mais das decisões
do país.
A Praça dos Três Poderes foi o palco da manifestação de 2 mil mulheres vindas de várias
partes do Brasil, realizado por 10 organizações feministas, o PROTERSO faz parte da Conferência
Nacional de Mulheres Brasileiras e tem o objetivo de elaborar uma plataforma política feminista.
Um documento das mulheres brasileiras a partir de uma perspectiva feminista para a transformação
do Brasil.
Com bandeiras na mão, caras pintadas, faixas e cartazes, as mulheres pediram maior participação
na sociedade, principalmente na política.
A esplanada dos ministérios viveu hoje uma manifestação de um único sexo.
Milhares de mulheres protestaram contra o domínio dos homens na política e no poder.
Elas representam mais da metade da população brasileira.
No congresso nacional, apenas 6% dos parlamentares são mulheres, mas elas querem mudar esta
realidade.
Já estão até na disputa presidencial.
A Conferência Nacional das Mulheres Brasileiras conseguiu reunir em Brasília mais de 2 mil
mulheres.
As mulheres brasileiras, senhoras, adolescentes, índias, siganas, elas tomaram conta do centro
do poder.
O olhar da mulher pode transformar o mundo.
Este é o tema do protesto.
Elas querem mais participação nas principais decisões políticas, econômicas e sociais.
O objetivo é fortalecer a democracia e a superação das desigualdades com a criação
da plataforma política feminista.
Nós estamos aqui movimentos de mulheres para fazer, como há 70 anos atrás, as subragistas
fizeram e conquistaram o voto.
Agora nós estamos aqui para conquistar o poder e compartilhá-lo com os homens.
O olho foi o símbolo, a música, o grito de protesto.
As mulheres foram até a praça dos três poderes.
O olho foi colocado na estafa da Justiça, com as segurança do Supremo Tribunal Federal,
retiraram o cartaz com o olho do protesto.
Foi quando o tumulto começou.
Esta abreadora de São Paulo disse que foi agredida.
O protesto acabou com o hino nacional e o olho de volta a estafa da Justiça, que
é cega.
Mulheres de todo o país se reúnem em Brasília, comemoram os 70 anos do voto feminino e
decidem vão brigar por mais espaço na política.
O olhar feminino mais do que nunca revela, mulheres que estão de olho na exclusão
e discriminação que ainda sofrem, ígias, negras, brancas, mulheres que trazem as marcas
no rosto, ou ainda os de gordas os entudem na face.
Elas vieram de todos os cantos do país, juntas, caminharam pelo centro do poder de Brasília
para mostrar que mais do que nunca terem mudança.
Quando a gente vê no Encontro desse, que a gente vê entre mulheres de prática, entre
as coisas do Estado, do Brasil, mulheres indígenas, mulheres de parteira do interior, aqui em
Cossiante, né, luchando, a gente fica a chuva de esperança, e nós vamos transformar
esse país.
Desde o começo deste ano, representantes de 26 Estados vêm discutindo a atual realidade
da mulher no país.
O resultado disso foi um documento com mais de 110 itens, contendo as principais reivindicações
femininas.
A plataforma política é dirigida a toda a sociedade brasileira.
Cada mulher que sai deste encontro, desta conferência nacional, sai com esse documento
na mão e vai fazê-lo um instrumento político, no movimento social onde atua, no sindicato
onde atua, no partido político em que ela está organizada, enfim, em todos os espaços
em que essas mulheres lideram esses importantes dos movimentos no Brasil vão estar afloradas.
No final da caminhada, até a justiça ganhou no olhar feminino, com a trilha sonora de
todo o brasileiro com ela.
O dia de ter sexo frágil tomou conta da Praça dos Transpoderes hoje, tudo para mostrar
a sociedade e aos políticos, que elas sabem muito bem o que querem quando o assunto é
a política.
Sobre nossa vista e nosso olhar, queremos o mundo transformar, com essas palavras,
elas seguiram em direção à Praça dos Transpoderes, com faixas e bandeiras reproduzindo
o olho bem maquiado, para lembrar que mesmo tendo maior participação política, não
especerão da feminilidade.
As mulheres sensíveis!
