Na verdade, não fui eu que escolhi essa profissão. Ela que me escolheu, fui escolhido para ela.
Eu comecei a voar sem trabalhar com isso. Voava por lazer, voava nas finais de semana.
A formação é técnica em curtimento de cor, então comecei trabalhando curturmes na indústria.
Trabalhei durante 12 anos na indústria, até que veio o convite para trabalhar no voo livre.
Esse dia, larguei o chão de fábrica por esse escritório, a Our Lives.
Na verdade, eu sempre gostei de voar, então poder trabalhar com isso é um prazer enorme.
Fazer o que a gente gosta e ainda ganhar por isso é uma coisa que praticamente não tem preço.
A paz que transmite, a tranquilidade de estar em uma montanha, estar em contato com a natureza.
Isso supera qualquer renda que a gente tenha com isso.
É em função do nosso estilo de vida, quando a gente escuta da pessoa hoje, está sendo um dia mais feliz da minha vida.
Não tem igual, não tem igual.
A gente só chega nesse nível, só chega no nível de estrutura, só trabalha com isso, se realmente a gente ama o que faz.
A gente realmente gosta muito do que faz.
Eu troquei um salário mediano por um rendimento muito menor, vindo trabalhar com voo.
Vai ser muito difícil sair disso aqui por dinheiro, por exemplo.
Eu estou fazendo exatamente aquilo que eu quis fazer, que eu sempre sonhei em fazer.
Encontrei e aqui estou.
Vê que várias pessoas querem estar, querem fazer isso.
É o sinal de que realmente não fui só eu que vi e cheguei com isso.
É uma questão de querer, é uma questão de se dedicar, é uma questão de realmente amar os povos.
De gostar muito, que mais cedo ou mais tarde vai acabar acontecendo mesmo que eu fosse sempre o mesmo.
Meu nome é Ricardo Majolo, sou o estupor de Vão Nibro e faço isso porque amo voar.
