Eu nome é Bruna Cristófero, eu vim de Belo Horizonte, sou cenógrafa e diretora de Arte.
Um cenógrafo, ele cria o espaço da encenação, ele define o ambiente, o espaço que as pessoas
vão, que os atores vão usar e também materiais, formas, o que vai ser construído e executado
para essa cenografia. O diretor de Arte, ele pode também atuar como cenógrafo, paralelamente,
mas ele cuida da harmonia entre a cenografia, figurina e a caracterização.
Pode ser tanto, ultimamente esse termo está sendo utilizado para o teatro também, mas ele vem do cinema, da televisão.
Eu comecei como cenógrafo no Dango Balango para a televisão e fui evoluindo lá dentro, mostrando que precisava,
que já vem um espaço, que já vem virando diretor de Arte. E uma coisa que acho que é importante,
é que eu gosto muito também do meu estudo, da minha pesquisa em cenografia, no mestrado,
porque eu lembro que quando eu entrei eu estava nova e o mestrado, quando a gente é novo e nessa
ansia de criação, de execução, de mostrar o que você sabe ou de aprender fazendo, ele gera uma certa angústia,
porque é um momento que você para para refletir sobre o assunto. Então, se não comece para mim foi uma coisa meio,
aí eu quero fazer mestrado, mas eu quero criar, hoje eu vejo que o amor surto, por exemplo,
só é o espetáculo que é, com relação a cenografia, que eu gosto tanto, porque eu tive esse embasamento do mestrado.
De algum sim, o Cerrone, por exemplo, tem um bom trânsito internacional, ele já levou a cenografia brasileira
para a quadrenal de Praga de cenografia, que é o evento mais importante, são poucos eventos que existem,
mas dentro que existem, esse é o mais importante. É uma área, assim, que ao mesmo tempo que ela está
no Brasil, ela não tem muito por onde ir ainda, sozinha, assim, com relação a pesquisa, estudo,
formação, eventos e tudo, e até para poder ter um maior reconhecimento internacional,
então acho que a gente ainda está, houve um grande crescimento nos últimos anos, assim,
que a gente ainda está se estruturando.
Assim, você não tem, é um trabalho artístico, e às vezes parece que se você profissionaliza,
envolve dinheiro, vira uma coisa burocrata, vira uma coisa técnica, mas não, assim,
está profissionalizando no sentido de, você sabe que para ter o seu trabalho, é bom que
tenham pessoas que cuidem da produção, que cuidem do dinheiro, cada um trabalha na área,
você tem um produtor cultural que garante o bom funcionamento de tudo, e aí você,
quanto mais você tem isso mais profissionalmente, mais você pode fazer o que você quer fazer,
e isso é um artista, é um sogração.
