Diferentes formas geométricas em cores fortes se movem.
Cortadas por linha branca se transformam em ondas.
Programa especial em branco no fundo vinho, acima e abaixo do nome ondas coloridas.
Olá, começa agora o programa especial.
Hoje vamos falar sobre o incrível universo da leitura
e das pessoas que se dedicam a escrever e a contar histórias.
Eu sou Juliana Oliveira, apresentadora e cadeirante. Fico com a gente.
Nesta edição do programa especial, vamos bater um papo com Láquilo Bato de São Paulo.
Láquilo Bato é publicitária e ficou surda repentinamente quando tinha 10 anos.
Em 2009, ela fez um implante coclear e redescobriu o som.
No livro, Desculpe, eu não ouvi, ela conta como foi essa experiência.
Meu nome é Láquilo Bato.
Eu sou formada em comunicação social e tenho deficiência auditiva de se usar do implante coclear.
Eu comecei a ler revistas de quadrinhos e livros.
Por causa disso, eu treinei uma boa escritora, porque quem lê muito acaba te sabendo muito bem.
Eu tenho um blog chamado Desculpe, não ouvi, que recentemente brou um livro
que ele fala praticamente da deficiência auditiva, na condição de quem usa implante,
usa aparelho, de quem usa a língua portuguesa.
Que era um assunto que, quando eu coloquei na internet, ainda era muito pouco divulgado.
E o meu blog fez um sucesso considerável.
E acabou virando um livro de tanto que as pessoas gostavam do que eu escrevia.
E eu comecei a compartilhar na internet porque começaram a surgir vários blogs de pessoas
com deficiência, contando sobre todas as deficiências física, visual, auditiva, todo mundo contando.
Já que não tinha nenhum blog que falasse da sua deis dentro do quadro da pessoa que tala português, oral.
Que lê tais leitura labial, que usa aparelho, que usa implante.
Eu não via nada parecendo com isso.
Por fato, eu fui tendo contato com implantados.
Eu decidi que eu ia fazer o implante.
E eu comecei a divulgar também o meu caso sobre implante coclear.
E eu passei em todas as etapas, o período de pré-operatório, o que a gente precisa fazer,
quais são os pensamentos que passem pela nossa cabeça.
Fui contando quando eu marquei a cirurgia, quando eu fui operada.
No dia seguinte, eu já tinha um texto no blog com foto minha, com um turbante na cabeça.
Tanto que eu não estava documentado no blog.
Foto de LAC, deitada lateralmente no leito hospitalar.
Ela está com a cabeça enfaixada e sorri.
O meu caso é claro, eu fiz no outubro de 2009.
O meu resultado foi razoável.
Porque a minha parte interna do aviso não estava em muito bom estado.
E a gente não conseguiu inserir completamente o seu aparelho. Ficou faltando algumas peças que a gente chama de eletrodos.
A gente já apetou um pouco a frequência da fala.
Então eu consegui ouvir tudo.
Mas eu não conseguia compreender a voz das pessoas.
Depois eu continuava dependendo da letra labela.
Mas apesar de a gente...
Eu adorava usar o ouvir com o implante, porque era diferente do que o ouvir ao aparelho.
Então eu consegui ouvir milhares de milhares de sons que eu estava 20 ou 30 anos sem poder ouvir.
Então eu me lembro de uma experiência fantástica. Eu estava fazendo um sanguíche.
E meu marido abriu uma garrafa de refrigerante do meu lado.
E eu falei, nossa, que coisa linda é isso?
E era de refrigerante do ar escapando pela garrafa.
Então quando ele abriu a refrigerante e pediu uns...
É, dois segundos isso que eu sou dura.
E ele é a coisa mais linda do mundo. Eu fiquei encantada.
Então quando ela te começaram a ler essa parte que eu ia descadendo, com prazer, cada som que eu ia ouvindo,
elas ficavam encantadas. E elas ficavam interessadas em fazer um implante,
mesmo que não fosse para ter um refrigerante perfeito,
porque eu não tinha tido da loctelizinha, então elas se me podiam fazer e ter um refrigerante tão bom quanto meu ou até menor.
E começou a ter muita gente que foi fazer um implante por causa do jeito que eu escrevia,
com ledesa, com poesia mesmo.
Depois do quarto, quando você escreveu no blog, contando todas as minhas experiências,
compartilhando todos os meus conhecimentos,
as pessoas pediam cada vez baixo para transformar o blog em um livro.
Quem não me conhecia, não ia se interessar pelo livro,
que se a gente tivesse contato com os surdos e ia se interessar pelo livro.
Então eu sabia que não valia a pena, porque as pessoas já podiam ler pela internet,
eu já tinha precisado de um livro.
Um dia, eu me chamaram para dar uma palestra no Motivacional no TEDx.
Depois de fazer aquela apresentação no TEDx, que eu conquistei a pancreia,
eu resolvi fazer um livro, porque eu notei que eu tinha público,
que tinha todos os tipos.
E o meu livro tem o mesmo nome do blog, eu sou por não ouvir.
Embora a capa seja bem diferente, porque ela é uma boleta de silêncio,
quebrada, com os sons entrando.
Ela é uma compilação dos melhores postes do blog,
ele conta a minha vida em ordem cronológica.
Eu vou contando cada uma das minhas experiências,
depois eu conto sobre quando eu fiz o implante,
quando eu fiz o segundo implante,
e para finalizar, para não ficar só uma biografia,
eu coloquei uma pêndice técnica,
que explica o implante cocolar para leitos.
Na minha abertura, na abertura de uma fona especializada,
e na abertura de uma audiologista.
Então é um livro, também um livro judástico,
para a pessoa aprender sobre o implante cocolar.
Quem quiser eu te crer o livro, ele está vendo isso na internet,
mas você pode entrar no meu blog,
que é disculpinomov.com.br e barra o livro,
que aí você recebe o livro em casa,
que eu mando ao teu gravado para você.
O programa especial de hoje fica por aqui.
E você, gosta de escrever?
Qual o seu livro preferido?
Conta para a gente.
Compartilhe a sua história.
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sobre o que você gostaria de assistir aqui no programa especial.
O nosso site você já sabe,
programaespecial.com.br.
Um grande beijo e até semana que vem.
Tchau!
Os créditos do programa especial desta semana
você encontra em nosso site.
