O Governo do Estado de São Paulo está fazendo um maior investimento na história do metrô.
São quatro grandes obras ao mesmo tempo.
Serão 55 quilômetros de trilhos e 51 novas estações.
Enquanto as obras não ficam prontas, o Governo convidou artistas urbanos
para transformar estas obras em obras de arte.
O resultado é este que vocês poderão ver agora.
São Paulo é uma referência mundial em street art.
Os trens, de certa forma, eles tenham uma influência na cultura do grafite, entendeu?
Um dos motivos de eu fazer grafite é esse contato com o público mesmo.
Entrou de São Paulo e ainda conheci, eu tive para a galera poder brincar de pintar.
Eu estou super inspirado, estou bem feliz.
Estou empolgado, não vejo a hora de começar a pintar de verdade,
tirar essa roupinha mais limpia e colocar minhas roupas de pintura que me sinto bem melhor.
Bom, esse é o início agora do projeto, a montagem do painel, as madeiras.
Também um pouco do preparo das paredes laterais.
Esse aqui é um painel de 60 metros por dois e meio de altura.
Hoje é um dia bastante especial.
Todo mundo empolgado para começar logo a pintura.
Então aqui a parada é toda trem.
O trem aqui está correndo.
Olha, nós fizemos uma pré-ideia do que ia rolar nesses tapumes.
E assim, por mais que eu tenha um pré-layout, uma pré-ideia,
a gente modifica muita coisa enquanto está fazendo também, muitas vezes, né?
O convite era para pintar o metrô linha Lilás.
O Lilás tem tudo a ver com o meu trabalho.
Então para mim foi muito legal e já foi muito legal.
E já usar isso interagindo com o meu trabalho, sacou?
A gente está em três dias.
A gente começou com uma equipe, tem uma galera que está se ajudando.
Isso é muito legal porque normalmente não é sempre que tem uma galera disponível.
É um trabalho que é um... demanda um certo desafio.
E no caso desse trabalho em si, a gente, cada artista, pegou o mundo sozinho para fazer.
Então é só o meu trabalho que está aqui.
Eu tenho uma preocupação muito grande de saber o local onde vai ser feita a pintura
para saber a influência que vai ter no público em volta.
Acabei selecionando a imagem de figuras humanas com bastante expressividade
porque é o que você encontra, que é uma região onde pessoas vão transitar para ir visitar pessoas.
No hospital, pessoas enfermas, então sempre está com um olhar preocupado.
E a gente criou uma situação aqui que na realidade, no final, vocês vão poder perceber mais, né?
Que a própria calçada é como se fosse aqui a plataforma e a estrutura toda dos trens aqui.
Então a gente vai ter as posições, vocês vão perceber melhor isso depois.
Para criar aqui como se o tapume fosse o próprio trem que está em andamento.
Aqui, claro, que é obviamente o jeito da linguagem do meu trabalho e tal.
Algumas pessoas rezam para se acalmar, para pedir coisas ou não, sei lá, para agradecer.
Eu desenho para isso.
Aqui, então, aí eu fui buscando essas informações e acabei colocando isso aqui.
Então é buscar o contato humano. Essa foi o meu foco na produção do layout.
Bom, é muito bacana, né? As pessoas passam, param, vem elogiar, vem perguntar,
vem se informar um pouquinho do que está acontecendo, mas acima de tudo elogiam
e pedem para que isso aconteça mais na cidade, né?
Eu acho que isso é importante para a cidade, né?
Quando você coloca um trabalho numa esquina, você dá cor, você dá vida,
você modifica ainda mais um trânsito caótico aqui no lugar onde nós estamos, né?
Cara, o tráfego aqui é intenso, entendeu?
A gente está no cruzamento de duas das principais Avenidas de São Paulo.
Todo mundo tem algo para dizer.
Acho que falta isso nessa cidade louca, né? Cheia de bargunsa.
Mas aí a gente vê que é uma ferramenta para a sociedade de levar a vida.
Até agora foi só um comentário positivo.
A gente gritando, assinando, dando os parabéns.
Então, a gente tem mesmo essa interatividade com as pessoas que estão nas ruas e tal.
Então, a gente está conectado com todo mundo que está à volta, né?
Porque já tive trabalho meu que eu alterei por uma conversa que eu tive
com uma senhora voltando da feira, por exemplo.
Uma frase diferente de uma criança que eu ouço.
O carinho que os artistas trabalham com o painel, a visibilidade,
eu acho que todo o entorno da execução da obra foi também muito gratificante.
Então, eu acho que a gente tem aí essa troca com a população.
Na verdade, a arte pública, né?
Então, isso volta para as pessoas que admiram, que vão ter a oportunidade aí de ver
não só o meu painel, dos outros artistas e também do contemplado
que vai participar desse projeto com a gente.
