As secretarias que tem que ter dada a segurança não preparou esses importantes policiais
para enfrentar as dificuldades que a gente tem com um roubo, com um atrocínio, com alguma
coisa, e aí já parte para destruir a vida, e pega a vida como se a pessoa fosse um
mosquito que você tem que destruir.
Qual o moleque é fácil, é ter que culpar as empresas que fabricam a árvore, as empresas
que fabricam a dorada, a cachaça, a taurus e a roça e ninguém passa lá, né, continua
fabricando o bala.
Não tem nazeiro, não tem pra ter dinheiro, pra poder ir no cinema, em um lugar, então
esse evento a gente consegue trazer os moleques tão soltos na rua e a gente consegue também
pegar na ideia, às vezes o moleque tá no tráfico, mas numa ideia você consegue resgatar
o moleque, porque o governo não dá atenção, quem tem que dar atenção é nós, a polícia
dá atenção daquele jeito, o primino dá no tiro, não tem ideia com a polícia, o único
águico público que entra dentro da comunidade é a polícia.
Vocês vieram aqui, a senhora foi conversar com eles, o que a senhora falou pra eles na
quele momento?
Eu falei pra eles verem o objetivo dessa festa, o objetivo nosso era juntar essa comunidade
pra ela ver que é importante estar junto, misturar todo mundo, pra que não haja mais
dor mesmo.
Então tipo isso aí é uma nobra, não vai resolver nada, não vai adiantar nada, porque
se o moleque não tem medo de ir pra fundo a bem ele não vai ter medo de ir pra careia
também.
Se o moleque tá vendo aqui, o cara tá ganhando um montão de dinheiro aqui, ele vai buscar
o quê?
Vai buscar salário, ele não vai, porra nenhuma, ele vai imbicar num crime mesmo.
É um continente, uma nação carente, milhões de decedentes quebrando a corrente de um indilego
pobre que vive deus a sósia, pensamentos fortes, tudo melhorar, a metade de sábado
é bem bolado da cidade do Spico Alto, da Magidão, os aglomerados de prédios submultuados,
se comam lá no escondas alto, reparam os seus em praça, graveteiros, picadores, envolvendo
as cores, contatuar o sistema que só vem trazendo dores, se tu pecumem das flores
que ainda nos resta.
Esse gato rap, o reggae, vem fazer uma festa, insiste, jamais cada ano me saldo, insiste,
eu já estava lá do capom, o rap prevalece isso.
Eu acho que ele não tem outro olhar, é impossível aceitar que enche de novo um monte de casa,
e por que esse menino fica violento, por que não tem prazer, não tem oportunidade, é
aqui.
Esse espaço é pra isso, tem que ter muitos desses.
Mais ocupações para os purais, tá certo, dona Neixe?
Muito obrigado, dona Neixe, um prazer enorme, falar que é joelhmente, eu te dei um cartãozinho,
ele pode conhecer a nossa entidade, viu?
Tá bom, dona Neixe.
Muito obrigado, João.
Tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau.
Tchau, tchau.
