E aí, tá de olho na segunda temporada, é o Mochileiro?
Chapada de Amantina, é o segundo episódio, tá de olho.
Chegando aqui no aeroporto, bem cedo, pra embarcar pro segundo destino do Mochileiro.
Estou com as bilhetes aqui, tô tomando café, um pão de queijo pra acordar e ir embora,
a viagem é longa, bom dia, bom dia.
Definir oito destinos pra essa temporada foi meio complicado, isso porque o Brasil
é gigante e tem muitos lugares lindos e cheios de natureza, a Bahia enorme e maravilhosa
tinha que entrar de qualquer jeito, mas por incrível que pareça escolher um local nesse
estado não foi tão difícil assim, e olha, não tô falando das centenas de praias lindas,
mas da Chapada de Amantina, que é o única e especial.
São inúmeros morros, cachoeiras, lagos e trilhas que fazem parte desse parque nacional,
as cidades principais que dão acesso a Chapada são Mucugê, Andaraí, Vale do Capão e Lensóis,
que é considerada a porta de entrada da região, foi por aí que eu cheguei e comecei essa
aventura.
Eu já peguei aqui um taxi, o esquema é o seguinte, cheguei no aeroporto, tento encontrar
um pessoal, uma corrida do aeroporto até o centro da cidade custa 60 reais, juntei
com mais três viajantes aqui, com a Paula, com a Vivian e com o Laëtes, e a gente embarcou
no taxi do Gino.
Olha, a gente encontrei com a Adriana aqui, que é guia, o pessoal do Rostro, estamos
indo agora, uma caminhadinha aqui em três quadras, a gente chega.
3 minutos.
Já bem-vindo a Chapada.
Obrigado.
Não sei perder tempo, já deixei as coisas no Rostro e saí para uma volta, já são quatro
horas da tarde, hoje para aproveitar a final de tarde, aproveitar que o sol abriu, para
o chuveiro, vou lá para o Serrano, que é uma parte onde tem umas cachoeiras, mas passa
para tomar banho gostoso, e 20 minutos de caminhada cheiro lá.
Depois de ficar praticamente o dia todo viajando, nada melhor do que um banho desses.
No dia seguinte, eu estava ansioso para conhecer um dos pontos mais famosos da Chapada, o Morro
do Pai Nácio, não perdi tempo e me joguei no rolê.
Já estamos na metade do caminho, a vista aí, olha.
Olha aí, o sol resolveu aparecer um pouco, não é essa imagem, que é uma das mais bonitas,
a gente encerra o passeio aqui no Pai Nácio.
No meu terceiro dia pela Chapada, já estava na hora de conhecer alguns lugares mais afastados,
mais da natureza mesmo, e para isso nada melhor do que mergulhar no poço azul, uma gruta
linda.
Esse passeio fica mais perto de andar aí, mas como nesse dia tinha um grupo indo para
lá, eu fui a partir de linsóis mesmo.
O carro parou por aqui, e agora a gente pega um barquinho para atravessar do lado de lá,
o que que é cobra, cobra é uma longa história, é uma pergunta perigosa, jogar a bola e ficar
com a língua de fora, os carabóis.
Linosóis, travessia, já chegamos.
Já tomei minha durcha, porque tem que tirar o creme, quem tem protetor, quem passa alguma
coisa na praia vai ficar bem limpinho para poder descer.
E agora vamos embora, e evidentemente a coletada aqui já pronto para boiar, e agora descendo
aí o poço azul, seja bem-vindo.
Lá de cima da entrada já dá para ver o poço azul, eu não vi a hora de cair na água.
É, a descida é um pouco chata, ainda mais com o equipamento, mas faz parte, né?
Uma vez lá embaixo a ansiedade para mergulhar aumenta, eu coloquei logo o meu snorkel e
aí sim fui curtir o poço.
O visual desse lugar é demais, eu não me cansava de olhar.
E daqui dessa gruta encerro mais um parceiro.
Aqui está a chapada de amantina, vamos para o próximo, eu acho que eu vou fazer um rolê
lá na cidade, tá bom?
Vamos se ver.
E já está uma turma toda do hostel, e mais um pessoal que não está no hostel, mas
conhecer uns por aqui, vamos jantar daqui a pouco, vim ao bebedinha chegando.
Então cinco e meia da manhã, eu estou saindo aqui do hostel, fodei cedo hoje, só um fato
raro, consegui cedo mesmo, cinco e meia, então decidi aqui para a praça centrada
a cidade, para pegar um transporte, uma lotação que for para ir para as praças de tanquinhos,
aqui na parte de cima de lençóis, de lá vou pegar um ônibus para andar aí, que é
a minha próxima parada na chapada.
Olha aí já, já encontrei aqui o João, faz um transporte para cima para tanquinhos,
só vai esperar chegar mais três pessoas para juntar o carro, fechar e subir para lá.
Já me deixou aqui na frente do hotel São José, e aqui que passa o ônibus, agora só
vai esperar, olha o senhor João, obrigado, olha o meu busão, chega aí rapaz.
Olha aí, está chegando o meu pouso, bom dia, tudo bem, eu peguei o ônibus a sete,
é licença, tudo bem, como é que nós estamos por aqui, está bom.
Olha aí, já estou aqui com o Luís, ele faz o serviço de mototaxi, já me deu aqui um
copacete da Penélope Charmosa, ele vai pegar um bordo de sol, pelo menos tentar, lá no
Pantanal de Maribuque.
Uma das coisas mais bonitas na chapada é esse bordo de sol, um passeio tranquilo, mas
obrigatório, é imperdível.
Mais tarde, de volta para a pousada, conheci o Helder, foi ele e o meu guia na trilha
pelo Vale do Pati, essa trilha dura três dias e a presença de um guia experiente
é essencial, um bate-papo antes é importante, afinal a caminhada é longa e todo planejamento
é sempre bem-vindo.
Olha o meu guia aí, bom dia, como é que está, acho que sim, pronto, demorei um pouco
para descer, mas terminei de arrumar as coisas, selecionei lá, legal.
O celular desligado pelos próximos quatro dias, vamos embora para o Bati.
Valeu, estamos chegando aqui, a gente vai começar pela trilha dos Aleixos, estamos
chegando aqui na casa, onde a gente vai iniciar.
Posso mostrar para ele a casa ali, que nasceu em The House?
Ah, é, por sure, vai ter que mostrar, ok.
Esses dois holandeses são voluntários na casa de um pessoal que mora na região e
eles tem uma história bem legal.
Essa casa aqui mora um casal, que recebe, tem um programa de trabalho voluntário,
se você vem, se a gente encontrou agora dois jovens da Holanda, e eles recebem aqui
para fazer trabalho voluntário, para ir construindo a casa, e aí plantam, fazem
várias coisas na região, perfeito, e a casa é toda bioconstruída, então, todo
material reciclado, com capim, sim, legal, tem um para-bris, uma garrafa, olha só que
barato, que legal, partiu, partiu, já é um som antigo,
que bom.
55 minutos daquela casa do Daniel, aquela casa de bioconstrução, até aqui, no topo.
Agora a gente vai pelo alto dos gerais do Rio Preto, atravessa o Rio Preto e vai em
direção ao Vale do Cachoeirão.
Planinho agora.
Agora a planinha está suave e descida.
Está bom, não é?
É mais fácil você ficar no fundo mesmo.
Se você está achando que a trilha pela chapada é bem fácil, sempre tranquila, só fica
andando, não é bem assim, antes de atravessar o reacho deixe a câmera com o Helder, e olha
só o que ele gravou.
É tão baixo mesmo, opa.
Merda.
Tudo bem?
Tudo bem, no fundo é melhor se você está subindo na pedra aqui, não mudou nada aqui,
está protegido?
Que merda.
Valeu.
Fui batizado já, fui dar um passo maior que a perna, vamos ver agora se o equipamento
está legal.
Eu acho que ele está seco, está protegido.
Olha aí, estou sem da roupa, olha a cara dele, não fala que foi culpa minha.
Bom, agora que todo mundo já deu risada, já se divertiu com o mochileiro, tomando
um capote, a gente segue a trilha.
A gente caminhou mais um nos 40 minutos agora, 40 minutos, e agora a gente vai esconder
as mochilas aqui no ponto para continuar caminhada até o cachoeirão, porque não tem necessidade
de descer uns 200 metros, uma hora para ir, uma hora para voltar, carregando todo o equipamento.
Ele foi deixar aqui muqueado.
Cora de toca.
Fiquei meia hora lá, só contemplando a natureza, mas a gente tinha que seguir o caminho.
É, a caminhada não para.
É a parte final.
O primeiro dia, com esse tempo maravilhoso, olha esse visual aqui, olha que lindo.
Finalmente a gente chegava no destino final daquele dia, a casa do João, onde a gente ia jantar e passar a noite.
Olha aí, agora com o dia claro já dá para ter uma ideia melhor de como é a ruínha, está aqui.
O quarto onde a gente está, do lado é a cozinha, aí tem mais dois quartos aqui, o mercadinho está ali.
E hoje a gente vai seguir nesse caminho aqui.
Aí a ruínha fica para trás, seguimos o caminho para a jornada de hoje, enchilando as costas e vamos embora, né, Celélder?
O tempo na chapada sempre é uma surpresa, de manhã manéva a constante e sempre desafia os planos.
O morro do castelo era a nossa próxima parada e esse clima não combina nem um pouco com esse lugar.
surgiu uma esperança, fizemos o lanche, eu fiz um cochilo com pensamento positivo, o élder foi ali no rio, evocou os chamãs da chapada e do pati,
bateu um papo com eles e olha só que eles mandaram, o sol, o sol está abrindo, o que era um buraquinho azul, já começa a aparecer ali,
e a gente vai subir o castelo, vamos embora, deixemos as mochilas ali e vamos para cima.
Que subida, que bravo já, já não devo quanto, quantos minutos antes subindo, mole 20?
Chegamos do Vale do Calisto.
Estava lá embaixo e a sombra do castelo já mudou.
Já começou mais um dia aqui no Vale do Pati, a gente está aqui na casa da Raquel, que também é uma região de acomodamento as pessoas,
está no nosso quarto, meu guia aí, já pronto, acordado e hoje a caminhada é mais tranquila, ainda bem que eu estou do lolido, vamos embora.
O banquinho aí, naquela chama, a televisão dela, é onde ela senta de televisão, e que televisão, dá uma olhada aqui, a vista, natureza, 24h por dia na tela dela.
Estamos chegando aqui na primeira parada, realmente, do dia, que é o Porto do Argo.
Estamos chegando na casa do Joia, que é a terceira noite que a gente vai passar.
Olha o visualzinho, mais ou menos.
Com a noite caindo, jantamos e jogamos um pouco de conversa fora com o Joia e a Neu, que faz uma comida sensacional.
Conhecer gente assim tão bacana, é um dos prazeres de mochilar.
Depois do papo, rolou aquele descanso merecido.
Mais um dia começando aqui no Parti, lá se foi a última noite e hoje a caminhada é longa.
A gente tem café agora e a gente sai com uma subida que é a Ladeira do Império.
Móri-meia, duas horas de subida e deve chegar e andar aí o que é lá do nosso Zastri, 3, 4 da tarde.
É isso, começando a despedida nesse lugar maravilhoso. Vamos embora.
Muito obrigado, viu? Fica com Deus.
Fica aqui, tem que vir aqui.
Tchau, tchau. Até.
Tem que saltar.
A casa de Joia lá embaixo.
Tendo para trás já, bem longe e aqui a gente começa já a Ladeira do Império.
Essa subida é bem cansativa, mas eu não desanimava. Sabia que o final dessa travessia maravilhosa de 3 dias estava próximo.
Como tudo na vida tem a triste hora de dizer tchau, né? É aqui do último mirante que eu posso ver o Pati, que eu agradeço por essa viagem que eu fiz.
Meu dia e agora amigo Helder, por ter conhecido cada pedacinho um pouco do Vale do Pati, o cachoeirão, o castelo, o posto da árvore, todos os outros lugares que eu passei, as pessoas, o Joia, o João.
Cada um que fez parte dessa experiência que eu nunca vou esquecer.
Agora é hora de pegar a descida para andar aí, arrumar a mochila, levar algumas marcas de um tombinho aqui, né?
E um sorriso na cara que a gente sempre leva de uma boa viagem.
Aí ó, o cara chegou para me levar, é hora de dizer tchau, toda a despedida, eu prometo que eu não vou chorar. Obrigado Helder.
Muito obrigado meu amor. Tchau, tchau gente. Valeu.
E aqui termina mais um episódio de O Mochileiro. Agora a próxima parada é de Sois Maranhês. Vamos lá.
Eu encontrei o Xará aqui, aliás ele me encontrou, é o Daniel. Tudo bem?
Vamos junto? Vamos? Vamos para São Paulo?
Vai lá, canta. Ó, entregando de volta oficialmente aqui, ó. Tá vendo gente, assim que é o Mochileiro responsável, entrega o gui inteiro, direitinho, sem problema.
É, né? Ele pode chorar de uma guia.
