Este é o nosso velho conhecido, amigo doe, apertado pelos colegas da luta diária,
correndo atrás do tempo perdido, dos grandes tempos de glória, sim, porque não, mas você
não sabe, entre outras mercadorias, o boi já foi a grande vedete do mundo dos negócios,
durante muito tempo, representou a glória, foi sinônimo de riqueza, por milhares de
anos serviam de meio de transporte, na agricultura era fonte de energia e permitia fertilizar
a terra aumentando a produção, na evolução econômica da sociedade, o boi produzia um
material fundamental, dele dependia o fornecimento do couro, com ele as comunidades fabricavam
e fabricam até hoje as bolsas malas, além de calçados, roupas cobertas e uma grande
quantidade de objetos, o boi era tão importante que chegou a ser considerado um deus, adorado
nos tempos, e ainda hoje na Índia é assim, com o aparecimento do comércio, ganhou mais
destaque, ampliou a função econômica, virou uma mercadoria geral, a mais desejada, a
mais importante, servia para comprar qualquer outro produto, podemos até dizer que o boi
era o dinheiro daqueles tempos, e ter o boi feito o dinheiro, parece mais lógico do
que usar um pedaço de metal ou papel sem valor real, mas de nada adiantou a lógica
nessa história, o papel derrubou o boi, mas será que esse papel também assumiu um posto
de deus?
Bem, depois que o boi saiu de cena, as coisas mudaram um bocado, esse papelzinho colorido
e utilitar das moedas, começaram a encantar o mundo, se antes era preciso uma boiada para
encher a dispensa, agora um saquinho de moedas resolvia tudo, os metais viraram a sociedade
de cabeça para baixo, o dinheiro era o cão, comprava tudo, podia tudo, o aliado perfeito
nos negócios, trocar trigo por lan, azeite por farinha, dava um trabalho danado, carregar
a moeda no bolso, ir na feira e encontrar o que precisava, era bem melhor, não cansava
e ainda sobrava tempo, o tempo agora valia ouro, quanto mais tempo o homem tinha para
o trabalho, mais dinheiro ganhava para se encher de coisas, e as coisas boas da vida
tem um preço, então começou a acontecer uma mudança estranha com o homem, as coisas
começaram a custar cada vez mais caro, e o homem só via uma saída para esse problema,
juntar dinheiro, aí ele teve uma ideia, fez um porquinho de barro, outro velho conhecido
nosso e colocou num lugar especial da casa, dentro do porco guardava as moedas, pirangueiro,
pão duro, avarento, unha de fome, mesquinho, mão de vaca, não nada disso, vamos chamá-lo
de precavido, econômico, o porquinho, quem diria, cada vez mais cheio da grana, cheio
de prestígio, o boi, lá no cantinho dele, devia achar isso a maior vacaliação, a riqueza
da casa entregue a um porco, mas quem entende o que se passa na cabeça do homem?
Porquinho, por que ele simboliza fartura, né?
Eu sei que o porco é um animal considerado um animal sujo, né?
Agora pode ser que o porquinho é porque ele é gordinho, né?
É porque é um dos animais que é fácil de engordar, com qualquer tipo de alimentação,
aí vai colocando e ele vai engordando, faz o dinheiro crescer com facilidade.
Não sei se é muito pro esse lado de pensar, que talvez muito dinheiro talvez estrague
muito, socialmente vive na mundiça, sabe, traga até muita porcaria.
Cuidar de boi não era moleza, mas ganhar dinheiro também começou a ficar complicado,
a vida virou um corre-corre em busca do tutu e a lei que imperava era o salve-se quem puder,
o dinheiro só prava nos ouvidos do homem, te darei o mundo se me adorares, nascer, viver,
morrer, só era possível com o dinheiro, e o homem se transformava no lobo de outro
homem, embora desde aquele tempo tivesse a turma do deixa disso, que dizia de que vale
ao homem ganhar o mundo e perder a alma.
Jesus me disse que o dinheiro é o prejuízo, mata os homens, leva pro inferno, porque o
dinheiro não sabe de nada, mas Jesus salva, men!
Seu dinheiro que a mãe não pode viver, saúde e dinheiro é o que vale, trai felicidade,
isso é mau felicidade, porque é por causa do dinheiro que está derrota no mundo.
A alma salva, vale mais de que a riqueza desse mundo tolhinha.
O rico quando se casa é mesmo que tá no céu, se despede da família, da noite ele
tira o féo, vai pro Estados Unidos, passa a lua de mel, o pobre quando se casa é forró,
a noite inteira, a cana fala no centro, tira a gosto, é macaxeira, e eles dois só pensando
de dormir num estejo, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico
entrar no reino dos céus, então porque os ricos tinham tantos privilégios, doutor,
senhor, excelência, majestade, ter dinheiro, elevava algumas pessoas a esses postos de
honra, joanine game, pé rapado, vagabundo, lascado, não ter dinheiro, rebaixava postos
indesejáveis, a loucura era tanta que um dia o homem passou a ser tratado por outro
homem feito um boi, era vendido nos mercados, marcado a ferro em brasa e condenado a trabalhos
forçados, negócio é negócio, manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Tá ali, faz aí o seu voo, com o reino, vai ganhar quanta nota é boa, é, eu vou, a riqueza
não é pecado não, diz Jesus, não gritiga, não fala sobre a riqueza não, a riqueza não
é pecado não, a riqueza é beza para o homem, agora normalmente que ele usa o dinheiro desonestamente
aí se torna maldição para ele, para ele e para o seu próximo, porque com o dinheiro,
ele com o dinheiro achando em termo de ele pode comprar todo mundo, mas ele não compra
a entrada nos reinos do céu, você vê que não é nada meu, aqui só tem fome, dinheiro
nada, você vai arrumar um trocadinho aí, vai comer um pão, acho muito importante.
Já assisti uma revista, uma criatura mais rica no país do mundo, um 4 milionário mais
rico do mundo, então ele é administrando ricos, é difícil, pede-se, mais pede, numa
cadeira de roda, porque os milhões e mais milhões dele, não levantaram ele na cadeira
de roda, ele não andava, eu quero dizer que nem tudo dele na vida resolve.
Então o mundo começou a se mostrar diferente, virou um grande curral, cheio de aranhas céus,
os homens atropelando-se uns contra os outros, feito bois, a procura de espaço, correndo
loucos contra a corrente que puxa para a guilhotina.
Todos os dias trava-se uma batalha desenfreada pelo ganha-pão, mas nem só de pão viveu
o homem, e aí é que a porca tose o rabo.
Vitrines enfeitadas, aparelhos de som, cinema, telefone, televisão, shopping center, o dinheiro
facilitou a vida do homem, toda a loucura, todo o rebuliço do enorme pasto terrestre
trouxe um grande lance, com luxo, o pega para capar é tanto que chega absurdo, o dinheiro
de uma consulta médica pode pagar 600 pães, bons médicos, boa moradia, boa alimentação,
enfim, conforto, tudo isso passou a ser luxo.
O dinheiro é a mola do mundo, o dinheiro hoje em dia movimenta tudo, movimenta até a saúde
do povo, porque se você não tiver dinheiro, você não consegue sinta enal, você não
consegue pausos tal, você não consegue comer, você não consegue fazer nada.
O glória é para pagar a água, para pagar a luz, para pintar, para construir, pagar
o colégio do pastor, alimentar a comida do pastor, só graça, só Jesus.
É uma maneira mais fácil de se trocar, trocar as coisas, é bem mais fácil com dinheiro.
É bem mais fácil.
É, é mais no trocar com o automólico, com quantas cabezas de bols ligadas, é meio
difícil.
Vinteem, conto, tostão, aqué, pila, bufunfa, faz me rir, no vai vem dos nomes, as moedas
passam, cruzeiro, cruzado, dólar, peso, escudo, pataca, real, hoje elas valem uma vida,
são poderosas, amanhã podem não valer mais nada, feito um rei, que tem o poder tomado
da noite para o dia, as moedas mudam, de um país para o outro, de um ano para o outro,
de um dia para o outro.
O dinheiro é traiçoeiro, não é a toa que tem duas caras, quando chega aos montes, transforma
a vida de qualquer um, quando some pode levar a loucura e até a morte, e assim caminha a
humanidade, entre cheque, ticket, vale transporte, cartão de crédito, dinheiro eletrônico,
moeda metálica, papel moeda, amor e ódio, glória e fracasso, fartura e miséria, tempos
de vacas gordas, tempos de vacas magras.
Demais é ofensivo e de menos prejudiva.
A pessoa ganha o dinheiro, conforme a mais tarde o dinheiro faz, embora ela vai ficar
feliz, vai ter que arrumar o dinheiro de novo, ter que ter essa felicidade, ou não estar
aqui na vida de qualquer um, estar no cabelo de outro negócio.
Mas, às vezes, ter dinheiro esborrando dos cofres não satisfaz, e agora, e aí?
Se o dinheiro é o tampa, é o tal, o que falta para fazer o homem feliz?
Muito amor, só isso.
E a moear, a na barriga incha, morre de anemia guda.
Se não saou da família unida, dá para atravessar.
Agora é doente, e a família unida quase saça um pouco.
Viram?
Não é tudo, quase tudo, né?
Bem melhor a paz, o amor.
O homem se acotuvela, se aperta entre os colegas da luta diária, vai em busca do tempo que
não pode perder.
Atrás do dinheirinho, só não vai quem já morreu.
Fazer a feira, pagar a água, a luz, o colégio dos meninos, dinheiro do aluguel, do telefone,
o extrato do cartão, comprar pateus, ceder novo de caetano, tirar dois metros de pele
em uma plástica, clube de campo, concerto do carro, cerveja do fim de semana.
Aaaaaaaaaaah!
Dinheiro na mão é venda vál.
É venda vál na vida de um sonhador, de um sonhador.
Quanta gente aí se engana, e cai da cama com toda ilusão que sonhou.
E a grandeza se desfate
Quando a solidão é mais
Alguém já falou
Mas é preciso viver
E viver
Não é brincadeira não
Quando o jeito é se virar
Cada um trata de si
