A Casa da Arvore é um lugar que foi construído faz uns quatro anos aqui na zona do Porto de Pelotas, que
quer ser um foco na permacultura urbana, a inclusive um social, o trabalho educativo com as
crianças e várias atividades culturais. O processo de construção da casa foi tudo como
tentando seguir umas regras de bioconstrução de permacultura, a gente usa um teia do verde,
e obviamente a estrutura tem que ser boa, então agora a Casa da Arvore está inventada faz uns
anos e a gente vê que é de ou certo. A Casa da Arvore tem um potencial transformador porque ela pode
estar oferecendo e proporcionando para essas pessoas aqui do retorno e outras pessoas também de
fora conhecimentos e aprendizagens que elas não teriam acesso de maneira normal, alguém não iria
ensinar para elas as coisas que estão sendo feitas aqui de fato, então acho que a Casa da Arvore
pode ser um lugar que agrupa esses conhecimentos assim, pessoas que estão dispostas a ensinar,
a ensinar, fazer uma horta vertical, a como cuidar da sua horta medicinal, sabe, e trazer o pessoal
da comunidade para aprender isso e o crowd é campanha, ela vai estar dando esse salto, vai estar
impulsionando para a gente poder oferecer uma estrutura melhor para que essas oficinas, essa troca
de conhecimentos estejam feitas. A gente está entrando numa crise sistêmica muito grande, a gente tem
que sentar e procurar soluções juntos e acho que lugar como a Casa da Arvore é só um lugar
para fazer isso, para quebrar esse paradigma de isolação, de desespero que a gente sente na sociedade
porque se a gente não sabe formar a comunidade, se a gente não consegue trabalhar com o outro, pode ser que
só tenha consequências muito dramáticas no futuro próximo. Conforme a gente vai fazendo as atividades,
a gente tem percebido que mais a comunidade tem viva aqui, não é só um lugar, tipo, bacaninha que tem,
eles estão se sentindo pertencentes também no lugar que eles podem estar aqui fazendo coisas legais.
Enquanto as reformas estruturais da Casa, a primeira coisa que a gente vai fazer, vamos completar a construção
desse lugar como um lugar de permacultura urbana mesmo, para poder fazer essas coisas a gente procurar
melhorar a horta, melhorar a casa, vamos ter que fechar, vamos fazer um café também, para poder justamente
pegar produtos da horta e fazer culinária com isso. Também vamos ter um palco para poder ter bandas,
a cidade tem um problema real de falta de música autoral, não tem lugares que se abrem para bandas autorais,
as novas bandas universitárias ou bandas da Perifa, poucos lugares se abrem na isso, nós vamos fazer isso.
Também vamos ter um cineclube para poder mostrar documentários, para poder ter um cinema que funciona,
para as crianças, para os adultos, vamos ter também uma conexão com o pessoal do interior,
queremos fazer uma ponte com o pessoal que trabalha com a agricultura lá no interior.
São todas essas coisas que a gente pode fazer com a ajuda de vocês e uma coisa que se pode espalhar além desse lugar.
Então é isso.
