Eu sou a Pintora, bom, está aqui no Apodok e acho que nada mais, não é?
Eu sou a Pintora, bom, está aqui no Apodok e acho que nada mais, não é?
Bom eu acho que nada mais, não é?
As pessoas positionedes se perguntam o que você se inspira?
E isso, me inspiro na vida, eu pinto rio, é o que eu vivo, sabe.
A gente tinha um pouco de preconceito de pintar a paisagem de Rio de Janeiro, que é comercial,
mas é o que eu estou vendo, sabe?
A minha cidade é linda, eu viajo ao Paris, aos outros lugares, sabe?
Mas sempre quando eu volto, eu volto muito feliz de estar na minha cidade, assim.
Isso aqui eu acho maravilhoso essa mistura das montanhas com a cidade.
Como você se envolve com o desenho?
Acho que isso vem desde quando você é pequeno, assim.
E, desde quando eu era bem pequena, eu sempre soube que eu queria estar ligada ao desenho, à pintura.
Enquanto as minhas amigas brincavam de boneca, eu preferia o lápis, o papel.
A minha mãe, em todo o Natal, ela comprava vários pastas com chamequinhos, lápis de coca, netinha.
Então, sempre estava desenhando.
Ela é uma artista, ela é uma artesã. Ela foi contabilista, mas ela sempre foi muito voa, manualmente.
Trabalhou na finita de Copacabana, né?
E assim, no Carnaval, ela fazia umas baianas, umas bonecas, as baianas mesmo.
Ela comprava tulle, fazia a da baiana, colocava a pena.
E eu sempre ajudei ela. Eu tenho um meio um trauma na minha vida, porque eu passei a minha vida inteira,
colocando do lantejola e me sanga no alfinete para pendurar na cabeça da baiana.
Eu acho que o meu pai, ele contribuiu também para essa minha vida ao alivre, porque,
desde pequena, quando ele me levava no colégio, ele me levava pela praia.
Foi um engraçado que eu odiava pela praia.
Eu preferia o lado mais rápido, que era por dentro, que era mais perto do meu colégio.
Mas ele preferia sempre a praia.
E ele me levava para a praia, meu pai, que me levava para todos os lugares.
Eu acho que foi uma pessoa feliz, ele sempre foi muito feliz.
E assim, quando eu ia para a feira, todos os dias da noite, né?
Vai com Deus, minha filha, você merece, é um sucesso.
Ele sempre botou palavras positivas assim, sempre me sentivou.
Né, nunca perguntou, questionou alguma coisa.
Eu acho que foi uma pessoa incentivada.
Minha vida sempre foi a feira.
E lá na feira, eu fiz muita amizade, eu fiz muita amizade com pessoas de fora.
Acho que a minha primeira amiga foi uma francesa.
Eu sempre falei para ela onde eu vou, né?
Para Paris.
Ela falava assim, linda, vem para Paris.
Vem que você tem lugar para ficar.
Então, eu fui.
A partir daí, começou as minhas viagens para Paris.
Essa minha paixão, eu não sei, eu sempre senti.
Igual que eu sinto que a coador, minha vida não consigo viver sem,
eu senti alguma coisa para o Paris, assim.
É um inspirador para mim, que eu acho que me inspira, é isso.
Se eu puder viajar para sempre, vou para a praia para sempre, sabe?
E uma vez, uma dessas minhas amigas, conseguiu uma exposição para mim lá,
num ateliê de uma brasileira.
Então, eu fiz uma exposição lá, foi lindo, foi muito lindo.
E além dos meus clientes que eu fiz na feira, que pegaram meus contatos,
então, quando eu viajei, eu contactei com eles, eles foram na minha exposição.
Isso é maravilhoso, assim, para mim.
É muito gratificante de você também ser reconhecida pelo seu trabalho.
Eu sempre pintei as favelas lá na feira, porque eu aprendi.
Tinha os meninos lá que trabalhavam na feira, que eles pintavam a favela.
Eles moravam na cidade de Deus, moram ainda.
E baianas, coisas típicas, né, do Brasil.
E eu comecei pintando igual a eles, só que eu fui vendo.
Não quero pintar igual a eles.
Então, eu fui fazendo da minha própria favela.
Eu gostava de pintar, porque era só eu colorir.
Eu sempre quis na minha vida é colorir, vou tacar.
Acho que isso, de eu trabalhar na feira todo dia e estar sempre em contato com a pintura,
claro que fez eu crescer muito no meu trabalho.
Eu fiz uma aula de celigrafia e nós tínhamos que fazer só duas cores, preto e branco.
E eu peguei esses meus desenhos que eu fazia.
Aí eu olhei assim, nossa, eu gostei muito.
E se eu começasse a fazer as linhas e colocar as cores que eu gosto, né?
Porque eu sempre pintei o céu.
Eu falei assim, se eu não pintar mais o céu, assim, eu colocar as cores.
Então, eu comecei, comecei a fazer a linha.
Então, eu comecei a praticar mais.
E as pessoas iam gostando e pedindo mais, aumentando.
Aí eu comecei a trabalhar com as fotos.
Eu ia tirar as fotos dos lugares e desenhava da minha foto.
Eu comecei a fazer as linhas e o céu.
Eu comecei a fazer as linhas e o céu.
Eu comecei a fazer as linhas e o céu.
Eu acho que eu sou muito feliz, assim, na minha vida, que eu, tipo, paro.
Estou ali, assim, de ter tido os meus pais, assim, do meu lado meio.
Em tudo, acho que isso é muito importante.
É mãe e pai.
Obrigada por tudo, por me apoiarem sempre.
E por deixar em ser quem eu sou, assim, né, eu viajar e nunca que eu chanarei nada.
E também, eu queria agradecer aos meus amigos, que também sempre me apoiaram,
que sempre me estiveram do meu lado, nas minhas exposições.
Na verdade, minhas exposições eu consegui pelos meus amigos, que me indicaram,
que falam assim, linda, vamos fazer, vamos.
E eu acho que, cara, é muito amor, assim.
Eu agradeço muito de todos vocês.
Olha, gente, eu tô aqui, mas tô louca pra dar mergulha ali.
É uma coisa verdadeira, é uma coisa verdadeira que sai de mim,
eu amo pintar, eu amo meu trabalho, eu gosto do que eu faço.
