A gente tem que entender que toda a nossa economia, toda a existência de tapemirim,
quando eu falo de tapemirim, hoje está dividido, na verdade isso aqui pertence a Maratairis,
mas até alguns anos atrás era Ture Tapemirim, então a gente cita só assim, é o município
de mãe, então a gente entende a importância que tapemirim foi adquirindo ao longo do século
XIX em função da presença do rio, o rio é fundamental, porque ele vai servir de estrada
fluvial, ligando o interior que produzia café por exemplo e outros gêneros ao litoral,
para o escoamento dessa produção, então o rio é uma peça chave para o entendimento
disso daí, em função do grande poder econômico que tapemirim adquiriu ao longo do século
XIX muitas atividades econômicas comerciais passavam por aqui e em função disso aí o
porto da barra, o porto da barra do rio Tapemirim se tornou então ao principal ponto de referência
de parada eles se produzem, ou para escoamento ou para a entrada de produtos, não só de
produtos como de pessoas, como os imigrantes também, no entanto, em 1860, na conclusão
de uma viagem que vinha fazendo há quatro meses pelo Brasil, Dom Pedro II para, faz
uma visita a Tapemirim e se direciona a rio Novo, que era uma colônia de imigrantes
que passavam por problemas, problemas estruturais, quando Dom Pedro II então estava se aproximando,
estava já aportando aqui no porto da barra, ele percebeu que precisaria ver um encalado
maior, uma possibilidade de navios maiores entrarem na barra, por isso então ele teve,
ele cita, inclusive no diário dele, quando ele esteve aqui, ele cita a necessidade da
construção de um espigão que ligasse ao continente até a ilha chamada Taputera, ou
Itaputera, que fica logo em diante, e que perteceu ao barão de Tapemirim, uma figura
super importante que deu início inclusive a exploração comercial aqui nessa região,
ele foi o primeiro a construir o Trapiche, que mais tarde vai ser adquirido pela família
Suárez e remodelado, reformado, remodelado, a casa que vai ser conhecida como Palácio
das Águias, também vai ser a residência dele e da família dele, ele vai tocar o
negócio ainda sem o espigão, porque Dom Pedro apenas deu a ideia, mas não houve a conclusão
dele.
Na década de 1960 é que foi tentado fazer isso aí, na perspectiva de retomada da economia
da nossa região, mesmo porque o porto de vitória já começava a crescer com suas atividades,
tirando daqui esse foco da navegação e tal, das atividades portuárias, das vidas
pra vitória, então numa tentativa de recuperar isso aí foi construído na década de 1960
esse espigão, concluindo a ideia de Dom Pedro II, só que por vários fatores, especialmente
do assoriamento que vem lá no interior, não foi possível, não houve êxito na construção,
no projeto da construção, o objetivo dela, e acabou se tornando uma obra sem função,
como soleta.
Interessante é que mesmo se tornando uma obra estrutural sem função pra economia
do lugar, inclusive causando problemas, até segundo os pescadores, pra própria ordem
da natureza aqui, ordem natural aqui do mangue e tal, apesar disso o acesso à ilha da Itaputéra
se tornou muito mais fácil e frequentado, então ao longo da década de 1960 pra cá
isso aí se tornou fundamental até porque as pessoas tivessem acesso à praia, pudesse
aproveitar mais esse ponto aqui do lugar, e se tornou um lugar comum, que as pessoas
vão visita, ou famílias vão e vêm, pescam, e muitas vezes não compreendem o motivo pra
aquilo ter sido construído, mais uma obra que na verdade não teve sequência, não
teve êxito, né, foi abandonado aí.
Obrigada.
