O povo se junta e vem para a rua dizer aquilo que quer.
E o que nós pensamos é que a desmagadora maioria das pessoas é contra estas políticas
da austeridade, impostas pela Troika e seguidas pelo nosso governo.
Portanto, é o momento em que o povo a fazer ouvir a sua voz e o que pretendemos é a
demissão deste governo e a última análise separe com estas políticas.
E quando é a caixa que conseguimos finalmente demitir o governo?
O ideal seria o governo ter a humildade, esperando-se um povo sair à rua, se demitir.
Eu, sinceramente, pessoalmente, duvido, sejam capazes de uma atitude deste grau de humildade.
Tem sido bastante arrogantes desde que chegaram ao poder.
Portanto, se não for um governo a demitir-se por seu próprio pé, também temos um presidente
da República que o pode fazer.
Se o fará ou não, não sei.
E a partir daí, ver se há como é que o povo se reage.
O governo que nos impede de sonhar e de ter ambições no nosso próprio país e que diz
que isso é inevitável, um governo que escolheu renegar a cultura.
Depois dos sucessivos cortes feitos por PSD e por PS, que resultaram na diminuição em
75% do orçamento da cultura em apenas 10 anos, este governo, que não é o governo,
conseguiu fazer ainda pior, extinguindo o Ministério e fazendo mais cortes nas diversas
áreas de investimento da atividade e dos equipamentos culturais, diminuiram a nossa
possibilidade de fazer escolhas, contestavam constantemente obrigados a largar essa possibilidade.
E em nenhuma outra cidade, esse desejo de silenciar a cultura foi tão feroz como no
Porto.
Estas políticas prejudicam-nos a todos, porque também de arte e de cultura que as
sociedades vivem.
Projudicam-nos a nós que escolhemos ir a um concerto, que queremos ler um livro, que
fazemos parte do grupo de teatro da escola, que queremos filmar uma curta, que queremos
um clube de fotografia ou que trabalhamos num atelier, prejudicam todos os artistas
por vocação ou profissão e todos os críticos por necessidade ou engenho.
E é por tudo isso que defendemos o investimento público na cultura.
Para termos museus, bibliotecas, teatros, cinematecas, formação artística e todos
os maios que permitem que a criação e o fruto da arte sejam livres e públicos, impedindo
que a arte seja luxo de um elite e que a cultura pouco mais que o programa do horário
no agro da televisão, para que se possa chegar a desenhar um cartaz, a cantar uma canção
no meio da rua ou a liser um vez de camões aos berros, que fraco rei faz fraca a forte
gente, em que um país sem cultura corresponda a um povo sem voz, um povo que se estupidifica,
mas nós não deixamos que nos tomem como estúpidos.
Se o governo nos diz que escolhe, em detrimento das bibliotecas, gastar o dinheiro público
em juros para os especuladores da dívida, se nos diz que escolhe, em detrimento da
orquestra, recapitalizar um banco mal gerido, se nos diz que escolhe, em detrimento da
requalificação de um teatro, sustentar o salário milionário do gestor de uma parceria
pública privada, pois nós só temos uma escolha, dizerem viva voz, que escolhemos outro governo
em detrimento deste, que se lixe o governo, que se asgue o namorando, porque o povo era
que em mais ordem 9
3.
1.
2.
3.
Nunca mais, nem de sempre, agora é o sempre, mas ainda nunca mais.
Este governo foi eleito de facto com a maioria dos portugueses, que neste momento é regento a mais de 90%.
Há mais fome que não havia, a miséria, os filhos dos idosos e os netos dos idosos, entre os quais eu também estou indo por mim dormir.
O povo unido jamais será vencido, o povo unido jamais será vencido.
O povo unido jamais será vencido, o povo unido jamais será vencido.
O povo unido jamais será vencido, o povo unido jamais será vencido.
O povo unido jamais será vencido, o povo unido jamais será vencido.
A gente chegou depois de 40 anos, de 40 anos, de tantos anos, mais da segurança social, porque aos 40 anos trabalhavam nas confessões e fiquei velha para as confessões.
E por que resistimos, unidos como nunca, dizemos, basta, exigimos a demissão do governo e que o povo seja amado a seguir a sua vida.
O saliche, a trônica, o povo a quem mais arrevega, convém-lo para amor.
Muita gente me tem perguntado se aquilo que a gente vive agora é uma ditadura. É, é uma ditadura quando o povo não tem direito à educação e à saúde, não tinhamos grandes ilusões. É uma ditadura.
E se outro senhor falar com equivalências, nós não reconhecemos as equivalências dele.
E se ele não sabe o caminho da saída, nós vamos indicar. A porta da rua é serventia da casa, mas senhores vão-se embora, não vos queremos aturar mais e não lixem a escola pública.
Muita gente me tem perguntado se aquilo que a gente vive agora é uma ditadura.
Assombrando uma vinheta que já não sabia a idade, jurei ter por companheira, grandolato a vontade.
Jurei ter por companheira, assombrando uma vinheta que já não sabia a idade.
Muita gente me tem perguntado se aquilo que a gente vive agora é uma ditadura.
