O portas cheio, aquelas histórias curiosas, tem imensos mitos e é imensas coisas que um
bocado se por explicar na cidade, e é esse bocado e suspeito de caso que eu gosto.
Somos Julio Alveiat, ele é o Revital Incentive e temos um projeto do coletivo chamado Pandora
Complexa, é um diário online, onde publicamos um desenho por dia no blog Pandora Complexa
pronto blogspot.com e já temos vindo a desenvolver este trabalho desde 2006.
Dizemos a este sítio porque é um espaço que há esquecido do porto e que faz todo
sentido vir aqui visitar, não só pela natureza, por respeito do coletivo, mas também pelesta.
Há uma parte que nos interessa particularmente que é a questão das fontes, que são fora
de sítio, ou seja, elas perdem completamente a sua função, foram retiradas de espaços
da cidade e estão aqui como objetos de disposição.
Primeiro há um espaço que tem uma história tremenda para o porto, que é extremamente
desconhecida.
Há uma quinta, uma família em doença que era os Wright e depois o semaste do porto
que comprou em 1932.
O que eu tenho de interessante é que um pouco me vá com bocado salvagem a cada
abandon e depois tem esta coisa que é engraçada, tem que é o facto de ter um cemitério de
fontes, de fontes que já não estão ativas e que neste momento estão aqui colocadas
a cada abandon sem grande história e grada-nos esta ideia um bocadinho da memória da cidade
e estas narrativas que se constroem à volta destas fontes.
Há uma peça muito importante no entrado do Porto Parque, que é a obrazão de uma antiga
fonte que era a fonte de São Domingos e é o mais de toda a iconografia da cidade do
porto, onde aparece pelas primeiras vezes o dragão e o resto do brazão e quase ninguém
sabe que a origem do furvor colobista do porto está aqui, basicamente neste parque.
Nós já nos conhecemos já há bastante tempo, eu lembro de que conheceu o trabalho do Julio,
eu não conheci o Julio, mas conheci o trabalho do Julio na Faculdade, por exemplo.
Aqui eu só conheci o Julio, aí no último ano da Faculdade, provavelmente vínhamos
amigos comuns, eu não sei o que, ao mesmo tempo que vivemos juntos, também no outro
mês, como estevemos, e depois só a partir de ir com só uma amizade, até agora.
A situação foi o que me fez conseguir continuar a fazer o curso de design, eu apanhei uma
altura em que o curso estava a fazer uma espécie de transição, estavam a entrar alguns professores
e alguns eram ainda com uma formação um bocado académica do design.
Não é que eu tenha ficado desiludido logo no primeiro ano, mas fiquei com expectativas
um bocadinho defraudadas em relação à aquilo que eu gostaria de fazer, ou a ideia que
eu tinha do design no professor de na altura, foi o Eduardo Bares, quem que somos amigos,
e ele realmente foi uma pessoa que começou a perceber que eu tinha um lado para dar que
eu acho que antes na altura não estava que não era o que design, e me permitiu trabalhar
a ilustração de todas as suas abordagens, sempre fiz bonecos, e a partir daí senti-me
confortável e percebi que era aquilo que eu gostava de fazer, e também devo agradecer
de certa forma ao usuário de tudo me ter ajudado a seguir num caso desse caminho.
Então eu acho que tive mais só que que o jogo, eu tive um professor no segundo e
terceiro ano que foi o Motónimo de Este, ela era designer, designer, mas sempre foi
um grande ilustrador, e me curtia muito nos anos design essa questão de ilustração.
Quando fiz erasmus, fui para a Escola de Aia, em na altura era o que o projeto era novo
e consegui entrar na pós-gradação de ilustração. Tive a trabalhar durante o meio ano só em
a ilustração, na Holanda, e a partir daí a coisa começou, e nunca mais parou.
Nós já houve uma altura em que começámos a trabalhar mais regularmente o jogo, queríamos
fazer um projeto que fosse comum dos dois, conseguissemos diluir um bocado das nossas
linguagens, então surgiu na altura, no início dos dois mil, a blogosfera, basicamente, que
era uma coisa que nós nos apercebimos, quase tudo o que era construidor estrangeiro,
de cada avorteiro um blog, então aí surgiu a ideia da Pandora, e ao mesmo tempo também
foi uma forma de nos obrigar a trabalhar, que para nós era importante, então foi
isso, criar esse ritual, todos os dias desenhamos e todos os dias coloquemos online o trabalho.
No início era assim aquela ideia vaga ser uma personagem que nos eu sou diário, essa
personagem com vários tipos de narrativas, e Pandora é um nome que é perceptível em
várias línguas, acho que não muda, não tem mutações de idioma, e complexidade é
uma palavra que é em português, mas que também pode ser facilmente perceptível
em inglês ou em outras línguas.
Nós chegámos um pouco a este projetos que fizemos posto a seguir, se não fosse a web
não tínhamos feito nada, basicamente, começámos a ter um conjunto de feedback, primeiro
de amigos, depois de pessoas que não conhecíamos, depois de pessoas estrangeiras, e depois
começou a ser um bocadinho uma bola de neve, para dizer isso foi tudo graças à publicação
online, acredito que se fosse física não íamos ter conseguido ter um alcanço tão
vazio.
Uma das questões importante também dos blogs na altura que surgiram é que começaram
a ser muito ilustradores da publicar em trabalho e porto Paulinho nos blogs, e a possibilidade
de comentar e ver o contacto pessoal de cada um criou uma rede, o que também nos permitiu
entrar em contacto facilmente com pessoas que poderiam parecer inacessíveis, e por surpresa
nossa muitas dessas pessoas que nós admirávamos eram bastante generosas e não havia ali qualquer
tipo de muro, e pelo contrário estimulou trocas de ideias e de divulgação de trabalho, por
isso foi fundamental.
Eu acho que são importantes, foi antes acho que para mim são super importantes, os passos
mas as pessoas, no caso é mais as pessoas e as histórias, adoro histórias escondidas,
base de vivido, coisas bocadas esquecidas e aquilo que explotam, fazemos dentro de
conjuntos outras narrativas.
Acho que não só a nível narrativo, às vezes quando temos que intervir, estou a pensar
porque temos uma intervenção que temos no café a SELTA, em que tentamos pedir a
partida de cada história, também do café e daquilo que representa.
Normalmente temos sempre a ser a preocupação, sempre que somos convidados a intervir com
alguém coletivo ou individual, tentamos perceber o espaço, tentamos perceber um pouco a história,
quando fomos convidados para a Júlio-Haria Machado na Rua Trítido de Janeiro, nós sentimos
a necessidade de perceber o que era aquele espaço, assim a Júlio-Haria Machado é
um bocado da nossa tifanis do Porto e é talvez das lojas mais antigas do Porto e que
tem um patrimônio em termos de joias fantásticos, então partimos daí, que era essa ideia
da salvação da tifanis, da salvação da Júlio-Haria Machado, uma espécie de uma
coisa extremamente preciosa.
Também voltando à nossa área, na Rua da Picaria, a ser uma Rua das Madeiras, às
vezes também há uma influência não direta, algo de subliminar, o fato é passar ali
muitas vezes, pois há uma altura comecei a trabalhar muito com prensas, contabas em
Madeira e essas histórias que tu vais criando com as pessoas que fazem parte do teu bairro,
de certa forma, são bastante interessantes e são fundamentais, é como se cadar agora
de nós a partir deste sítio, conseguimos logo imaginar narrativas que depois podemos
ir aplicar no nosso próprio trabalho, acho que o espaço é assim uma questão mesmo
fundamental, na forma como tu te expressas.
