Eu não gosto de representar muita pessoa como a forma humana mesmo.
Então, eu acabo usando o animais, no caso, o gato foi uma sensação que eu tive de
misturar o gato com a noite, acho que tem muita ver, e uma coisa bem suja, porque eu
vejo o gato as vezes como pessoas, no caso, bem sujas, porque eu vi muita pessoas bem sujas,
ou ouvidas com algum tipo de, em um dia, meio bandida, que foi o caso desse desenho daquilo.
Mas eu gosto de ter uma retrata muito mais, pessoas como com ele e aquele gato.
Corrupção, cara, eu costumo associar mais a porcos, sonhos do que os dois.
Os dois são pessoas, não corruptos, são pessoas que estão ali só que não andam
a sugar alguma coisa de você, ficar de um ruim aluguejo, entendeu?
Eu disse que é levar as porcos e fazer sujeira.
O político deles pode se fazer de gatões, pode ser bem moedores na hora que eles querem,
na verdade eles são a maioria, a moedora de na hora que eles querem, eles sabem jogar muito bem,
eles sabem a moedora certa, eles sabem ser os gatões pra virarem os moedores.
É isso que eles fazem.
Eu penso muito no social, entendeu?
Minha arte acaba tendo muita acertegada, às vezes tem gente que não entende, tem gente que não vale,
mas são sentimentos que eu tenho na hora e alguns pensamentos, entendeu?
E essas aqui até estão bem na linha, assim, pra bordas que eu faço, pra costumar mais como
os boas, os catbuque.
O artista tem completo poder de usar sua arte pra deixar a mensagem que ele quer passar,
se ele quiser passar uma mensagem também, acho que é um intuito.
Então ele tem completo poder de ou passar, diretamente ou indiretamente.
É muito legal você esconder muito mais esse conceito e deixar a pessoa cansar, refletir sobre aquilo.
Eu acho que é muito mais pausível você fazer isso no sentido de, até de criação mesmo,
pra ver se você tentou no outro caminho de criação chegar pelo óbvio.
Você ir pro outro lado, fazer as pessoas cansarem, você mesmo pensar se você tá conseguindo
passar aquela cansagem.
Eu cresci, me mando minha avó, não tá bastante minha avó, pentei bastante, cantava, né?
Mas ela sempre me sentiu bastante, ela ensinava mais aquela arte antipada mesmo, aquela artesana
zona, bem primordial, bem clássica, né?
A avó tinha essa pegada, comecei por aí, meu irmão já era mais caricatura, esse lado
fazia charge também, por isso também tem esse lote social, que não tem bastante.
E eu cresci no meio dos dois, na verdade, eu cresci, cara, só surgiu no papel e quando
era muito pequeno, acho que eu não sabia desenhar, sabe?
As pessoas assim viram as inscrições como uma coisa qualquer, no caso da colégia, assim,
essa época.
Eu comecei a desenhar, cara, de gobeira e fui evoluindo, mas no meu traço mesmo, pra
onde eu tô comiaçando agora e pra onde eu pretendo chegar, é bem recente.
Eu era artista, caminhão.
A gente tá engraçado, cara, tem a TV com o Rick que tá respondo, eu tô tatuando
com ele e a gente, eu cheguei um dia pra ele, eu sou viciado em café, até pra pintar,
sou viciado em café, né?
Eu gosto de café pra consumir, pra pintar, pra tudo.
E aí, eu cheguei correndo pra ideia de tatuar com o café.
As ideias, sem nem perguntar, só pegam o copo ali, cara.
Aí a gente pegou o copo e tatuou com o café, cara.
E aí, eu acho que foi meio que uma inovação no mundo da tatuagem, que a gente ainda nem
contestou e agora, se a galera souber, vai sair fazendo por aí e vai pegar uma grana
no braço, não quer ter apego, mas eu acho que a gente vai pegar um dia.
E o café ficou no meu braço, tá no meu braço, tá onde tá no meu sangue.
Música
