Aqui já deu o tempo do meu pai, não sei lá, Minerva.
Minerva tem um significado, uma vez um doutor do lugar me disse que Minerva era bem, eu não sei do que, mas eu nem sei, é um amigo meu, e a velha do lugar tem um amigo meu.
Até o momento que ela era do tempo do meu pai, anticoíssima,
e que estava lá para ler, e foi agora ler aqui.
Esta casa praticamente tem 100 anos, eu digo aqui mais ou menos,
ela foi em 1936, que era do padrinho do meu pai, ela é a que a comprou,
e foi meu pai pagoso, aos bocheiros, aos pocsinhos, e depois de dar paga, ela passou por o nome do meu pai, em 1939, mais ou menos.
Eu tinha 9 anos, andava na 3ª classe, e minha mãe, para eu não andava, não, na váliaje, meteu-me aqui,
e cá fiquei, com 80 anos, tenho agora, fiquei cá, tivei a Escola Comercial, o antigo, o terceiro ano antigo,
que era a Escola de Doutores do Verde Neve, era comercial e industrial.
A gente põe esta regga para medir,
se a gente quiser mais espaço para baixo, ela vai assim para baixo, e a gente mete aqui mais umas coisinhas.
Agora está bem, está bem para baixo, pois tem estes apertos, e estes.
Fiquei aqui, meu pai ensinou-me a arte, pois o meu pai ficou entrevado, nos anos vargos,
e eu fiquei sozinho a trabalhar, já estava casado, e tinha só aquela máquina, que estava aqui, e era a pedal.
Mas, eu digo assim, a pedal não dá nada a romper as costas dos joelhos, porque a gente fica assim com uma posição,
e põe aqui o motor, e depois de um dia me trouxe cá o meu pai, mas já estava entrevado, mas ainda podia andar para buscar as coisas.
Depois disso, então é que vi que não mandava jeito, estava só com a caba, que não fazia nada,
o meu pai tinha uns sustos naquela altura, comprei esta, que é agora a Edalvera,
praticamente agora já na Ieneia fabricam, estes modelos já nos fabricam, e comprei aquela guilhotina,
porque tinha uma pequenina aqui assim, que era da babanca, que a gente conhecia em cima, e ela cortava.
E eu, cá fui andando, eventamente, eventamente, e cá estou todo formado, forma pequena,
mas para não andar assim por aí, venho até cá, mas para o serviço é pouco nada. Tenho meus clientes, uns bem e outros vão, é conforme.
O estrangeiro é mesmo, o A aqui, o B aqui, o C aqui, o D, o E, o F, o G, H, I, J, L, M, N, O, P, Q, R, C, R,
R, C aqui, a mais pequenas, a maiores, isto tudo tem tipo, porque já ninguém fabrica isto, porque já não ninguém fabrica isto.
Do isto tudo tem tipo, todas as quatro têm tipo, umas mais finas e outras mais finas. Estes já são outros.
Este é o nome da simpatia, sei que está aí o nome do meu pai, mas não sei, porque a carga de água que apareceu aqui.
É já de 1953, quer dizer, em Champiada, e tenho aqui, não é? Os estrangeiros adormivam-se de encontrar uma máquina destas,
conforme eu gastar e pegar o carro, que a gente tem que apelpar, porque não há, no mundo não tem nenhuma disto, e ficam satisfeitos por me beber,
é trabalhar a compor a mão, e pedem-me a rotização para tirar fotografias, e eu digo que sim, e vesti-o, e às vezes,
eu já há uns anos, vejo aí duas senhoras, todas as meninas, eu em igrejas, também tive a fotografia, pedi o meu nome,
passou de uns tempos, e eu tenho alímero, não sei onde, mandava-me uma fotografia de procuração, e são coisas bonitas que a gente gosta de ter.
E eu, como esse antigo, deixo-me estar por aqui.
Quando eu estou a trabalhar, não ando com estas calças, nem com as sapatos, eu sugiro-se tudo, coisa do óleo que é máquina de trecho.
Tudo bem, pode ser.
Primeiro, pode ser que a gente esteja aqui.
Quando eu chamar os papéis, eu falo mais que a gente.
E agora?
Muito bem.
