Sexta-feira, 4 de junho, feriadão de Corpos Crist, Elisa Samúdio estava hospedada nesse
hotel na Marla Tijuca, no Rio de Janeiro.
Segundo a polícia, a reserva tinha sido feita por Bruno, e foi Bruno também, quem falou
a conta desse hotel.
De acordo com amigas de Elisa, ela veio de São Paulo para cá, na esperança de que
o goleiro reconhecesse a paternidade do filho dela.
Mas naquela tarde, Elisa deixou o hotel acreditando que ia levar o menino de quatro meses ao
médico.
Hoje, todos sabemos que a viagem que começou aqui, terminou com a morte de Elisa.
Mas o que aconteceu naqueles quatro dias, entre o momento em que Elisa deixou o hotel até
ser assassinada?
O que você vai ver agora é uma reconstituição feita por atores para o fantástico.
Não são imagens reais, mas uma encenação baseada no depoimento do menor de 17 anos,
que começou a esclarecer esse crime.
Quem pegou Elisa no Angel foi Luis Henrique Romão, o macarrão, amigo e funcionário
de Bruno.
Elisa embarcou com o bebê, mas não sabia que havia outro ocupante no carro.
O menor estava escondido no Porto Aualas, armado.
Elisa acomodou o bebê e o carro partiu.
Há poucos minutos depois, o menor saiu do Porta Aualas com arma e fuiu.
A reação teria sido imediata.
Elisa desarmou o menor e tentou atirar, mas o revólver estava descarregado.
O menor retomou a arma e deu três corunhadas na cabeça da jovem, que ficou ferida.
Carregou a arma, depois carregou a arma.
Já era madrugada quando o carro chegou ao sítio de Bruno, em Esmeraldas, perto de Belorizonte.
Lá dentro havia uma mulher, entregada doméstica, e Elisa foi trocada com o bebê no quarto.
O menor e o macarrão ocuparam outros quartes da casa.
No dia seguinte, sábado, Sergio, primo de Bruno, se juntou ao grupo.
Combe a ele a tarefa de vigiar Elisa, que podia circular pela casa, mas estava sem o
celular.
Sem comunicação comum.
Lá fora, a jovem estava calada, mas acitou a almoçar, embora tenha comido pouco.
No domingo, Sergio trouxe um celular e obrigou Elisa a fazer uma ligação.
Ele abertou uma tala, se ela não dissesse, uma amiga em São Paulo, que estava bem e que
Bruno ia dar a ela dinheiro, e um apartamento para morar em Belorizonte.
A cena foi testemunhada por macarrão e pelo menor.
Na terça-feira, segundo a versão do menor, Bruno chegou ao sítio de táxi.
Isso surpreendeu a encontrar na sala vendo televisão todos juntos.
Elisa, o bebê e seus vigias de cativeiro.
Macarrão, Sergio, a empregada e o menor.
E, irritado, Bruno se retirou da sala com o macarrão e Sergio.
O menor ouviu quando o goleiro disse aos outros para resolver o problema.
Ouviu também o grupo argumentar que não poderiam libertar Elisa e que o problema seria
maior ainda.
Bruno disse que não queria que se repetisse o que aconteceu da primeira vez, uma referência
atrativa de forçar o aborto no ano passado.
Bruno ficou menos de duas horas no sítio, chamou o táxi e foi para Belorizonte, de
onde marcou para o rio.
Isso foi o que disse o menor, que Bruno voltou para o Rio de Janeiro e não participou do
assassinato.
Mas outro depoimento, que a polícia considera mais próximo da verdade, é diferente.
É o depoimento de Sergio, primo de Bruno, Sergio Negra, que tenha sido um dos vigias
de Elisa no cativeiro.
Sergio conta que chegou aqui ao sítio de Bruno na terça-feira, dia oito.
Bruno estava jogando pelada e fazendo churrasco, enquanto Elisa estava presa dentro de casa
com o ferimento aberto na cabeça.
Um aparelho de som tocava a música alta para que os vizinhos não ouvissem gritos.
Sergio disse que não participou do assassinato, mas que ouvir um relato feito por Bruno, macarrão
e o menor.
O mais importante, Bruno não voltou para o Rio de Janeiro.
Ficou aqui e acompanhou tudo o que viria a seguir.
Quarta, dia 9, começo da noite.
Segundo o depoimento de Sergio, macarrão e o menor levaram Elisa e o bebê no carro
na direção de Belorizonte.
Para despistar, Bruno saiu em outro carro.
Na estrada, eles se encontraram com outro homem, de moto, que mostrou o caminho.
O destino foi esta casa, em Vespasiano, na região metropolitana de Belorizonte.
A reconstituição que vamos ver a seguir é baseada no depoimento de Sergio.
Ele afirma que não estava presente, mas que ouviu do próprio Bruno um relato do que
se passou por trás dessas paredes.
O motoqueiro era o dono da casa, depois identificado como o ex policial civil Marcos Aparecido de
Souza.
Havia muitos cães com a de palha na casa.
Elisa disse para o ex policial que não queria mais apanhar, a resposta que ouviu, você
não vai mais apanhar, não, o seu pai é morrendo.
Ele deu uma marroa às nonhas de Elisa, em seguida, segurando a por trás, a estrangulou.
Macarrão desferiu vários sítios no corpo caindo no chão.
O macaboa disse que iria esquatejar o corpo e dar os pedaços para os cães comerem.
E perguntou se Bruno e seus companheiros queriam brincar para acompanhar, mas eles foram
embora levando o bebê.
A reconstituição do momento do assassinato, voltamos a lembrar, foi feita com base no
depoimento de Sérgio, primo de Bruno.
Sérgio disse que ao voltarem aqui para o sítio, Macarrão e o menor estavam nervosos.
Bruno calma, lá fora, uma mala cheia de roupas queimava numa fogueira.
Sérgio disse que perguntou, cadê a menina e a criança?
E o Bruno respondeu, ela já era, acabou o tormento.
Sérgio disse que os três revelaram que o plano original era matar também o bebê,
mas que desistiram na última hora.
Sérgio então disse que perguntou, não era melhor resolver na justiça?
E o Bruno disse, já está feito, cara.
Em seguida, se emocionou e disse estar arrependido.
