No episódio anterior, você viajou comigo para a Coreia do Sul.
Primeiro eu conheci Ceú, a capital do país.
Lá eu encontrei o amigo Raú, que me recebeu em casa e foi meu guia na cidade.
Adote um mochileiro e aqui está o Raú.
Olá.
Conheci vários lugares interessantes, como o estágio da Copa de 2002 e a zona desmilitarizada,
que divide as duas Coreias.
Até experimentei uma cole, uma bebida típica de lá.
Depois embarquei rumo à ilha Jéju, que fica a 450 km de Ceú.
Conhecida como a Ilha do Amor, Jéju é um lugar fantástico e bem grande.
Foi eleita maravilha justamente pela quantidade de atrações naturais que possui.
A jornada por Jéju foi bem emocionante.
Passei por cada coisa que se eu não tivesse gravado, ninguém ia acreditar.
Ah, e teve ainda o Museu do Amor, que foi uma experiência no mínimo curiosa.
E no episódio de hoje, a gente vai para a América do Sul conhecer a sexta maravilha
da minha volta ao mundo, a gigantesca e belíssima Amazônia.
Vamos nessa?
Antes de chegar na América do Sul, resolvido a uma rápida passada nos Estados Unidos para
visitar o Havaí, mais precisamente, o Nolulu.
Quem nunca quis conhecer o Havaí, né?
Ainda nos Estados Unidos, peguei um voo para Miami, onde fiquei mais alguns dias.
Talvez você tenha achado meio estranho essa minha passada rápida pelos Estados Unidos,
afinal eu disse que estava indo para a Amazônia.
Você não vai acreditar no que eu fui fazer lá, mas eu fui tirar umas sérias.
Estou falando sério, mas vou explicar isso melhor.
Pouca gente sabe, mas algumas companhias aéreas vêm de passagens de volta ao mundo com preço
bem mais em conta do que se você comprar cada passagem separada.
Só que nesse tipo de viagem você tem algumas regras.
Uma delas é passar por vários continentes dando uma volta completa no planeta, escolhendo
um número determinado de países antes de viajar.
Se você acha que é moleza dar uma volta ao mundo, se enganou.
Então eu juntei um útil ou agradável e fui tirar uns merecidos dias de folga.
Com as baterias recarregadas, agora sim seguir rumo a América do Sul, e a primeira parada
foi na Venezuela.
Movimentada, Caracas é uma cidade interessante.
Apesar de ser considerada por muitos um lugar perigoso, é alegre e colorida.
Mas a coisa mais legal mesmo é o teleférico de Caracas, um dos maiores do mundo.
São mais ou menos uns 15 minutos subindo, montanha acima, e daqui de cima a gente vai
ter uma visão completa na cidade.
É, acho que grandes altitudes podem causar certos efeitos colaterais.
De Caracas, peguei um voo para a Ciudad Bolíva, que fica bem no meio da Venezuela e ao ponto
de saída para o Parque Nacional de Canaima.
Bom, aqui estamos no aeroporto de Ciudad Bolíva, bora embarcar na trasmandoa, provavelmente
num aviãozinho da Kevin Nye, perdi, ó, aí é emoção, hein?
Cidade pequena, aeroporto pequeno e avião pequeno.
Na verdade, o menor em que eu já entrei na vida.
Se aquilo já estava meio estranho pra mim, imagina só, eles me colocaram na função
de copiloto.
Aí sim eu fiquei preocupado, nem sabia mais se ia chegar vivo.
Depois da decolagem, já um pouco mais acostumado, consegui relaxar e aproveitar a viagem.
Até porque o que eu vi pela janela era lindo demais.
Ufa, que alívio, finalmente pisei em terra firme.
Canaima é um vilarejo simples, com aproximadamente 2 mil pessoas, a maioria descendentes de índios.
Um lugar simples, mas que carrega uma beleza natural sem igual.
Depois de me distrair um pouco pela cidade, ouvi as explicações do guiarramão de como
cê liam os passeios.
Juntos com outros turistas, parti pra conhecer a Lagoa Canaima e as cachoeiras Saltosapo
e Sapito.
Agora começamos aqui uma caminhada pelas trilhas do Parque de Canaima, e a gente vai
chegar até a parte de cima de algumas cachoeiras.
Chegamos na parte de cima da cachoeira, olha só que beleza, mas o legal mesmo foi a parte
de baixo.
Como tinham várias pessoas por lá, eu não me segurei e pedi pro Guia me gravar embaixo
da cachoeira.
Bom, já estamos aqui na subida do Rio Carral pra ir pro Monsalto Anjo, então serão quatro
horas de barco, depois vamos deixar as coisas no acampamento e de lá a gente vai andar
por uma trilha de uma hora até a cachoeira.
A caminhada era longa, mas um lugar pra onde eu ia fazia qualquer esforço vale a pena.
Estávamos embarcando rumo ao paraíso das cachoeiras, eternizado pelo filme UP, Altas
Aventuras, onde um velhinho realiza o seu sonho de infância, conhecer o salto ángel,
a maior cachoeira do mundo.
Acabamos de desembarcar aqui, agora a gente faz uma caminhada de 30 minutos, embora.
A gente fechou a primeira caminhada, agora a gente vai reembarcar pra seguir aqui o acima
aqui.
A bagagem veio com bote, porque a parte do rio que a gente tinha que atravessar era muito
forte, então a gente veio caminhando enquanto o barco trouxe essas coisas.
Mais duas horas de barco e uma terceira hora de trilha pra finalmente chegarmos ao salto
ángel.
E depois dessa caminhada, de quatro horas com barco, com trilha, a gente chegou na maior
cachoeira do mundo, 979 metros, é o salto ángel aqui na Venezuela, dá uma olhada.
Depois desse passeio incrível, encarar o caminho de volta no mesmo dia ia ficar muito puxado,
então ficamos em um acampamento pra comer e dormir.
De Canaima, voltei pra Ciudad Bolívar e peguei um ônibus pra Boa Vista, capital de
Roraima.
Aí sim, eu já tava pisando em terras brasileiras.
A viagem foi um trajeto e tanto, de Boa Vista peguei um voo pra Manaus.
Mesmo com a viagem cansativa de muitas horas, não perdi animação pra conhecer a Amazônia.
A floresta amazônica tem 7 milhões de quilômetros quadrados, inclui territórios pertencentes
a 9 países.
Ela tem a maior biodiversidade em uma floresta tropical no mundo.
E 60% dessa floresta fica no Brasil.
Acho que não preciso falar mais nada do porque ela foi eleita a maravilha natural, né?
Já era hora de conhecer esse lugar de perto.
Fiz alguns passeios pela capital Manaus.
Conheci o famoso Teatro Amazonas, que é o principal ponto turístico da cidade, além
do Jardim Botânico, ideal pra quem quer saber mais sobre a Amazônia.
Tinha outro lugar que eu não podia ficar sem conhecer, o Recanto do Mouto.
Com o nome já diz, é lá onde se encontra a maior celebridade da região.
Peguei um barco e segui pelo Rio Negro.
As águas estavam agitadas, então a viagem foi bem emocionante.
A chuva chegou de vez, aí até fecharam aqui o barco, estamos indo um pouquinho mais
devagar, vamos ver como que a gente vai chegar.
Duas horas depois a gente saiu de Manaus, a gente chegou aqui.
Normalmente essa viagem demora, dá pra fazer o quê, 40 minutos, uma hora, mais ou menos,
né?
E aí, hoje foi duas horas depois da chuva, o Rio bem mexido, mas chegamos.
Recanto do Mouto.
Vamos lá.
Depois de tudo pronto e com as câmeras ligadas, era hora de cair na água com os botos.
Então é hora de ir embora aqui para o Recanto do Mouto, a gente vai lá para o Mouto.
Espero que agora a gente consiga uma viagem mais tranquila, não é, não?
Então agora o vento já passou, beleza, bom, obrigado, viu?
Meu passeio por Manaus foi sensacional, mas chegou ao fim, era hora de partir pra Santarém
no estado do Pará, uma das mais antigas cidades da região amazônica.
De Manaus até Santarém são 30 horas de viagem, a região amazônica é banhada por
vários rios, alguns bem longos, consequentemente o principal e mais barato meio de transporte
é o barco.
Então o negócio é chegar bem cedo para colocar a rede, eu não estou tão cedo assim, vamos
ver, daqui o meu, São Bartolo meu 3.
Quando você chega no barco, acontece uma espécie de check-in, eles conferem seu nome
e a passagem, depois você tem que se virar para achar um lugar entre os mais 600 passageiros
e colocar sua rede.
Olha, o vendedor de rede e de gancho, quanto custa uma dessa aí?
Há cinco barcos.
Cinco barcos para esticar ela para aumentar, vou experimentar a minha rede aqui para ver
como fica, se não der, já falo com ele.
Depois de garantir o meu lugar no barco, como ainda não estava na hora de partir, resolvi
dar uma reforçada no café da manhã e uma das barraquinhas que tinham ali.
O que que vem nesse café?
Pão com tucumã e banana.
Então eu vou provar um pão com tucumã e banana e um suco, do que você tem suco?
Pão com tucumã e banana e caju.
Tem caju?
Caju?
Esse caju está vermelho aí, hein?
Esse caju é rosa.
É rosa, é?
Não vou passar mal no barco não, né, com as cafés?
A cara dela.
A cara dela.
Vai, não.
Tá bom.
Quanto tempo você tem essa barraquinha aqui?
Seis anos.
Seis anos?
Tá rindo a toa, já deve estar rica, né?
Boa.
Tá frisco, hein?
É, realmente.
Vou pagar na boca já aqui, vou experimentar.
Além das barracas de comida, antes do barco partir, é comum aparecer vendedor de tudo
que é coisa.
Tem relógio, escova de dente, saboneteira, pente, e claro, também tem coisa pra mulherada.
Aqui está oatan, reinçado.
Ar 있거든요 emPart velho oatan.
E a gente está fazendo tal pra mim.
Eu não sei como é.
Logo no começo da viagem, um espetáculo da natureza.
Os rios Negros e Solimões caminham lado a lado por muitos quilômetros sem se misturar.
É o famoso Encontro das Águas.
Essa união forma o Grande Rio Amazonas, que eu percorri durante essas 30 horas.
São sete e meia da manhã, a gente parou em Parintins.
Algumas pessoas descem, algumas pessoas sobem.
Nessa hora, o pessoal aproveita aqui para já fazer um negócio.
O quanto é a banana?
Rola solta, queijo, pão, bolo, marmita, revista, de que o pessoal vai seguir viagem.
Até que enfim, depois de muitas horas de viagem, chego em Santarém.
E o negócio lá estava animado.
Cheguei bem no dia da festa aqui.
Agora estou aqui em Alter do Chão.
É um pequeno vilarejo perto de Santarém, aproximadamente 30 quilômetros.
A beira do Rio Tapajós e essa maravilha é parte da Amazônia.
Depois de um ótico passeio pelas Águas do Rio Tapajós, fiz uma pausa na barraca do Raimundo, que aluga caiaques e vem de água de coco.
Alter do Chão é um lugar cheio de belas paisagens.
A gente assim deu uma fogueira e até tentou pescar.
Vamos ver se vai rolar a peixe hoje.
Você acha que a gente pescou alguma coisa?
Imagina só, um bando de turista no meio do mato.
Claro que não deu em nada.
A gente tentando pescar, o molecada vai com a mão e pesca.
Deixa eu ver, cadê? Pescou algum peixe? Nada. Até agora a gente não conseguiu nenhum peixe, então eu consegui pescar esse aqui.
E é fácil de comer, só abrir aqui. Então é nesse que a gente vai.
Se eu depender este mim para conseguir algum alimento na natureza, estava lascado.
Depois da brincadeira na praia, voltamos para a pousada e fomos dormir.
Ficamos em um lugar bem bacana e espaçoso, mal podia esperar pelo café da manhã.
Assim ficar fácil, né?
Essa e outras pousadas você pode encontrar acessando Detectotel.com.br. Lá você compara milhares de sites de viagens em segundos.
Você pode economizar até 80% em sua hospedagem.
Se preferir, baixa o aplicativo do Detectotel em seu celular ou tablet.
Faça como você quer.
E encontre a melhor opção de hospedagem em qualquer parte do mundo em apenas um clique.
Economize com o hotel, gaste com você.
Bom, não podia vir para o Pará e não tomar um açaí.
É a despedida e é com essa fruta daqui que eu vou dizendo tchau para o terro do chão e para esse estado.
Nossa, é bem diferente do nosso açaí, né?
Demais.
Agora é hora de marcar para chamar a Guá.
Maracó e de lá para Flona.
Vamos lá.
Chegando em Jamaracó, é necessário pagar uma taxa ambiental.
Paguei os R$ 5,50 e fiquei dois dias por lá.
Lá é onde se encontra Flona, Floresta Nacional do Tapajós.
Uma reserva da Amazônia que ainda aguarda riquezas dessa maravilha.
Fui muito bem recebido pela dona Conceição.
Ah, aqui vai ser meu cantinho?
É, aqui vai ser seu cantinho.
Eu gostei, hein?
Tchau.
Boa tarde, tudo bem?
Oh, que vida boa aqui, hein?
Aqui tem um quartinho para você deixar a sua mochila.
Se você quiser dormir lá, dorma, se quiser dormir aqui, dorma.
É bem tranquilinho aqui.
É bem tranquilinho.
Olha a vista aqui, que delícia.
Ela está esticando essa rede aqui para mim.
E ela perguntou se eu quero dormir lá dentro do quarto ou nessa rede.
E aí, o que vocês acham?
Chuta, é onde eu vou ficar.
Estamos aqui saindo em Jamaracó para fazer a trilha do Piquiá.
Estou aqui com o meu guia, Luiz, companheiro domingo, Zali.
A trilha tem duração de mais ou menos 3 horas e meia.
É uma caminhada e tanto.
Mas eu tinha um ótimo guia que me mostrou muitas coisas diferentes.
Até o que ele usa como telhado no vilarejo.
Legal.
Dá para fazer uma cortina também para o box, não dá?
Dá.
Aqui é o quê?
Mesmo que cheirar o quê?
É, para ficar sozada baiana.
Esse aqui é bom, hein?
Caramba, é bom demais.
A gente faz um chazinho disso.
É.
Nossa, muito bom.
Cheguei aqui na rede do Tarzan, que é o Cipó.
Todo enroscado aqui, forma uma rede legal, dá até para descansar um pouquinho.
Essa é a rede mais diferente que eu já experimentei.
Dá até para tirar um cochinho.
É.
Bom, depois de 1h40 de caminhada, a gente chegou aqui na Grande Samaúma.
Essa árvore é muito rara.
O Ibama diz que ela tem 180 metros de altura.
É uma maravilha aqui da floresta mesmo e tem que ser conservada.
A trilha tinha chegado ao fim.
Era hora de voltar para a vila.
Obrigado, viu, pessoal?
Tô com boa caminhada aí de umas 3 horas.
Mata bonita.
Espero que conservem por muito tempo.
Assim que eu voltei do passeio, a dona Conceição preparou uma bela refeição.
E agora é hora de mandar bala.
Depois daquele almoço delicioso, bati um papo com a dona Conceição,
que tem 7 filhos e 11 netas.
A dona Conceição nasceu e viveu a vida toda na floresta amazônica.
O lugar de onde ela e a comunidade local tiram seu sustento.
Agora aqui vive da pesca, do turismo.
Da pesca só para sobreviver.
Tá.
Agora, para valer a base do dinheiro extra, tem o turismo,
tem o lápax que continua.
Ainda tem um extraindo lápax.
Antes que o dia acabasse, o Guia Luís me levou para um último e belo passeio pelo Iguerapé.
Fechei minha passagem pela floresta nacional do Tapajós com chave de ouro.
E para encerrar a noite, com jantarzão com a família toda.
Do jeito que eles me tratavam bem, me senti em casa.
Obrigado por me receber, nem viu?
Obrigado.
É um prazer participar aqui com vocês.
Já era hora de ir para a cama, ou melhor, para a rede, pois no dia seguinte eu tinha que acordar cedo e ir embora.
É, a minha volta ao mundo pelas 7 maravilhas já estava perto do fim.
Nessa sexta etapa, vários momentos ficaram marcados.
Eu fiquei muito impressionado com a cachoeira do Santo Ângel, na Venezuela.
Depois disso, teve o boto, lá em Manaus, que foi bem divertido.
E aquela viagem interminável de 30 horas até Santarim.
E o gran finale, a floresta amazônica, que despensa comentários.
Do norte do Brasil, eu parti para o sul, na fonteira com a Argentina.
Fui conhecer as grandiosas cataratas do Iguaçu, a última maravilha natural da minha aventura.
Tá a fim de ver?
Então vai perder o próximo episódio de Homo Chileiro.
Até lá.
Pescou com peixe? Nada. E você?
Como é que você chama?
É tu, rapaz?
Eduardo.
Eduardo, e aí? Pegou peixe?
Eu peguei.
Seis? De que tamanho? Mostra aí.
Porra, mas isso aí é para palitar o dente, né?
Ah, devolveu, né?
E tu, como é que você chama?
Quase peguei.
Como é que você chama? Quase peguei?
Saiam.
Ah, saiam. Pegou peixe ou não?
Tá saindo ainda.
É?
