Daí para a parede.
Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gavetas
Jogar fora sentimentos
E recentimentos tolos
Fazer limpeza no armário
Retirar traças e teias
E angústias na minha mente
Parar de sofrer por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina para ser mulher
Hoje eu vou mudar
Por na balança coragem
Me entregar no que acredito
Para ser o que sou sem medo
Dançar e cantar por hábito
Que não ter cantos escuros
Para guardar os meus segredos
Parar de dizer
Não tenho tempo pra vida
Que grita dentro de mim
Me libertar
Hoje eu vou mudar
Sair de dentro de mim e não usar somente o coração
Parar de cobrar os fracas, soltar os laços
E prender as abarras da razão
Vou arrifre com todos os meus defeitos
Para que eu possa libertar os meus direitos
E não cobrar desta vida nem rumos nem destrusões
Hoje eu preciso e vou mudar
De pedir no tempo e somar no vento
Todas as coisas que um dia sonhei conquistar
Porque sou mulher, como qualquer uma
Com dúvidas e soluções
Com erros e acertos, amor e amor
Suave como a gaipota e ferina como alhoa
Tranquilo e pacificadora mas ao mesmo tempo
Irreverente e revolucionária
Feliz e infeliz, realista e sonhadora
Submissa por condição mas independente por opinião
Porque sou mulher, com todas as inquerências
Que fazem de nós o forte sexo fraco
Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gravetas
Jogar fora sentimentos
E recentimentos tornos
Fazer limpeza no armário
Retirar praças e teias
E angústias da minha mente
Parar de sofrer por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina
Pra ser mulher
Jogar fora sentimentos
Jogar fora sentimentos
Deixar de ser menina
Pra ser mulher
Jogar fora sentimentos
Jogar fora sentimentos
Jogar fora sentimentos
Jogar fora sentimentos
Jogar fora sentimentos
Jogar fora sentimentos
