Olá, pessoal. Hoje nós vamos falar sobre cinema. E para falar sobre cinema, nós convidamos
o ator e o diretor do filme Sigilo Eterno, que teve patrocínio pela faixa. E nós vamos
conversar com Noilton Nunes e Rolo. O Rolo é o ator e Noilton é o diretor.
O Sigilo Eterno é um filme de aventuras, é um filme de ficção ecológica, acompanha uma
jovem diplomata brasileira na Conferência do Clima em Paris, um filme para chamar a atenção
de todos nós sobre a situação em que nós estamos vivendo atualmente.
Porque esse tema da ecologia, da questão ambiental e do perigo que a gente está vivendo, é a
pauta do dia. E qual a importância de realmente abordar esse assunto ecológico e expor em um
filme, expor no entretenimento? Eu acho que é fundamental atualmente que todas as pessoas
no mundo saibam o que está acontecendo com o nosso planeta. A nossa casa está cada vez
mais poluída e o consumismo nosso vai provocando cada vez mais a morte dos animais marítimos,
dos pássaros. E isso, cada dia que a gente pega um saco plástico, a gente fica olhando
assim, depois de ver esse filme, eu acho que a gente vai pensar duas vezes em que comprar
e como comprar e como usar essa buga engangada toda que a gente consome hoje no nosso dia
a dia. E quais as dificuldades, como é que é o processo de divulgar o filme? Olha, eu
adoro escrever roteiro, adoro ficar fazendo as pesquisas, adoro procurar o elenco. Aliás,
a procura do elenco para mim é um momento assim, fantástico dentro de um filme. Agora,
depois do filme pronto, adoro a edição também, fico horas editando com maior prazer. Na hora
de você botar o filme no estação, botar fogo, que é aqui do lado, na esquina da minha rua.
É onde vai ser estreia. É, já começa a ser uma dificuldade tão grande que você vai
se desanimando. Mas nós estamos conseguindo com esse filme uma história muito interessante
de lançamento de filme. Entrou na produção a faixa. A faixa foi um momento assim, crucial
da realização do filme. Depois entrou a Cavidio, que é uma locadora que tem ali na
Cobal. E agora o filme caiu nas graças, nas mãos da rede de botar fogo, de cultura solidária,
que vai fazer uma série de eventos culturais e artísticos. E o primeiro vai ter o filme
como seu principal atrativo. Vai ser no dia 26 de agosto, a faixa vai cobrir. E aí eu
espero que o botar fogo inteiro saiba da existência do filme. E produzir um filme no Brasil é
complicado ou não? Fazer cinema é uma coisa de guerrilha. Mesmo quando você faz uma grande
produção, mesmo quando você termina sendo uma coisa de você ter que fazer das tripas
coração e da fita crepe, dinheiro. Porque é tudo complicado. Mas ao mesmo tempo é
muito prazeroso. Porque você consegue fazer uma coisa que é interessante e o cinema ou
o áudio visual, ele tem uma coisa legal que ele junta a arte, a delicadeza da arte, a
orivezaria da arte com a tecnologia, com o equipamento tecnológico. São coisas difíceis,
que são duas coisas que teoricamente não se encaixariam. Mas o áudio visual tem essa
coisa. E quem dirige o filme, o diretor principalmente, ele tem que ser um grande maestro. Ele tem
que ser uma pessoa pra conduzir, pra fazer com que os atores, o humano aconteça e o
equipamento também aconteça. As máquinas também funcionem. E hoje em dia você fazer
cinema é fácil porque você tem uma quantidade grande de equipamentos. Hoje em dia você
faz um filme com telefone celular. Vocês estão mais disponíveis. Mas ao mesmo tempo, entendeu?
Pra você fazer um trabalho de qualidade, você precisa de grana. E aí, cadê o apoio? Cadê
o patrocínio? Cadê a pessoa que tem uma empresa, que tem uma instituição, que vai colocar
dinheiro? Apoiar. Financeramento, falando de grana, grana. Isso é importante. Porque
todo mundo envolvido no projeto precisa... Parece a importância de uma instituição
apoiar um filme... É o caso da faixa, é uma atitude superlovável de entrar como parceira
nesse projeto e ajudar com tudo que ela dispõe. Porque é importante e é um aprendizado
pra todo mundo. Quem der as outras universidades pudessem ser parceiras nisso. Tanto as públicas
que estão numa situação hoje no Brasil meio tão alquebradas, como a gente diz, mas também
as instituições privadas. Deixa eu dar um... Não é um merchandise, mas é uma das pretensões
do filme. O filme tem um momento em que a atriz está lá em Paris e ela está lendo
o livro do Papa sobre ecologia, que é um livre em pequenininho agradabilíssimo de ler e que
vai contando para o povão, para as elites e para todas as pessoas, estudantes, o que
está acontecendo com o planeta hoje? A ecologia... Hoje está sendo estudado nas grandes universidades
do mundo a economia da ecologia. Quanto custa o ar, quanto custa a água, quanto custa todo
esse processo das florestas, tudo isso quanto é que custa. Esse aquecimento que está acontecendo
no planeta. Esse livro do Papa para mim foi fundamental na costura do filme e eu pretendo
conseguir que o Papa veja o filme. A chamada que eu mandei para ele já é uma foto grande
da nossa atriz na banheira lendo o livro dele. E como foi a seleção do elenco? A escolha
do elenco também foi uma coisa inacreditável. Um belo dia eu estava atravessando a rua
e dei de cara com uma mulher lindíssima parada, conversando com um amigo meu. Eu falei, custa,
mas que mulher linda, maravilhosa. Aí ele é atriz, falei, puxa, quer trabalhar no meu
filme? Ela falou, eu quero, eu quero, eu quero. Mas depois fizemos várias cenas, gravamos
várias partes do filme, mas na hora H teve um ano e ela não pôde fazer. Aí eu estava
com uma, trabalhando com a Silvânia Azevedo, que é outra peça importantíssima no processo
desse filme. Além de ser diretor de fotografia, ela virou coprodutora. Ela tem uma van cheia
de equipamentos e ela bota toda aquela estrutura, botou aquela estrutura toda à disposição
do filme. Ela tem uma unidade móvel. É, é que ela
chega para mim um belo dia quando ela me viu abalado. Ah, atriz, não vai fazer o filme
mais. Ela virou, eu tenho uma outra atriz aqui na carta da manga. Aí eu fiz assim,
falou assim, vou ligar para ela, tá bom? Eu já conhecia a Aline porque ela trabalhava
também com o Silvio Tendler. Quando eu fiz um filme sobre o Silvio Tendler, eu fiz um
documentário sobre esse que eu acho que é um dos maiores documentaristas do mundo.
Ele é maior, até do que aquele gordinho americano, tal de Michael Moore. Mas a Aline
topou na hora. Aí começamos a fazer os ensaios, os esforços, o que...
Então ela foi a primeira. Aí ela virou a dona do filme. Ela, para
mim, é a dona do filme junto com o nosso amigo Rolo.
E faço uma, eu sou um coadjuvante, porque a Aline realmente, ela bota para quebrar.
E como foi a exerção do Rolo?
O Rolo, eu já conheci o Rolo de alguns momentos pela vida cultural. Aí um belo dia eu fui
lá no Jardim Botânico, a gente se encontrou lá num evento, um evento do Tielo Encáuntas,
um festival de Vão Noscelos. Aí conversamos, não sei o que, e eu ainda
estava na dúvida, porque na minha primeira visão, o filme era... O Rolo seria um branco, um...
O Natan, né? O Natan seria branco. Eu não tinha a passada
na minha cabeça que poderia ser um negro. Um belo dia a Silvana me chamou para a gente
participar de uma manifestação na Sinalândia. Aí eu vi o carro de som, só subia negro.
E cada mulherona, cada omão lá, e gritar no seu quer, fora a termina, no seu quer,
babá, babá, babá... Não, nem era fora a termina, aquela época, já faz uns dois anos
atrás, era outra, do golpe nunca mais, sei lá. E eu ficava vendo aquelas pessoas falando
com uma energia tão grande, porque eu falei, puxa, o filme tá errado, eu tenho que botar
um negro, porque o momento agora é para que essas pessoas que vêm assim, que têm uma
história imensa, né? E são que cada vez foram muito massacrados dentro da história
do Brasil, não só na história cultural, mas no dia a dia, eles precisam cada vez mais
ganhar, não foram, né? Cada vez mais precisam ganhar as telas, as expressões, eles têm
que ficar cada vez mais donos dos poderes atuais. E para um ator, qual a importância
de vocês por sistemas ecológicos, ambientais, qual você acha que é bom para o entretenimento,
que as pessoas terem acesso? Olha, o artista de modo geral, seja o músico, o ator, enfim,
o artista criador, ele é uma antena, né? Você é uma antena que você fica captando
várias coisas, né? No caso, e é interessante quando você vê um tema que te atrai, que
te puxa, porque é uma preocupação, eu tenho uma militância na área ambiental já há
bastante tempo, eu acho que a gente, como o Neuton falou antes, a gente maltrata muito
a nossa própria casa, né? A gente maltrata muito o nosso próprio corpo chamado terra,
né? O planeta. E quando você encontra, no caso do artista Interprete, que é o caso
do ator e do cantor, enfim, quando você encontra uma ideia que te é interessante,
aí você vai atrás daquilo porque você quer ser porta-voz daquilo, né? O tema ecológico
é um tema que me atrai muito, sempre me atraiu. Eu sempre tive essa preocupação ambiental
desde criança, né? Quando não existia preocupação ambiental. Então, eu sempre tive essa preocupação
e sempre acompanhei isso de alguma forma. E aí, quando eu vi a ideia do filme, eu disse
o Al, quero ser porta-voz disso, né? O Neuton me chamou pra fazer o filme, olha, tem um papel
pra você assim, é sensado? E eu, quando eu li o roteiro, eu disse, pô, quero ser porta-voz
disso. Quero ser o intérprete desta mensagem. Isso é bem bacana, assim, isso.
Imaginava isso, né? Olha, eu... Deixa eu falar um negócio, deixa eu falar um negócio.
O negócio do sigileterno, o filme que... Salvou o humano da terra, isso aí, o Pitibigo.
Eu adoro falar isso. Ele que me deu a chave. Eu imaginei isso agora, vou botar no filme
o sigileterno, primeiro o sigileterno, porque era um carimbo que teve, que apareceu nos
jornais, na televisão, quando bloquearam os arquivos secretos da Guerra do Paraguai,
da Ditadura. Aí, tinha um carimbo, sigileterno, sigileterno. Aí, fiquei com aquele novo na
cabeça. Aí, fui correndo, registrar esse nome. Fiz um primeiro roteiro, resistei. Então,
o sigileterno é meu. Aí, depois, eu comecei, não quero só isso, eu quero mais. Aí,
me inventei. O filme que salvou, aí, primeiro eu botei, eu salvou o planeta. Aí, depois
eu botei, aí, quando eu botei, eu salvou a humanidade. Muitas pessoas, pô, pretencioso,
não sei o que, aí, um belo dia, o rolo me deu a chave.
É, eu achei interessante, porque um dia, eu entendi o que significava um filme que salvou
a humanidade. Porque não é salvar a humanidade do super-herói, né? Que faz o sentido contrário
da rotação da terra, como é o super-homem do quadrinho, que virou a canção do Gilberto
Gil. Não é esse, no sentido de salvar a humanidade, como o salvador, né? É salvar a humanidade
e a história que vai salvar a nossa humanidade, a minha, a sua, enquanto seres humanos. Não
é? A humanidade enquanto coletivo. Mas eu tenho que agradecer muito ao rolo cometer
a estirada essa pretensão. Quando eu, quando eu, quando eu...
Mas, mano, eu, eu, eu tava no meio do, do, do, do, do arboreto do Jadim Botânico e quando
eu, eu me deu um estalo, assim. Eu disse, gente, salvar a humanidade é isso.
É, o de cada um, sua humanidade.
É, a sua humanidade, seu sentimento de humanidade. Aí, eu liguei imediatamente, e eu disse,
aí, o negócio de salvar a humanidade, é um negócio sensacional.
Resgatou, né?
É, é, é, no sentido de resgatar a humanidade. Isso é muito bonito, isso é muito poético.
Então um pouquinho pra gente da programação, a gente tem que fechar um pouquinho da programação
de divulgação dessa ideia, tá?
É, por exemplo, na semana que vem, vai ter uma acessão desse filme que pra mim vai ser
o estalo que vai entrar no mundo da comunicação. Vou fazer uma acessão no sindicato dos jornalistas
lá na Cinerlândia, aqui no Rio.
Qual dia?
De a 10 de agosto, uma quinta-feira. Aí, vai ser uma coisa assim que, nós vamos convidar,
por exemplo, o André Trigueiro, pra ser um dos debatidores. E nessa exibição lá no
sindicato dos jornalistas, eu acho que vai se concretizar essa ampliação para o mundo
dos jornalistas, que é fundamental pro filme ganhar a sua vida.
Depois vai ter a acessão aqui na biblioteca em Botafogo, dentro dessa moldura que a rede
de Botafogo está criando.
E convida também o pessoal pra estrear em Botafogo, aqui no Cine.
Ah, vai ter a estreia na rede Botafogo de economia solidária, de cultura solidária,
no dia 26 de agosto, na Pracinha, aqui perto aqui do lado da faixa, dentro da biblioteca
marchada de assistes, ali na Rua Farane.
Logo depois, eu espero que essa repercussão seja muito grande e o filme entra no estáção
Botafogo. Convido todos vocês que estão vendo essa matéria sobre o filme feito pela
TV Faixa, que enxam o Botafogo, enxam o cinema, porque aí o filme vai poder ter uma vida
mais longa pela frente.
E é isso, muito prazer falar com vocês.
Obrigado, Erika.
Muito bom falar com vocês, Erika.
Obrigado, obrigado.
Prazer.
Obrigado a faixa, pelo espaço, né?
E vamos lá, o sigilo eterno, que não pode, é o filme que não pode ficar no sigilo.
E até mais, pessoal. A gente se vê na estreia de sigilo eterno.
A gente se vê na estreia de sigilo eterno.
