Bom, gente, primeiramente obrigado por ter me convidado aqui, um abraço para todo mundo
aqui que está presente, obrigado por estar aqui.
A educação na cidade de Baurum é uma questão que passa, não apenas por um rebensado da
carreira docente, a primeira coisa que se vê na cabeça quando a gente fala em educação
é dos salários dos professores, dos profissionais também associados à educação, que são
muito baixos.
Obviamente é necessário repensarmos essa variável, porque não é possível nós termos
uma educação de qualidade com salários precarizados, é isso que tem ocorrido, não
apenas a nível municipal, mas a nível também estadual e federal.
Agora, para além disso, é muito importante estabelecermos uma nova linha pedagógica para
a cidade de Baurum.
O que acontece?
Nós aqui na cidade temos o domínio da educação no fundamental 1, de crianças de 6 a 10 anos,
e temos algumas poucas escolas de fundamental 2.
De uma forma ou de outra, essa fase de desenvolvimento da criança dos 6 a 10 anos, ela é crucial
para alavancar uma base para o seu crescimento intelectual efetivo.
O que nós temos hoje na cidade de Baurum é a inserção de linhas pedagógicas, pós-modernas,
extremamente anti-professorais e anti-escoristas, significa o quê?
Porque nós temos aqui na cidade de Baurum a continuidade, é uma tendência mundial
e também nacional de desvalorizar o professor como a principal sujeito de transmissão
do conhecimento, e também a aqui na cidade de Baurum a pedagogia que vai na direção
de tirar o valor do conhecimento do conteúdo escolar, que nós precisamos reverter isso,
nós precisamos instaurar na nossa cidade uma valorização de um processo pedagógico
que coloca o professor no centro desse processo e que valoriza também o conteúdo historicamente
acumulado pela humanidade em estado de aula.
O que ocorre aqui na cidade é que são crianças de 9 a 10 anos que não sabem em leis escrever
direito, certo?
E existe toda uma linha pedagógica que vai dizer que isso é natural, linhas pedagogicas
ligadas à gente, à gente, ao constructivismo, enfim, que vai nessa direção de achar que
a criança um dia vai cair a ficha e ela vai começar a ler e escrever de uma maneira
adequada.
Isso daí está completamente equivocado, nós pedamos para os pais, querem que seus
filhos aprendam, querem que o professor tenha autoridade, querem que haja conteúdo nas
escolas, querem que haja bons livros, que haja cumprimentos de leituras e é isso que
nós temos que estabelecer na nossa cidade.
Também quando a gente fala sobre educação, hoje em dia debate-se muito a tendência, que
é uma tendência, diria eu, de uma direita preguirante, que fala sobre a chamada escola
sem partido, que seria uma escola onde o profissor estaria acertado do direito de debater, do
direito de expor ideias, críticas, enfim, e eu digo para vocês que nós temos que pensar
numa escola com absoluto compromisso, com o pensamento crítico, no desenvolvimento
do debate, no desenvolvimento certo de cidadãos, efetivos, e ser cidadão é justamente aprender
a questionar, aprender a debater.
Então, uma escola sem partido, uma escola que revidicam sem partilheização, mas é
uma verdade, uma escola sem pensamento crítico, sem conteúdo, sem debate, e isso nós temos
que nos opor.
São tendências também extremamente negativas, as quais eu gostaria de deixar bem claro
que eu particularmente refuto, eu creio que poucos outros candidatos provavelmente também
vão refutar, de uma forma ou de outra, a gente estaria entro apenas de que eu particularmente
tenho entendimento quando eu falo sobre linhas pedagógicas, porque, afinal de contas, quando
a gente estabelece os parâmetros que a cidade tem, os índices do IDEB, quando estão precarizados
e como existem soluções pelo Brasil a fora de uma educação realmente de qualidade certo,
a gente percebe que Balu ficou parado há um tempo, ficou realmente atolada em tendências
educacionais extremamente equivocadas, e nisso, gente, não precisa gastar um centavo
a mais, só basta realmente ter pessoas capacitadas, obviamente mais uma vez, deixa claro que
é necessário nós valorizarmos mais o corpo docente, os professores, os salários em condições
mais dignas dessa importante fundamental função que eles exercem, mas obviamente a gente só
aumentar o salário não basta, é necessário também uma mudança de concepção, e gente,
a concepção que nós estamos adotando aqui é uma concepção que está gerando jovens
que não sabem ler e escrever, e também não sabem ler e escrever, tá bom, então era
isso que eu tive para dizer, quer dizer, mudar a forma de pensar a educação é algo fundamental.
Obrigado.
