A gente se conheceu na Igreja, e a gente é lá da Segunda Igreja na Salena, e se você também
está ouvindo isso, dá um grito aí na festa, a gente se conheceu lá, na época que a gente
começou a namorar, tinha acabado de terminar um relacionamento também, tinha acabado
de terminar um namoro, a Barbara estava solitária, estava pobrezinha na chuva, uma cara de triste,
eu fiquei com dó. A gente conversava pelo MSN, olha para a câmera, aí o Marcelinho
ficava me chovecando assim, jogando umas indiretas, de que ele sabia de uma pessoa da
igreja que gostava de mim, a gente foi começando a se gostar, eu não achei que eu fosse namorar
Marcelinho porque ele era mais novo, eu falei para o meu pai assim na sexta-feira, amanhã
o Marcelinho vai vir aqui pedir para namorar comigo, aí meu pai não falava nada, ele
ficava rindo assim, não falava nada, a minha mãe acho que já sabia também, aí ele chegou
em casa para tomar café e pedir namoro, só que daí ele abriu a boca para falar de namoro,
falava de tudo menos de namoro, aí eu vou começar a olhar, a gente prossobrado assim,
vamos ver o Marcelinho, se eu tenho nada para eu me falar, não, não tenho nada não,
eu ficava de boa aí, então eu queria pedir a mão da Barbara e namoro, daí a Silvana
da sua espolha em mim, você vai falar isso na festa, que é a minha mãe da sua espolha,
a sua espolha na sua quarta, a Silvana virou falou assim, que a Barbara era mais velha
que eu, tinha que ver a cereza que a gente queria, o Marquinhos virou falou assim, faça
as palvas da Silvana minhas, levantou, me dei um abraço, uma sorrisão, eu falei beleza,
então a gente tá namorando, né?
Nossa, primeiro vez.
Ela estudava em São Carles, pessoal.
Eu ainda estava no cursinho, aí a gente foi para Starbucks tomar café à noite no intervalo
do meu cursinho à noite. Daí a gente tava lá e eu dei um beijinho. Ele deu um selinho assim, só um selinho assim.
Tipo assim, ficou um climão assim, sabe? Tipo, nossa.
Ele voltou pra aula e eu fui pra casa. E aí sempre que a gente saia junto, ele tava me dar um beijo,
eu não conseguia, eu dava muita risada. Nossa, eu dava muita risada, não sei explicar.
Nem eu, sei explicar. Aí o beijo mesmo, beijo. Aconteceu no filme que a gente foi assistir com o pai dele, né?
A gente não corta. Essas informações não precisa contar.
Aí acabou o filme, a gente não sentou parte do pai dele que tava lotado, entendeu?
Aí seu pai falou assim, você tá lá atrás dos dois, tá? Aí acabou o filme, seu pai gostou do filme.
Eu sempre queria que ele me desse uma aliança, né? Porque eu gostava de aliança.
Aí meu primeiro namorado. Posso falar isso, será? Foi meio constrangedor porque ele me deu aliança,
com um made-in-namor e ele mesmo me levou na loja pra comprar.
A gente, como os namorados, sempre ficava, nossa, quanto será que o Marcelinho vai me dar aliança, né?
De namoro, tal. Aí nada dele me dá aliança.
Não, eu queria dar aliança, assim, eu sempre achei um negócio importante da aliança, né?
Só que eu sempre achei um negócio também muito sério, então eu não queria dar aliança, assim,
de cara, um mês, sei lá, três meses de namoro, não sei.
Então eu esperei pra dar aliança, eu esperei um tempo razoável.
Com quanto tempo você deu pra Camila?
Pra Camila eu dei com seis meses de namoro. Não deu certo, né, o namoro?
Aí pra Bárbara eu esperei um ano e...
Sete meses! Foram quase dois anos pra ele me dar aliança.
Aí um dia a gente foi na praia com os pais dele, com os meus pais, a gente fez um arroz, assim,
que endurava no pescoço, um colar de arroz.
Na época era legal o pescoço.
Aí pra eu não ficar frustrada, eu falei assim, ah, vamos fingir que esse é o nosso alianço.
E ele, ah, tá bom. Eu falei, nossa, na hora que ele falou, tá bom.
Aí na virada do ano de 2011 pra 2012, ele me deu aliança, foi maravilhoso.
Aí me surpreendeu, né?
O pedido de casamento, verdade.
A Bárbara sempre foi difícil de enganar.
Todo tipo de surpresa, ela manjava.
Então eu falei, meu, essa surpresa vai ter que ser um negócio bem feito.
Aí o que eu fiz?
Eu liguei pro Rodrigo, eu falei, Rodrigo, você tem que me ajudar.
Você tem que me ajudar a fazer o pedido.
A Bárbara não pode suspeitar, eu não sei o que eu faço.
A gente combinou que a gente ia almoçar lá em Souza.
Então eu falei pro Rodrigo assim, Rodrigo, você tem que falar que você ganhou um aumento.
E que você quer comemorar com a gente e você vai pagar um almoço pra nós.
Daí a gente chamou o Lucão, chamamos a Sara, minha prima, o Nicolas, meu primo e o Rodrigo, né?
Rodrigo nem comeu nada com o Rodrigo Polar.
Nossa, o Rodrigo.
Ele tava muito nervoso.
Aí de repente ficou só na mesa eu, a Sário, o Nicolas.
É porque eu falei que eu ia no banheiro.
E o Lucão, o Lucão também.
Eu sei que o Rodrigo e o Marcelinho sumiram até a Zuei.
Nossa, o Marcelinho foi lá, né, esvaziava, comeu mais.
Corte isso aí, pô, corte.
De repente, do nada, me aparece esse ser aqui de palitó.
Eu tava de camiseta e shorts, véi.
Aí eu peguei um palitó, peguei um boquinha de flores.
Não, o boquinha ficou com a mulher, eu trouxe depois.
Ah, é, o boquinha ficou com ela.
Mas tava com o violão.
E peguei o violão.
Tomei um susto.
Peguei a letra, peguei as boquinhas.
Eu tava assim, dentado na cadeira.
Aí ele começou a tocar nossa música, que é a aula aqui, né, de novo, falando dessa música.
E todos os senhores convidados já ficou com certeza abrir o site.
Já foram lá na abrinha de ver, eu pedi na Barbara em casamento e falaram, nossa, que horror.
Marcelinho veio tremendo assim.
Aí ele pegou e abriu a caixinha.
Ajudelhou, me pediu.
Só que eu só dava risada, eu não conseguia chorar nem nada.
Eu querendo ver uma lágrima, nossa, quase pizinha no pé dela.
Aí o restaurante olhava, foi muito legal.
O restaurante bateu palma.
Foi muito legal.
E cá estamos nós 9 meses depois com vocês aqui casados, né, casamos, amor.
Casamos já?
Estamos casados.
Eita, nossa, eu queria falar pro meu e eu aí do futuro, finalmente você casou, né.
Obrigada por vocês terem vindo na nossa festa, né, gente.
Foi difícil.
Você veio, ó, fazer a lista não foi fácil, você considera uma pessoa de sorte, importante.
Muito bem, mais cabone.
