E foi um avanço que provocado pela ação do movimento da igreja, que é essas conquistas
que a gente vê hoje, é assim, a gente pode discutir a discriminação que as pessoas
da igreja sofrem na universidade, porque já teve a conquista do Proúmero, então a
gente mudou de patamar, né, então acho que isso é uma conquista, ao mesmo tempo que
é uma outra luta que se abre, né, então eu acho que isso é uma coisa importante para
a gente ver, que o processo de luta ele não resolve o problema do racismo, porque como
dia a dia, eu acho que não tem reparação possível, mas a gente tem que exigir a reparação,
então é porque essa história da abolição foi feita a lei, mas não foi reparado nada,
é porque se jogou todo mundo, não é à toa que a gente diz hoje a população, negra
a população mais pobre do país, por que que ela é a população mais pobre?
Porque não teve direito a terra, a educação, a incentivo para a produção, a emprego,
a salada, a nada, então a gente tem quatro séculos de escravidão e um século sem escravidão
formal em lei, né, porque na verdade a situação é muito similar, então acho que a gente precisa
ver, teve muitas conquistas, mas as conquistas que o povo negro teve, chegou e faz vez com
que a gente chegasse num patamar, que a gente tem que agora ver quais são as novas luta,
e aí eu queria falar de outra conquista, que acho que é uma conquista das mulheres
negras, não vou repetir o chumadismo, porque acho que está corretíssimo, o feminismo
brasileiro eu acho que ele tem um recado para dar, inclusive o feminismo europeu, o
feminismo norte-americano, inclusive o latino americano, é um recado, este feminismo brasileiro
é um feminismo anti-racista, porque as mulheres negras construíram essa possibilidade, construíram
essa possibilidade, mas a gente olha para o nosso grupo aqui, olha para a MB, olha para
o nosso grupo, mesmo que a gente tenha algumas companheiras que se acham que tem claro que
a gente tem entre nós mulheres brancas, óbvio que a gente tem entre nós mulheres brancas,
e a gente tem também mulheres que ainda não tem a consciência de se dizer mulher negra
porque não é completamente puxada da cor, como a gente diz na minha terra, não é puxada
da cor, não se identifica com a mulher negra, só que eu sabe que ela também não é branca,
sabe que ela não é branca?
Porque ela sente a situação, então eu acho que a gente precisa enfrentar esse problema
porque a mulher não branca, mas que não é preta, ela tem uma diferença, porque se
você entra numa loja, você entra numa loja e você tem uma mulher não branca, mas que
não é preta e você entra com uma outra mulher que é preta, essa mulher preta vai ser muito
mais discriminada, muito mais violentada, vai ser seguida pelo segurança, então a gente
precisa reconhecer isso, porque não basta, porque é a gente, eu sou a mesma situação
que lurdinha, eu tenho um avô preto retido e um avó caga do laço, entendeu?
Então eu tenho essa, essa mesma situação, agora...
Tira essa pega no laço, mas é porque ela sim, é assim, esse cara, os brancos iam para
a mata pegar os rios no laço e amarravam para ficar dentro do caso, então ficou no
norte desse ditado, então o que que acontece? A gente tem que saber a diferença, porque
se não a gente não reconhece a importância de que as mulheres negras sejam sujeitos
políticos, porque se a gente disser também, ah então somos todas negras, a gente desconhece
a importância e o valor de que as mulheres negras tejam na frente, na liderança das
pessoas, que tem na sua força de trabalho milhares e milhares de mulheres, que não
tem nenhuma condição social, você pode trabalhar com o promotor da boca, da nature,
que usa o expulsor, da sustentabilidade possível, e quando você passa 10 anos, você vai dentro
da promovendora, promotora, você pode ver, você se sentirá como um abandono, não tem
uma proteção de nada para as mulheres, então, igual a gente contemos o papel dessas empresas
nesse cortejo de emprestando do capitalismo, são empresas que nascem brasileiras, como
é a cura, e hoje já vão ser, colocando um ícone que se tornou campeão, então o Estado,
mas também as empresas, que usam só a sua biodiversidade, nós, os humanos, etc, e
o nosso para nós, diversos habilidades alianças, né, somos juntas, entendeu, fazendo um trabalho
de que assim diminua um pouco, assim, a gente faz um trabalho mais de autoestima, das nossas
mulheres negras, né, começando pela nossa, ou pela nossa casa, eu sei que algo tem
que ser feito, porque não dá para a gente entrar no espaço e a pessoa falar que acha
muito bonita as suas fantasias, aí eu respondi, fantasia eu tenho com meu marido, com meu namorado,
e eu não vou expor aqui quais são elas para você, então você toma muito cuidado com
você encontrar uma negra que se assume, que gosta do seu cabelo, que gosta do seu acor,
que gosta do seu vestimento, que gosta da sua cultura, então você toma cuidado, sendo
que, qual foi a conclusão que eu tirei, lá na faculdade particular, está meus iguais,
porque a gente trabalha o dia inteiro e paga a faculdade particular, então para aquelas
pessoas lá, eu não sou diferente, eu sou igual, igual a ela, e as pessoas que estão
lá na Universidade do Espírito de São Paulo hoje, são as pessoas que nós trabalhamos
em pregadas do médico o dia inteiro, nós somos o copinho de letra da mão deles o dia inteiro,
certo? E eles são lá, querem concorrendo, vestibular junto com a gente, e fala que a
gente é burro, que a gente quer corta, porque a gente é burro, e a gente sabe menos, aí
eu falo, a gente quer igualdade de direito, a gente não quer ser igual, porque a gente
tem os mesmos direitos, então essa é a consciência que a gente tem para restar a tapação.
