Hoje é um dia triste, né, cara, mas a maneira que a gente achou de comemorar e lembrar do nosso amigo, Paulo Cardeira, foi um andante skate, que era uma das coisas que ele mais gostava de fazer, cara.
Ontem no galório do pastor, sem querer falar de religião, nem nada, ele falou uma coisa assim sobre ele que foi bem legal, que ele falou que Cardeira era uma pessoa que não construía muro, construía pontes.
Ele não tinha distinção, nada, quando falava com os óculos gigantes, quando falava com o pessoal que é punk, ele não tinha essa distinção.
Que era uma pessoa de hip-hop, que era uma pessoa de hip-hop, mas ele não era amigo de todo mundo, mas ele era...
Ela era nossa, ela sempre foi, sempre causando o jogo, sempre foi descreitada, tudo bem legal.
A pessoa bem fina, bem antiguo mesmo, um pouco deixando ninguém para trás, nunca fez na hora em que vende.
O cara tinha energia muito positiva, muita alegria, todos os eventos ele estava, era difícil o evento,
seja de música, de skate, que não tivessem lá em Portas.
Se tem uma palavra que define bem, caveira é alegria, né?
Sempre que a gente foi atrás dele, ele estava alegre de lá, de lá, de divertir, de fazer alguma coisa assim, junto com a gente.
O cara que gostava muito de viver, apesar das dificuldades dele, ele tratava a vida de outra forma, totalmente feliz assim, totalmente para cima,
acho que ele chegava para a defensa dele e era marcante.
Os memórias que eu tenho dele, vão ficar sempre assim, sempre assim, a memória dele sonrindo, muita gente se divertindo, ele faz a gente rir,
é aquele jeito dele, né?
Tudo isso no verdade.
Tem uma pessoa que realmente é apaixonada, então isso tudo era ele.
Ele era o cara que eu via, porque o mais era apaixonado com o skate, com o óculos, com o futebol, com as pessoas.
Ele era uma pessoa que vivia a coisa realmente ao extremo, vivia com intensidade, que em cada momento ele vivia.
Sempre que encontravam com ele era um momento de dar uma energizada, ele sempre fazia uma energia em todos.
Era um cara que realmente ligava as pessoas, né?
Ontem ele foi feito uma fala bonita sobre o valor, um tempo que o cabelo era o cara que construiu o mundo, era o cara que construiu o corpo,
ele ligava as pessoas, porque ele não conhecia quando você via, já estava conhecendo, já era a vida da pessoa, já tinha tudo o mar.
Ele estava um momento super feliz na vida dele, estava trabalhando com o skate, estava ensurindo pistas, viajando, estava no áudio da vida dele.
Etero cabelo é recluso.
E olha, não sei se é isso aqui, olha.
E qual cabelo é esse?
E é isso que vai ficar a marcada memória de todo mundo aí.
O cabelo conseguiu realmente entrar pra história, foi um cara que virou um ícone, e eternamente vai ser.
Mas mudar as gerações e o nome Paulo Caveira vai ser lembrado, pode ser, por exemplo.
E o que ficou assim, a gente fica indignado com o tratamento que a mídia foi fazendo em cima desse caso.
Cada reportagem que você lê, na própria reportagem tem muita contradição, porque primeiro fala que ele estava descendo descontrolado,
aí no outro momento fala que ele estava atravessando a rua com o skate na mão.
Ele está sendo tratado como se ele fosse imprudente, impoerente.
Nem sabe se ele estava descendo descente.
A outra versão dos fatos fala que ele estava descendo descente na mão, atravessando a rua,
tanto é que ele estava de chinelo.
Aonde aconteceu o acidente, foi na esquina.
Todo mundo viu lá na Alagoza, ali não é nem descida.
Então fica aquela coisa nas redes sociais.
O cara que estava achando que era vagabundo, sempre que era uma pessoa trabalhadora,
eu acho que fica essa revolta.
O skateista foi ocupado.
Talvez se foi realmente um caminhão segonheira, eu não sabia com a intenção de fazer isso.
Talvez ele nem viu o acidente.
Eu acho que esse acidente foi colocado em uma forma justa, em uma forma coerente.
E a gente quer é só um justiço e seja curado os fatos.
Essa é a mensagem que foi feita.
Então de repente, meio que consequente,
antes os levaram da gente, infelizmente no estado ausente, mas presente na memória de quem o entendia perfeitamente.
Pela suas arteiras, corriu sangue verdadeiro, de quem se satisfazia por esquetear o dia inteiro junto dos parceiros.
Na praça lembranças de boas risadas, infelizmente no pulte me despedir esse louco camarado.
Porra! É nóis, fi!
