Bom, eu lá, me achando viajante experiente, contando quase quatro anos de ásia, pensava
a Índia, mas ser só um destino um pouco mais trabalhoso de se explorar.
Mas nada que a gente já não tem encarado em muitos outros lugares que possam deixar
asiático.
Bom, bora!
Vamos passar um mês inteiro viajando para lá.
Na verdade, é que eu não tinha ideia do que era Índia, e muito menos de como essa
viagem ia mexer comigo.
A viagem por dela foi mergulhar de cabeça no que a Índia atende mais caótico e intenso.
E se a Índia é a terra dos extremos, Délite mostra isso a cada esquina.
A sensação em Délite é que tudo está fora do lugar.
Você olha e tem uma vaca, onde não era para ter uma vaca, tem lixo, onde também não
era para ter lixo, e junto tem monumentos milenares de caioqueixo de tão bonitos, que
também parece completamente desfonequipados daquele cenário urbano, cinza, barulhento,
sujo.
Mas eles estão lá, imponentes e cheios de história para contar.
Ao longo dos séculos, Délite foi a capital de enúmeros, reinos e impérios.
Foi invadida, destruída e reconstruída tantas vezes, que se vê hoje é uma coxa
de retalhos, de monumentos de diversas épocas diferentes, construídas por civilizações
diferentes com regiões diferentes.
É muito evidente como essa herança histórica, cultural, né, tão diversa transformou Délite
nessa mistura autêntica que ela é hoje.
Eu tenho um desafio com ela, com ela, com ela, com a minha vida agora.
Carim aquelas ruas da cidade, essa aproximando por mais de pessoas, tentando ver a vida
como ela é um pouco mais perto, como a gente sempre gosta de fazer, foi uma experiência
muito importante, mas não foi fácil.
Os primeiros dias na Índia me tiraram completamente da minha zona de conforto, o que é bom, porque
para isso ele é um viagem, né.
E foi fundamental para a gente começar a entender melhor o país e ter muito humildade
dele para frente na hora de lidar com as pessoas, na hora de caras e previsibilidades da viagem
e a reconhecê-la sempre na frente.
