Como ele está?
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para não necessariamente której paraoit os authoritarianes 902 por cento?
Tá
Como é que ele está?
Fazendo alguns exames pra confirmar, mas parece que tá tudo bem.
Você já falou com ele?
Já.
E ele não respondeu nada.
Aliás, ele nem me reconheceu.
É tão estranho, é como se ele tivesse morrido.
Ele tinha um olhar distante, vazio.
Eu segurei a cabeça dele assim com as mãos.
Olhei bem fundo nos olhos, mas...
Nada.
Nada.
Quem trouxe ele pra cá?
Uma senhora que mora no prédio da mamãe.
O que ele foi fazer lá?
Então, é isso que não me sai da cabeça?
Será que ele descobriu que a mamãe morreu?
Pode ser.
E se explicaria o choque.
E o que foi que a mulher disse?
Bem, ela disse que tava do outro lado da rua esperando pra atravessar.
Esperando pra atravessar.
Reparei que tinha um homem tentando avançar pra atravessar com os carros passando.
Ele parecia tão aflito, meu filho.
Preocupado.
Tava numa suadeira.
Ele ficava olhando em direção ao prédio onde eu moro.
Daí, ele tentou atravessar com o sinal aberto.
E um caminhão desses de carga passou com toda a velocidade e quase derrubou ele para trás.
Não fosse um rapaz que estava por perto para segurar,
talvez ele tivesse se machucado.
Pensei, agora esse homem sossega.
É, porque se a gente não para de ficar brincando com a vida,
a vida brinca com a gente, não é, meu filho?
O sinal abriu, toda aquela gente passando.
E quando eu cheguei do outro lado da rua, percebi que ele não tinha saído do lugar.
Perguntei se ele precisava de ajuda, ele não me respondeu nada.
Apontei pro prédio, perguntei se ele conhecia alguém de lá e nada.
Ai, essas situações me deixaram nervosa.
E comecei a gritar e pedir ajuda.
Nunca sei bem o que fazer.
Veio o policial para ajudar, me deu um vazio,
queria ajudar e não sabia como.
O policial me mexeu no palitó dele e viu um telefone celular
e começou a procurar por um número de algum conhecido.
Então, quando ele encontrou, ele encontrou lá,
começou a ligar para os filhos dele.
Eles esqueciam tudo.
E aí, eu comecei a remexer.
Então, ela pediu tanto para que nunca contasse da doença para ele.
Mas eu de conta que um tinha sumido da vida do outro para sempre.
Quando o papá resolveu nos abandonar para ir morar naquele cu de fazenda,
já tinha feito a escolha de apagar a vida dele com a gente.
E ela foi a que mais sofreu, coitada.
A mamãe teve que merecer.
O que você está falando?
Claro.
Sempre ficava dando uma de santa,
cobertando a sujeira dele,
gozava com a cara dela,
chegava em casa com cheiro de puta
e ela ainda ia fazer chazinho para ele dormir.
Ah, faça o meu favor.
A mamãe amava mais do que ele.
Amor?
Amor?
Você não entende nada disso?
O papá sempre usou a gente para conseguir o que queria da mamãe.
Ela era de família rica.
Ela é quem bancava as aventuras dele.
Foi ela que deu grana para o velho sumir das nossas vistas
depois do que aconteceu.
E o que aconteceu, minha irmã?
O que aconteceu que até hoje ninguém sabe por que ele se foi?
E?
O que foi?
Você tem alguma coisa para me contar?
Saco, cara.
Vai cuidar da sua vida, não se mete com a minha.
Mas eu só quero saber.
Eu quero que esse velho se dane.
Ele devia ter sido atropelado pelo tal caminhão.
Não tinha nada que estar aqui.
Pior entra ele assim apagado.
E a gente vai ter que ficar olhando para aquela cara de cachorro dele.
Tá, mas o que aconteceu?
O que foi que aconteceu?
O que você acha que a mamãe deu grana para ele ir embora?
Ele encontrou, começou a fazer diversas ligações.
Velhos queiros.
Devia ter matado.
Queria cortar o pinto.
Mas devia ter matado.
Reparei que o homem tenta avançar para atravessar.
Ele tinha...
Fez!
Não gosto de falar dessa porra.
Ficava na sua veira, ficava olhando em direção do prédio onde ele mora.
E aí, ele tentou atravessar para buscar um sinóbil.
Um caminhão desses.
Relaxa.
Passou com toda a velocidade.
Esse cara pensava...
Você faz uma coisa dessas?
É, pensei.
Aquela menininha bonitinha que eu era.
Porque a gente não leva um susto desses.
Brincava sem saber das coisas ainda.
A gente não leva um susto desses.
Você estava com qualquer barulho?
A gente não ia ficar brincando com a vida.
Não, é meu filho.
Ele me fez crescer antes.
Quando eu cheguei do outro lado...
Levou embora o resto de alegria que eu tinha.
Ele tinha saído de um lugar.
Me fala, senão, para matar um cara desse.
Apontei para o prédio.
Permutei se ele conhecia alguém de lá.
E nada.
Ai, essas situações me deixam nervosa.
Não está não.
O papai é capaz de tudo.
Ah, para quê?
Eu disse para que ele faria uma coisa dessa.
E além do mais, não adianta.
Eu olhei bem para ele e vi.
Ele apagou mesmo.
Não é possível.
Ele não estava nem doente, nem nada.
Esquece das coisas assim de uma hora para o outro.
Ele adorava pescar na beirada da repreza, lembra?
Eu sei que quando era domingo,
bem cedinho o que ele me chamava,
era porque era dia de pescaria.
Ele tinha um homem tentando avançar.
Foram os melhores dias da minha vida.
Os carros passando.
Ele parecia tão aflito, meu filho.
Ele não tinha mais o que se fazer mesmo.
Ele estava numa sua dele.
Ela só fica lá, do lado dele, sentado.
Ficava olhando em direção do prédio, onde eu moro.
E quando ele venceu outra vez com o sinal aberto,
ele veio um caminho destes de carga.
Ele estava vazio de tudo agora.
Com toda a velocidade.
Você conhece o caráter do papai?
Agora que perdeu o juízo, um rapaz que estava por perto,
sempre foi o fingido.
Mas de repente ele se arrependeu e veio falar com a mamãe.
De repente ele já soubesse o que ia morrer.
Talvez ele já soubesse o que ia acontecer.
É mal, gente.
O papai nunca foi e nem vai ser o pai que você queria que fosse.
O fato é que agora se trata de um trapo
que a gente precisa dar o nosso jeito.
Eu cheguei do outro lado da rua.
Percebi que ele não tinha saído do lugar.
Por que a gente...
Não leva o velho para uma dessas casas, gente?
Que a gente joga os velhos lá.
Depois eu preciso mais voltar.
É que eu me deixo em paz, vai.
Me deixe em paz.
Me deixe em paz.
Me deixe em paz.
Calem a boca.
Vocês duas agora!
Ah, pai.
Eu sinto tanto a sua falta.
Eu fico esperando até hoje sentado na beira da porta.
Esperando.
Eu...
Eu fico brincando com as iscas de minhoca.
Tentando colocar no anzol.
Eu ainda não consigo...
Ninguém nunca vai entender, não é?
Saber que aquele cara que você julgava seu seu herói.
Que aquele cara que fez um monte de porra fudida com a gente.
E aquele cara que...
Que eu armava tanto.
Que ele é um puta pai.
Fez coisas erradas, fez.
Mesmo que como é que a gente ia saber?
Agora, talvez...
Talvez tivesse no padrão normal de vida dele, sabe?
Conspirar os outros.
Fudei para cada gostosa.
Mandar a gente à merda sem um tostão.
Fudeu com a mamãe.
Fudeu comigo. Fudeu com a maninha.
Se fudeu.
Se fudeu.
Queria tudo para ele.
Queria tudo para ele, se fudeu.
Agora a gente aqui cuida dele.
E não adianta o que ele veio fazer
quando resolveu atravessar aquele diabo de rua.
Velho.
Desgraçado.
Esses velhos ficam entormentando a vida da gente.
No final, a gente tem que limpar essa merda toda.
Depois a gente que sente falta
fica aquela vontade de querer ver de novo do jeito que era.
Eu...
Eu queria que fosse domingo.
