Ah, o futuro da cultura digital, produção de informação descentralizada, alternativas
para a antiga mídia, aonde sinais de decadência se acentua.
Eu queria saber como é que está o futuro da cultura digital.
Vamos lá, capricho, dá um beijinho, dá mais outro.
Muito obrigado.
O povo é a mídia, um governo popular e a sociedade civil vem inovando e dando exemplos
da possibilidade de desenvolvimento que atenda o interesse dos cidadãos e não das corporações.
Coloca a cara da cultura digital.
Novas camins a cada dia, recombinação, servidores livres para uma informação livre, marco civil,
quilombólios indígenas e relativistas, remix, um clamor estanoar, banda larga para todos.
Eu disse, para todos, o Fórum da Cultura Digital Brasileira reuniu diversos cérebros
biológicos e eletrônicos pensantes e atuantes.
Tem uma cara mesmo, tem bastante, tem tudo por construir, né, nesse sentido que é uma
política pública que tem que ser, não só que ela está em andamento, mas ela tem que
ser consolidada, a gente pode pensar a cultura digital dentro das universidades, qual é
o espaço dentro da educação, a cultura digital dentro da espalha da política, quando
eu falei em democracia participativa, ainda avançou pouco, claro, acho que dentro dos
processos de produção de linguagem, talvez seja onde eu enxergo mais a cultura digital,
porque como eu falei, a propriação foi rápida, quem queria ferramenta, quem desejava ferramentas
para isso, já foi em cima, né, e mesmo a questão da comunicação, quem quer se
comunicar, produzir mídia, essa ideia da produção hoje de conteúdo, de mídia, ela
tem essa deriva universalizante, todo mundo é produtor de mídia, todo mundo é produtor
de informação, pode ser, né, virtualmente produtor de informação relevante.
A obra indígena tem como objetivo principal mesmo, é que os povos indígenas, os tradicionais,
se apropriam das ferramentas como meio, simplesmente, de comunicação, meio de interação, meio
de um saber ativismo, você tem uma câmera digital hoje, você grava um pequeno documentário
se você quiser, o MP3, gravar o entrevista, faz um podcast, coloca lá, você não precisa
pegar um alta tecnologia, um captador digital, um gravador digital de potência, pegar o
máximo desses ferramentos do nosso cotidiano e transformar ela realmente em comunicação.
Todo mundo quer publicar conteúdo, publicar foto, publicar vídeo, e existe também uma
grande facilidade de fazer isso hoje em dia, em portais como Youtube, Flickr, as pessoas
nem sempre tem a clareza de que elas estão utilizando um serviço, que é um serviço
de uma empresa e que tem seus termos de uso, tem suas restrições.
Existe a iniciativa da rede de servidores livres, que é criar uma rede de servidores
aberta, pública e livre para iniciativas que precisam de um servidor, que é uma estrutura
independente.
Se você sobe um vídeo no Youtube de protesto, alguma coisa política, se alguém reclama
com o Youtube, se tem uma ação, o Youtube pode ir lá e tirar do ar, você não tem
autonomia, essa rede ela é controlada.
Uma rede de servidores livres garante que você tem uma rede de servidores independente
de qualquer controle desse tipo.
Uma das questões da linha cruciais que ficou clara nessa eleição foi que eu talco todos
os dias que eu pensava, tem que ter banda larga para todo mundo, para poder derrotar
a velha mídia brasileira no terreno dela, a gente tem que ligar com a mídia brasileira
no outro terreno, e isso já começou a ser esboçado em que o primeiro e o segundo turno,
na internet, na desconstrução do rubor, da mentira, do guato, das campanhas fascistas
que foram feitas, eu acho que é muito importante que toda a população possa ter a possibilidade
de começar a construir a sua própria informação sem perder do modo apórdio de 8 ou 9 famílias
fazendo uma espécie de um grande trust e inventando a única versão para os acontecimentos.
Eu fiz esse site aqui com meu irmão, a falha de São Paulo, era um blog simples, a gente
tinha, sei lá, mil reais por dia até, peço desculpa para estar mostrando em pinte porque
ele foi proibido, a gente recebeu menos de um mês depois de estar fazendo o site, a
gente recebeu uma liminar em casa de um oficial de justiça, não sou brigando a tirar o site
do ar, nos ameaçando com multa de mil reais por dia, a gente, obviamente, tirou do ar
porque a gente não pode pagar mil reais por dia, e somos pessoas avulsas, sei lá, não
somos ligados à entidade nenhuma, lugar algum, eu sou jornalista, era designer, a gente simplesmente
queria criticar a folha com bom humor, fazer uma paródia, e agora a gente está respondendo
um processo aberto pelo jornal de 88 páginas no qual eles estão pedindo uma enlinização
por danos morais em dinheiro, e, bom, eles alegam o uso indebido da marca, daí aqui eu
não sei se dá para mostrar aqui, por exemplo, porque a gente trocou o O pelo A, então falha
de São Paulo, trocamos o S pelo Z, o jornal serviço do Brasil, e a gente brincava, aqui
a Barbaragância, que a gente trocou, a gente fazia a fotomontagem desse tipo, vocês podem
mostrar aqui, ó, do dono do jornal, por exemplo, Otávio Frias, de Otavinho Veider, misturado
com o Darte Veider, mas o que a gente acredita que tenha irritado eles era a coisa desse tipo
que a gente fazia, a gente põe aqui, 9 ou 10 famílias dominam a imprensa brasileira
de Zlula, e eles praticamente é mesmo anti-democrata, um fascista, enquanto isso na página 2 de
hoje do jornal mais em parcer progressista do país, daí a gente grifa o nome das famílias
frias do ladinho do Sarney, ou seja, que é outro dono de meia comunicação, como se
sabe, esse tipo de crítica é contundente que a gente acredita que tenha sido o real
motivo da censura da folha, né, essa história de uso devido à marca, desculpa.
E então o que a gente gostaria que o jornal que se diz o jornal do futuro e defende a
liberdade de expressão é lidar-se com críticas sem abrir um processo tão violento que fica
muito feio.
Se eles ganham, é uma jurisprudência muito ruim que abre, porque estimula, na nossa
opinião, outras grandes empresas, não só folha, como outras grandes empresas irem
para a justiça, toda vez que quiserem calar alguém, né, toda vez que alguém estiver
incomodando, por outro lado, se eles perdem, você tem uma jurisprudência para poder
criticar, né, porra, que a gente achou que estava liberado.
Eu não estou falando potência da cultura brasileira, porque quando a gente fala de
cultura brasileira, a gente fala de cultura brasileira estabelecida, e daquilo que foi
criado, mas não pelo povo brasileiro, pela elite cultural brasileira.
Estou falando o que o Ministério da Cultura fez, que eu acho que é o meu entendimento,
foi muito importante, foi inédito na história cultural do país, foi olhar e favorecer,
estimular e reconhecer a importância da cultura do povo brasileiro na sua diversidade
e fazer uma ligação entre essa potência e a potência do digital.
Isso foi um trabalho, digamos, de extrema importância, mas que agora está na hora
de, depois passados esses oito anos de ter se estabelecidas, terem se estabelecidas as
bases para essa articulação, agora eu acho que é um momento que a gente pode dar um
salto.
Nós somos o Estado, para ir além do Estado, nós somos o Governo para doutrir a utopia
de que um dia a gente pode viver sem Governo.
O Ministro da Cultura, apresenta-se, por favor, no fórum da outra, propondo o longo oferimento.
Não é propondo, é observando, é constatando o fato de que as progressões se dão em direção
a isso, as utopias não são, não se instalam a vida do mundo, a vida das sociedades, por
exemplo, do vácuo, elas não vêm do vácuo, elas vêm de desejos do coração, naturais,
desejos, elas vêm da epistemologia, da capacidade do homem criar e armazenar, reunir conhecimento.
E a política é isso também, então a gente precisa acabar com essa história de que
a revolução é isso, é uma coisa que junta, tem que juntar um banco de gente uma hora
e sair para quebrar tudo.
Então é, a revolução é isso, é o micro, é o micro-evento, enfim, acolhado de cada
dia.
É um aviamento.
A revolução começa assim, começa com o acordado de todo mundo todo dia e não termina
quando todo mundo vai dormir no dia, ela continua na produção do solo, na produção do pesadelo,
enfim, é isso, é para a gente precisar acabar com essa história de que, de que, o que eu
chamo de porra não precisa ser de credibilidade, não tem nada de porra difícil, não tem nada
de gravar, não tem nada disso, isso é vida, puro e simples.
Esse governo do presidente Lula é uma revolução do Brasil.
Pronto?
A ideia toda é justamente sempre facilitar o diálogo, facilitar as tocas de experiências
e assim conseguir de fato ter a democracia online, né, o conceito que a gente chama
de democracia extrema, aonde todo mundo realmente tem de fato voz e poder para mudar
a sociedade.
O povo tem percebido que a internet potencializa muito mais o caráter da informação que vai
além dos meios tradicionais, porque nos meios tradicionais a gente se admita ao espaço
do leitor, quanto na internet a gente pode realmente além de discutir e trocar opinião
mobilizar para ações concretas.
Um exemplo que eu poderia citar é o movimento Teatro São Cristóvão, que começou na internet
através de imposto e de indignação de um arquiteto com um estado de descado do governo
público que estava deixando o Teatro São Cristóvão cair aos pedaços.
O blogosfera começou a repercutir, a apoiar a ideia e rápido virou um movimento com apoio
de poetas, com apoio da mídia, também se começou a virar pauta dos jornais e assim
o poder público passou a perceber a importância de sensibilizar diante da necessidade de ter
o Teatro São Cristóvão também diante da exigência da sociedade civil, hoje o Teatro
São Cristóvão já se encontra em processo de tombamento nas três esferas públicas.
Mas eu estou lá contando a história do marco civil e eu parei pensar que isso é muito
sensacional.
Não tem nenhum país no mundo que está fazendo esse negócio, uma lei que é uma proposta
da sociedade, garantindo os direitos do internauta.
Isso é Brasil, isso é a gente que está puxando lá pra fora, quando eu falei disso
no Chile na Conferência do Global, isso é legal pra caramba, e os caras não tinham
pensado nessa virada de chave.
O marco civil da internet no Brasil, durante muito tempo eu falo isso claramente, eu resisti
a essa história de regular a internet em cada país, porque isso quebraria os fluxos
livres da gente.
Mas aí nós estamos, vamos regular no Brasil, vamos criar uma lei para garantir os fluxos
livres.
Então é isso que a gente quer fazer, que contra poda quem faz o contrário.
É isso que a gente quer, é isso que a gente quer.
