Muito bem, a partir de agora nós falamos aqui, direto do Hotel Royal Pão Plaza, na cidade
de Campinas, para acompanharmos com vocês a primeira edição do Fórum da Longevidade,
um evento organizado pelo líder de Campinas, que é a edição regional de um dos maiores
grupos de líderes empresariais do Brasil, e que hoje recebe diversas personalidades
ligados ao segmento de saúde, que vocês vão conhecer um pouco mais a partir de agora.
Começamos então ao nosso passeio com ele, Cláudio Loutenberg, presidente do Lídeo
de Saúde, dia dedicado à Longevidade, é o grande segredo não?
Olha, eu não sei, o segredo é esse, todos nós queremos viver mais, a questão não é
só viver mais, é viver mais e viver melhor, e para isso eu acho que oportunidades como
essa nos ajudam a discutir, questões que não necessariamente dizem a respeito à
assistência à saúde, mas que tem uma implicação importante na qualidade de vida que a gente
vai ter nessa questão da Longevidade, aspectos de nutrição, a questão de autoestima, aspectos
de inserção psicológica, tudo isso que em geral não costuma ser muito valorizado no
dia a dia, tem um impacto importante.
Então esse tipo de abordagem, que é parte daquilo que será hoje aqui discutido, é
algo que a meu ver é muito importante e que merece de fato ter um peso um pouco mais
representativo.
E o Líde, dessa preocupação, ter essa área de saúde identificada, enfim, e a perspectiva
de falar sobre esse assunto pela primeira vez em Campinas também é muito bom, né?
Eu acho que Campinas aqui tudo é muito bom, eu até acho que Campinas é um dos orgulhos
para o nosso país, é uma cidade que descola em termos de crescimento, de geração de
emprego, de incremento da responsabilidade social, então quando nos convidam para vir
numa sociedade que tem um compromisso tão grande com o nosso país, evidentemente que
a gente fica muito orgulhoso, e eu acho que Campinas ela tente de um papel muito propositivo
no Brasil de muita crise, né, esperamos que o Brasil na verdade consiga avançar, que
Campinas dá o seu exemplo, dá seu empurrão, com certeza dá, e eu na verdade acho que
é um bom momento, portanto, para a gente ter discutido tudo isso nesse encontro aqui
do Líde, um dos polos de grandes debates do nosso país.
Ele é também comando o grupo, amigo, enfim, então tem essa identidade muito próxima,
dia a dia da saúde do Brasil, não está fácil, hein?
Não está fácil, acho que qualquer coisa, e o Falista deve ter observado na abertura,
na realidade, a gente sabe que o Brasil vai sair da crise, né, mas a saúde sempre
terá crises, por quê?
Porque é um setor que precisa de novos desafios tecnológicos, a incorporação tecnológica
não é fácil, o cenário do envelhecimento que nós falhamos, o aumento da explosão
demográfica, quer dizer, mais gente precisando, questões de acesso, então vou dizer para
você que não é fácil, mas se fosse fácil talvez não pediam para a gente.
Claudio Lothenberg.
Eu conheço um dos homenageados do dia de hoje, doutor Ossimar Coutinho, uma sumidade
quando se fala em reprodução humana, em reposição hormonal, endocrinologista, respeitada
em todo o mundo, quer saber um prêmio sempre é bom, para o ego pelo menos, né?
Pois é, para prêmio, a gente busca a prêmio desde que nasce, o prêmio que a gente tem
quando nasce é o peito da mãe, é, e começa por aí, né, porque ela só vai ter leite
no peito e se ela tiver uma prolactina boa, então ela a gente depende da existência dos
hormônios, os hormônios regulam a vida da gente, regulam a reprodução do animal, reprodução
das plantas, tudo é regulado por hormônios, eu acho que foi deus invento hormônio em
um bom momento, porque são as custas dos hormônios e a gente gosta da vida, sexualidade
depende dos hormônios, sem bons hormônios você não tem bons sexos, você não tem
bons sexos, você não reproduz, a vida toda depende dos hormônios.
O trabalho seu já há muitos anos e a carreira inteira foi dedicada a essa reposição hormonal,
o trabalho com os hormônios, que hoje é muito comum, todo mundo sabe, todo mundo
acompanha, mas quando começou lá atrás, o pessoal não levava tanto assim, né?
Não, não levava não, pelo contário, tinha medo dos hormônios.
Morria de medo, né?
É, médico endocrinologista, eu acho que foi a última socialidade que se implantou.
E foi a contragosto?
E foi a contragosto, pois é, só tratava de doenças das glândulas endóquinas, as pessoas
não viam que como é que a gente podia tratar bem as nossas glândulas endóquinas para
não ter doença.
E a endocrinologia hoje é uma das especialidades mais importantes da medicina, porque você
não vive sem ter os seus hormônios equilibrados.
Esse que é o segredo?
Esse é que é o segredo, é tê-los na devida proporção, funcionando na hora da necessidade,
na hora da necessidade, mesmo necessidade de fazer pilho ou necessidade de não fazer
pilho, necessidade de não engordar, necessidade de engordar, não emagrecer, enfim, todo
nosso corpo vive em função do equilíbrio hormonal.
E quando se fala em longevidade, a busca por viver mais enfim, mas tem que ver bem e o
controle hormonal faz parte de tudo isso.
Com certeza, o indivíduo ficar vivo apenas não vale a pena, ele tem que viver com os
hormônios em cima.
Reposição hormonal é que permite que o indivíduo envelheça jovem, parece um contracenso,
mas quero dizer, com suas funções, com qualidade de vida, e quem faz o organismo funcionar
são os hormônios.
Desde que a gente nasce, a fome é regulada pelo hormônio, a sede é regulada pelo hormônio.
Enfim, o sexo, regulada pelo hormônio, o intelecto é influenciado pelos hormônios.
Enfim, é por isso que eu estou aqui hoje.
E quando se fala em reprodução humana hoje, está muito evoluído.
Aonde vai se chegar?
Se eu tenho noção, tenho uma visão disso?
A reprodução humana está chegando, eu acho, com os governos se envolvendo nisso, para
fazer com que nós continuemos a reproduzir, porém, com a cabeça no lugar, para você
não fazer filho que você não pode alimentar.
Com responsabilidade.
Não fazer filho que você não pode criar, proteger, educar, então é melhor não fazer
o filho, entendeu?
E aí já vem aquele controle hormonal que é a contraceptão, entendeu?
Você tem que também levar essa consideração.
Você quer criar bem o seu filho, não tenta o filho demais, porque se você se divide
muito, você acaba não criando nenhum bem, entendeu?
Então, o controle da natalidade é feito hoje através do uso de hormônios, porque
através dos hormônios, você faz um controle irreversível, pode mudar de ideia, perder
um filho, aí casa de um...
Sem trauma.
Sem trauma.
Fechando, então, nosso primeiro bloco aqui direto do Hotel Royal Palm Plaza na cidade
de Campinas.
Vamos acompanhando com a gente a primeira edição do Fórum da Longevidade, organizado
pelo Lídeo de Campinas, quem comando o Lídeo de Campinas está aqui, Silvia Quiroz, que
sempre nos recebe e recebe a todos.
Muito legal, esse assunto, pela primeira vez, acontece esse fórum, mas que traz, traz
pessoas que têm um patrimônio de conhecimento, né?
Com certeza, Gustavo, mais uma vez obrigada pela parceria, por estar sempre presente
conosco.
Bom, esse tema, primeiro que a gente conseguiu juntar autoridades da saúde, o Dream Team,
e autoridades com conteúdo fantástico de saúde e longevidade, começando pelo doutor
Elzimar.
Assim, pra mim foi muito satisfatório, porque a gente conseguiu abordar a longevidade,
instigar as pessoas e assim, até eu sair muito empolgada pra mudar meus hábitos.
Porque passa muita longevidade pra mudança de hábitos, né?
Não tem como escapar, cada um tem que fazer sua parte, né?
Tem, comer melhor, fazer mais exercício, dormir mais, só que não tem, não tem fórmula,
não tem segredo, é realmente você se cuidar.
Vamos falar um pouco então do Lídeo de Campinas, esse ano foi, apesar de todos os acontecimentos,
enfim, foi muito ativo, e isso é muito bom, né?
Sim, nós fizemos uma média de três a quatro eventos por mês, mantendo a linha de que
o Lídeo é multitemático e multisetorial, portanto, a gente abordou todos os assuntos
imaginários, também a gastronomia, o networking, que é a essência do Lídeo.
É a essência, exatamente.
Então, assim, foi um sucesso, continuará a ser, porque nós ainda temos vários eventos
pela frente, e estamos muito satisfeitos com isso.
Pra que eventualmente já falamos várias vezes aqui, mas eu gosto sempre de explorar,
enfim, quiser participar do Lídeo.
Como eu faço? Tem tantos eventos com pessoas importantes de diversos assuntos, de diversos
segmentos, mas como faz pra participar?
Você tem níveis diferentes, possibilidades diferentes, né?
Sim, bom, pra você participar do Lídeo, a empresa tem que faturar acima de 100 milhões
de reais.
Isso é o Lídeo principal.
O Lídeo principal.
Para participar do Lídeo Futuro, são jovens empresários de 20 a 40 anos e não tem determinação
de faturamento.
Existe um Lídeo mulher que também focado em mulheres empresárias.
Tudo passa por uma seleção, preenche-se uma ficha, um comitê de gestão, a prova
ou não, e, logicamente, é muito seleto, mas todos os líderes têm que fazer parte do
Lídeo.
E hoje aqui, o que temos de líderes?
Mais mulheres do que homens.
Ah, é que o tema é instiga, mas tem bastante homem também que se cuida.
É, os homens têm que se cuidar lá e tem que garantir, pô.
É, com certeza.
Obrigada.
Obrigada.
Gente, veja que
de campinas da CapocUAE 골�ta!
Olha quem o trouxe para conversar conosco, primeira dama da cidade de São Paulo,
Bia Dória, olha que eu encontrei, vem entregar um prêmio muito importante para quem merece,
né?
Ah, verdade, você viu que experiência?
Prongividade sempre nos agulça, né, é algo que todo mundo vai atrás.
O grande segredo?
É o grande segredo.
Todos os expositores, todos os foram ótimos, mas o doutor nos filmaram é minha paixão,
porque eu já conheço ele há muito tempo e ele foi pioneiro, eu sou paciente dele há
muito tempo, aliás, quando eu tive problemas de gravidez entre meu filho mais velho e os
outros dois, e foi ele meu médico, eu sou muito grata a ele, ficar dos meus filhos,
e até hoje, agora, por exemplo, esse mesmo filho que ele me ajudou quando eu estava
grávida, eu estava com 16 anos, eu agora é paciente dele.
Também já faz esse acompanhamento?
Faz acompanhamento de hormônios, menino, às vezes meninos vão a gente fazer um hormônio,
meninas também, mas menino, ele, por exemplo, que é um menino que joga basquete, cresceu
muito, o doutor, eu sei, moro, que fez esse acompanhamento.
O pessoal acha que é só para os mais velhos, não, mas desde...
Ele me ajudou com o Felipe, quando eu estava grávida, o Felipe, que eu perdi as gravidez,
foi ele que me deu medicamento para eu segurar as gravidez, e agora esse mesmo menino, que
ele me ajudou na gravidez, ele agora fez o acompanhamento dos hormônios, porque ele
cresceu muito, eu tenho 1 metro 92 com 16 anos, e eu fiquei preocupada, porque de repente
o menino cresce.
Vai começar a passar.
É, e foi o doutor do semário que fez o acompanhamento, que viu que estava tudo direitinho, que ele
acreditava mesmo, então eu sou grávida, você viu a experiência dele, que bacana.
É o privilégio escutar ele.
É, é o privilégio, experiência de vida, não tem segredo, você não precisa não fizer
a ginástica, não comer pouco.
Se cada um não fizer a sua parte, não vai, né?
É, não vai, verdade, mas eu adorei, viu.
Prazer receber a via aqui, eu quero receber da experiência, como primeira dama da cidade
de São Paulo, não deve ser fácil, né, que é uma exigência 24 horas por dia.
Enxugar gelo todos os dias.
Exatamente.
É, é, é, tem muito pra se fazer, nós somos um país jovem, né, uma cidade jovem, tá
tudo ali pra ser feito ainda, então é o dia inteiro, é fazer, fazer, fazer, refazer,
refazer, refazer, refazer, refazer, refazer.
Mas o João quis muito isso, a mim me foi imposto esse título, porque não era meu...
A sua vida era ligada ao outro lado, né?
Exatamente, mas se quer saber, eu já estou levando numa boa e a gente vai, vai fazendo,
vai fazendo, vai fazendo e a gente faz o que dá.
Sim, exatamente.
Sabe o que não dá?
A gente entrega a Deus e... e o que pode ser uma solução.
Entendi.
Mas eu acho que o que chama a atenção no João, no João do Aro em São Paulo é a boa
vontade, que muito poucas vezes a gente vê na área política, né?
É, a boa vontade e fazer.
Sim, exatamente, com competência, enfim.
E ir protelando não é a solução, o negócio é enfrentar e fazer, que é o que ele está
fazendo.
Eh pá!
Já perguntaram se ela vai ser a primeira dama do país.
Ah, eu não quero pensar nisso agora, a gente primeiro tenta resolver...
Eu tô na costumar aqui com o João Paulo, né?
Eu particularmente acho que isso ia ótimo, o João ir para Brasília e resolver o problema
pela raiz, porque viria solução para os problemas, a gente está tentando resolver
aqui, que depende muito do federal, né?
A gente depende de repar...
A verba sai daqui, um tanto onde verba e volta muito pouco como Estado, né?
E as leis também, se vê tudo que vai fazer, se depende disso daquilo, então eu tenho
certeza que se o João fosse para presidente, ele, ele, ele, o correto seria ele e o presidente
foi voltar a São Paulo.
É, exatamente.
Porque aí já teria mudado, daria para fazer muita, daria para, para, para...
Ele está fazendo, mas tem muito, tem muito...
Isso que não dependem deles, fomentos.
Ele não depende de eles exatamente, repasses a cultura, a saúde, a educação...
E ele, como empresário, que tem, cresceu, enfim, todo mundo sabe a história dele,
mas se sente impotente muitas vezes com a velocidade da política, né?
É, a velocidade da política, da amorosidade, da burocracia, tudo tem que ser aprovado na
Câmara e às vezes o, o sujeito que está lá sabe que é correto, mas o partido não
deixa.
E toda uma burocracia e que seria bom se mudasse lá na raizinha, nosso país ia fazer pum.
E a crescer muito rápido.
Graças.
Obrigado, parabéns pelo trabalho.
Viadora.
Conosco, Shai Wilson, risco está aqui, senhor Dunderskin e qual mais?
Da Medical Doctor, né?
O SK Dermatology, na verdade, é uma plataforma de inovação onde a partir da nossa base de
pesquisa na Itália e no Brasil a gente desenvolve produtos para Anderson, que é uma empresa
de dermo cosmético, de alta performance, e a Medical Doctor, que é uma linha mais
clássica, mais inovadora de terapêutica, da dermatologia, então são empresas de
composicionamento diferente, pertencentes ao grupo NC, que é de Nancy e Carlos Sanches,
né?
Por que você tem esse trabalho, essa parceria com o LID e no momento que fala-se de longevidade,
não poderia estar num lugar melhor, né?
Sem dúvida, né?
E longevidade, com a população chegando aos 75, 80 anos, a gente tem que cuidar bem
da pele, né?
A pele, ela passa a ser um aspiracional de prevenção da nossa empresa a partir dos
35, 40 anos, a gente tem esse trabalho.
A partir daí vocês entram.
Exatamente, tem outras terapias mais recentes, pessoas mais jovens, por exemplo, para tratamento,
aí no caso de Acne, outras abordagens terapêuticas, mas para longevidade, para o cuidado com
a pele, a partir dos 35 anos a gente tem um portfólio amplo e importante, essa conscientização
e esse trabalho junto à classe médica, né?
E tem uma preocupação científica com o produto, como ele já falou, nós temos aqui
a Underskin, que é um deles, como você disse, né?
Exatamente, a Underskin é o foco é pele, derma cosmética, né?
Então, é alta performance e sempre baseado em estudos clínicos, é o nosso know-how,
o grupo é líder no segmento farmacêutico, o grupo NC, e essa liderança vem principalmente
pelos tratamentos, pela terapêutica, pela evidência clínica, então esse posicionamento
clínico é o que a gente tem dentro da linha Underskin.
É um avanço tecnológico hoje, que existem nos produtos, muita gente não tem noção,
né?
Exatamente, hoje a gente fala de evoluções em derma cosmética, que há 10 anos atrás
ou 5 anos atrás.
Nem se sonhava, né?
Nem sonhava, então, hoje você tem como fazer uma prevenção de ter uma pele com uma estrutura,
né?
Uma epiderma com uma estrutura que você, digamos que não nasceu, mas que você mantém
uma estrutura.
Multivou.
Multivou, exatamente.
Então essa é a proposta da Underskin, alta performance, baseado em clínica e resultado
clínico.
Fechando então nosso passeio aqui direto do Royal Palm Plaza, estão curtindo com a
gente o primeiro Fórum da Longevidade, organizado pelo Lide de Campinas, Carmo de Sodos aqui conosco,
secretário de saúde da cidade de Campinas, Fefitura não poderia ficar de fora de um
assunto tão palpitante quanto a Longevidade, né?
É verdade, eu, em primeiro lugar, consegui agradecer muita coordenação do Lide, né?
Vim aqui representando o prefeito, ele está num evento fora, não pode estar, mas acho
que é um assunto extremamente contemporâneo, extremamente importante, eu acho que o envelhecimento
hoje é uma das coisas mais bacanas para a humanidade, porque estamos podendo viver mais
e melhores condições, né?
E, por outro lado, é um grande desafio da saúde, né?
Porque a saúde tem que prover meios para que os seres humanos vivam mais e melhor.
É um assunto do seu dia a dia hoje, Campinas?
Não tem a menor dúvida.
Eu acho que nós vivemos uma epidemiologia no estado de São Paulo, que é uma epidemiologia
de primeiro mundo.
Os dados todos mostrados aqui mostram que nós estamos vivendo como países do primeiro
mundo.
Nós estamos vivendo já chegando perto dos 80 anos, temos uma expectativa média de vida
de maneira actuarial superior a 75 anos, quando nós removemos as mortes violentas
por acidentes de trânsito ou outras, nós já ultrapassamos os 80 anos.
Então o momento é um momento efervescente, eu diria, porque nós em poucos anos chegamos
a um nível europeu, ou norte-americano de vida, não é?
E isso nós não levamos 200 anos, como os europeus levaram para chegar a essa expectativa
de vida.
Então os dados do Brasil mostram que a partir da segunda guerra isso vem crescendo, eu
nasci em 1951, quando eu nasci eu já devia estar morto hoje há mais de 10 anos.
Já passou da hora.
Na verdade, eu estou aqui trabalhando ativo, feliz, produtivo, eu acho que isso vai acontecer
cada vez mais.
E aí todos os cuidados que a saúde pública pode oferecer e todos os cuidados que o próprio
indivíduo pode buscar são fundamentais para ter uma longevidade produtiva, uma longevidade
agradável, onde as pessoas possam conviver mais com a sua família, com o seu trabalho,
com os seus amigos, enfim, a vida é muito boa quando ela é produtiva, quando ela é
prazerosa, não é?
E eu acho que a gente está evoluindo para isso.
O secretário, como todos que trabalham com saúde, tem um grande desafio a cada dia.
Trabalhar com saúde não é fácil, temos um passivo muito grande, enfim, e é sempre
um trabalho de criatividade também para conseguir atender.
O secretário, pode ser alguns números, fazer pessoas ter um pouco de noção do que significa
hoje a saúde de campinas, de atendimento, enfim.
Olha, eu sempre digo que a saúde é o maior bem individual, não é?
Eu acho que o ser humano tem três bens individuais, fundamentais.
O primeiro bem individual é a saúde, o segundo bem individual é a liberdade, eu acho que
os mais jovens talvez não entendam muito bem o que nós estamos falando.
Eu não penso nisso.
É.
E o terceiro bem individual é o anódemato, é a gente poder se envolver se as pessoas
sabem que aí somos nós, né?
Mas a saúde, os números são sempre muito impressionantes, quando a gente fala em número
de consultas, o município de campinas nesse ano de 2017 já fez mais consultas médicas
do que em 2016, e nós estamos em setembro, então até agosto nós já fizemos mais do
que o ano passado, ano passado nós crescemos 45% em relação a 2015 e esses números são
algo assim em torno de 5, 6 milhões de consultas, né?
Nós estamos com mais de 5, 6 milhões de exames em laboratório, campinas faz cerca
de 5 mil tomografias por mês, não é?
E aí a gente poderia agregar números.
A única coisa curiosamente que diminuiu em campinas foi o número de partos, nós tivemos
uma diminuição entre 2016, em relação a 2015, de 10% nos partos, e nós não sabemos
se isso é uma tendência, porque para se desenhar uma curva eu preciso ter pelo menos
dois pontos, e nós temos um ponto só, então nós vamos medir em 2017 para ver se isso é
uma tendência ou se foi um fenômeno relacionado à crise econômica, talvez a epidemia dos
icavírios que tenha feito as mulheres protelarem, adiarem, mas nós tivemos, tirando isso, todas
as outras medições cresceram, as consultas especializadas cresceram 700% de 2016 em
relação a 2015, não estou falando um número errado, 700%.
Isso envolve as pessoas que eventualmente saíram dos planos privados também, envolve
pessoas da região de campinas e que procuram atendimento na cidade de campinas.
Isso não tem a menor dúvida, o município de campinas como o município Polo tem numa
política de acolher, porque a saúde não pode fechar as portas, a saúde tem que manter
as portas abertas, às vezes a porta não é ideal, a porta às vezes está lotada, tem
muita gente, mas nós vamos cuidar, então isso nós nunca deixamos de fazer, então acolhemos
as pessoas que vêm dos planos de saúde, nenhum problema, a não ser que é um perfil
diferente, campinas têm 96 mil pessoas que perderam planos de saúde, isso impacta no
mínimo em mais de 200 mil pessoas por ano no sistema público, então o perfil do assistência
na área dos seguros de saúde não é exatamente igual do sistema de saúde, pressiona muito
mais a especialidade, como você falou, nós como município Polo Metropolitano Regional
nós acolhemos muita gente de fora, os nossos números são de entre 30 e 50% de pessoas
de fora de campinas, nem sempre da região, às vezes de outros estados, às vezes de
outros países, eu me lembro do meu trabalho na Unicamp de atender pacientes que a Argentina,
a Ecuador, as pessoas vêm, o ser humano procura onde tem médico, onde tem assistência,
onde tem assistência farmacêutica, enfim, eu acho que nós nunca fechamos as portas
agora, tudo tem um custo, a gente tem que saber até onde a gente pode ir, hoje o empenho
orçamentário e financeiro do município chegou a um nível um pouco difícil de ser ultrapassado,
21% do orçamento para um município como campinas é um valor extremamente elevado
e que provavelmente não poderá ser ultrapassado, sob pena de comprometer todo o resto da administração
pública, então a saúde tem esse paradoxo, ela é fundamental para o ser humano, nós
não podemos deixar de cuidar, mas por outro lado nós temos nossos limites orçamentários
e financeiros que temos que cuidar com muito cuidado para não promover uma desassistência,
então do lado garantir assistência, do outro lado garantir que tenhamos saúde, orçamentário
e financeira para poder manter as nossas atividades.
Grandes desafios pela frente para todos, secretário, obrigado, momentos finais, Lidicamp
iciado.
