O manifesto dos pioneiros começa assim, na hierarquia dos problemas de um país,
nenhum sobreleva a importância da educação.
Eu tenho impressão que é isso que todos visam, colocar a educação em primeiro plano.
A educação sempre foi uma causa muito importante em minha vida.
E no momento decisivo do país, o nosso grupo percebeu que só a educação poderia unir
as pessoas e melhorar o nosso Brasil.
Todos pela educação é uma reação da sociedade para conseguir que o Estado, a Nação, os
pais também, as empresas, participem todos, especialmente os políticos, na construção
dessa sociedade, sim a qual eu acho que a gente não vai conseguir ser uma grande nação.
Quando todos ele foi criado, isso é simbólico e importante, a sua fundação foi no dia 6
de setembro, uma manhã muito fria no Museu do Ipiranga, nunca me esqueço.
E a gente fez por que no dia 6?
Porque a gente entendia que a verdadeira independência do Brasil começava pela educação.
Era um usadia, mas acho que isso continua de pé.
O Brasil ainda só vai comemorar a sua verdadeira independência.
Talvez quem sabe no segundo centenário da independência em 2022, mas pela educação.
É a educação que de fato vai completar a independência do país.
Acima de tudo, o todos é porque ele é uma verdade, é um movimento que é articulado,
é politicamente representativo, conversa com todos os lados, não tem rótulos, mas
que tem também a profunda consciência da importância da comunicação para fazer
na sociedade, nos reguladores, na classe política de todas as esferas, as mudanças
necessárias e a adoção dessa pauta tão fundamental para o Brasil.
Isso gira as ideias de juntar os governos, os três níveis de governo, as empresas.
Acho que isso é a coisa nova de todos pela educação, juntar a sociedade, o pessoal
da educação, os pedagôs, juntar todo mundo em torno de uma causa comum que é a educação.
Nós então trabalhamos intensamente para definirmos os indicadores e as cinco grandes
metas que seriam perseguidas pelo movimento, todos pela educação.
Eu acho que a partir daí o movimento foi se consolidando e hoje é um movimento muito
conhecido, respeitado e que faz uma enorme diferença para apoiar a educação no país.
E a grande preocupação nossa era essa ideia do comprometimento coletivo, do envolvimento
realmente do próprio nome, todos pela educação, mas de maneira geral nos incomodava muito
a não urgência da educação.
O resultado mesmo de educação, a urgência de país, todo esse debate que foi, na verdade,
quando todos nascem provocados como um movimento da sociedade civil, mas que envolve, na época,
o MAC participou ativamente, o CONSED, a um DIME e vários parceiros, foi uma esperança
desse comprometimento de nação com a educação.
Eu sempre tenho procurado colocar com a participação do terceiro setor no processo, ele traz e
agrega e areja muito o setor público em relação a inovações, a formas diferentes
de poder fazer o processo educacional.
Todos pela educação é um movimento que espelha muito bem essa intenção de contribuir
com os órgãos públicos na questão da melhoria da gestão das políticas no nosso país,
como todo.
Eu participei também da Comissão Especial do Plano Nacional de Educação, isso outro
estimulha do papel fundamental que todos pela educação exerceu naquele debate.
Foi um esforço muito grande de toda a comunidade escolar discutir o que era importante para
nós nos próximos 10 anos.
Além de qualificar o debate sobre essas metas, ele tem mantido esse trabalho de colocar
luz sobre essas metas para que aquele debate que aconteceu, que foi muito rico, que foi
muito intenso, que ele não seja uma página virada na história da educação brasileira.
O Plano Nacional de Educação é o fio condutor desses próximos 10 anos e o todos têm um
papel importante nesse fio condutor.
O grande mérito é de o trabalho de mobilização, mas baseado numa estrutura profissional e
técnica.
Essa conjuração é muito interessante, porque mobilização pela mobilização só não
se atinge para a tamagem de melhoria.
E eu diria se eu fizer trabalhos técnicos e só acumular papelada técnica sem mobilização
no sentido que seja absorvido pela sociedade e não chegaria os resultados.
Então eu acho que nós estamos numa permanente evolução de aprimoramento, mas estamos permanentemente
atentos nesse problema de como podemos mobilizar mais.
Eu tenho que não só mobilizar as pessoas, mas eu tenho que, num movimento de mobilização,
dar às pessoas conhecimento sobre o que que funciona e o que que não funciona.
Elas vão exigir o que.
Então eu acho que o movimento avançou nisso também em termos de ajudar a sociedade brasileira
não só a saber que educação era muito importante, definiu o que queremos alcançar
e trabalhar bastante em linhas gerais, dizer como vamos alcançar.
Para que a sociedade comece a tomar pé daquilo que é de fato seu, o movimento todos pela
educação colabora na medida em que multiplica as instâncias e as possibilidades de controle.
É nessa perspectiva que o movimento todos pela educação fortalece a dimensão republicana
do direito à educação.
Não é um direito que é apenas uma obrigação do Estado, é um ao que tem que ser pertencido.
A palavra pertencimento, a palavra apropriação como incorporação de cidadania tem que ser
fortalecido.
A ideia do movimento todos pela educação numa síntese é de corresponsabilidade.
Só avança se todos, inclusive a sociedade, se tornar e se sentir corresponsável.
E a educação não é um lugar de especialista, mas é um lugar de diálogo.
E o diálogo para ser frutífero, as pessoas precisam estar informadas, então todos faz
isso, todos não tem uma missão que não seja a missão da boa educação para todos.
O entorno no momento da educação está ligado ao que é de mais sofisticado na inteligência
da educação brasileira.
Com as várias fundações, com as várias grupos, você pegar o que está se produzindo de ciência,
de novos dados, de novos medidas de impacto, é uma coisa gigantesca.
E mais ainda eu acho que trouxe uma capacidade de formação, de opinião em segmentos importantes
da mídia.
Todos tem pautado a imprensa, não só a grande imprensa, mas a imprensa em geral, sobre
os temas educacionais relevantes e tem conseguido também traduzir números complicados que
a técnica burocracia manipula e que o cidadão comum não entende, ele consegue traduzir
de uma maneira simples, e isso permite um controle social, permite uma cobrança social
sobre os gestores públicos.
Valorizar os temas educacionais e qualificar o debate sobre esse tema é uma missão fundamental
do jornalismo e o todos têm nos ajudado da melhor maneira possível, que é respeitando
a nossa pluralidade e nossa independência de jornalistas.
Além das enormes contribuições que todos vendendo para a educação brasileira, acho
que tem dois fatores que merecem destaque.
Estou essa vocação de atuar como aglutinador, conseguindo conciliar pontos de vista e
percursos muito diferentes no campo da educação.
Instituições como todos ocupam esse espaço de hub, de conector, para que a gente possa
ter espaço de escuta do jovem, mas que a gente também possa pensar em inovações que
vão trazer a educação brasileira para o século XXI.
E segundo uma generosidade enorme para atuar como um articulador, um mediador de projetos
que propicia uma envergadura muito elevada em termos de impacto para quem atua como parceiro.
Então acho que a parceria vem disso, a gente conseguisse comunicar com os jovens, mas está
junto com eles lutando por um espaço, e o toro usa uma oportunidade de espaço e você
conseguisse conectar com conhecimento mais tradicional, que é muito importante também,
se conectar com os atores que estão aí há mais tempo.
Participação de todos com o espírito jovem, participação de todos com a voz do jovem
é clara desde o início, e quando a gente pensa em futuro do Brasil, quando a gente
pensa em futuro da nossa educação, não dá para escolher a voz de jovem dessa.
Eu vejo de tantas coisas importantes que aconteceram nesses 10 anos com o protagonismo
de todos pela educação, a decisão, a opção que todos sempre tomou no sentido de fazer
com que a educação seja valorizada a partir da valorização dos profissionais da educação,
isso acho que é uma marca registrada.
E todos os países queiram o salto da educação nas últimas décadas, essa valorização dos
professores foi fundamental.
É impossível um país desenvolvido sem uma educação de qualidade.
A gente precisava dar a alfabetização da criança uma centralidade, e a gente pode
elotei isso, tal nossa alcance obter essa meta nesse prazo que a gente tem.
Mas o problema mais fundamental para mim é esse, não há um senso de urgência para
a educação, e é muito difícil convencer a população, e é muito mais difícil convencer
que a gente está votando e elejando.
E tem vários desafios, um deles é a educação virar um assunto pop, ou seja, você fazer
governos, derrubar governos por conta da sua plataforma educacional, então é isso.
Que é hora que você fizer isso, as políticas vão surgir.
O que eu elegeria o desafio da gente conciliar uma educação que ela acuale todos e ao mesmo
tempo ela estimula o melhor de cada um, no sentido das altas expectativas.
Nós ainda não compreendemos, ou se compreendemos ainda não tivemos atitude, energia de fazer
um caminho diferenciado de encaminhamento da nossa juventude.
Você tem que ter uma escola boa, flexível, e que seja colhedora, e onde o jovem tenha
espaço para participar, e mais do que isso, onde as expectativas sobre o jovem sejam
as maiores possíveis.
A educação contribui para o fortalecimento da pessoa, aquele empowerment, para fortalecer
a pessoa, para discutir e reivindicar os seus direitos.
A educação é o elemento que empodera o indivíduo para ser um protagonista, ou seja, é a própria
essência da liberdade humana, então você tem que pensar grande.
E a gente acredita que isso é possível e essa transformação já começou a acontecer,
porque a gente não pode deixar retrocesso, a gente pode avançar, vai errar, vai acertar,
mas tem que avançar.
A primeira mudança, como a primeira ação da mais longa caminhada, é o primeiro passo,
e toda a educação já deu milhares de passos.
Eu acho que o grande desafio, o grande segredo de todos é chegar no outro capítulo como
o ápice do movimento.
E quando se inscrever a história desse tempo, que a gente chegou a essa consciência e fez
o que era necessário, o todo sobre a educação vai estar em uma posição muito bonita,
de dizer, nós estávamos ali e nós começamos a abrigar por isso.
Difícilmente tem alguns dos nossos colegas que não estejam com uma cota elevada de emoção
na busca da vitória, tá certo?
Isso é uma coisa contagiante, tá?
Mas eu acho que quando eu observo as pessoas que estão lá, elas estão se duando, com
coração aberto, no sentido de eu tô me duando, as pessoas estão se duando, então eu resumiria
que é emoção.
Todos.
Todos.
Todos.
Todos.
Todos.
Todos.
