Ginga Beat 4 e 5 estamos exatamente na emissão 101, na emissão os giradiscos que
se lembra o último G de Ginga, já estivemos numa situação grave, numa situação independente
e numa situação nova. E agora temos o DJ Ride como o mestre de cerimônias.
É um festival de situações, ainda falta a situação arte no final deste mês de celebrações.
Numa temática mais direcionada para as pistas de dança, alguns entre o disco, o techno,
o auze e outra coisa qualquer que faça as pessoas mexerem-se, ali o mepula não para de se mexer,
já está a sentir o espírito como é mepula, está-as pronto para abrir a pista ou não?
Eu estou muito pronto, estava aqui a sentir o DJ Cleo que faz assim, já faz há muitos anos uma
grande afro ao auze, entre o white e o auze, ainda há programas atrás de falar-me sobre isso,
como é que como é que estavam as coisas em África em termos de rap e eu disse que no outro que
não estava sempre a lir Latente e África do Sul, é um dos países onde o auze nunca desapareceu.
Os jiradiscos como a ferramenta do DJ, que eu acho que é uma figura fundamental para se
compreender a cultura dos últimos 30 anos, 40 anos, mas também os jiradiscos mais metafóricos,
não é? Hoje em dia, se calhar, já se passa música com outros formatos, já há ferramentas que
parecem vindas do espaço para se colocar leitores de MP3 e fazer o mesmo que os jiradiscos há um
tempo permitiam fazer, mas a ideia dos jiradiscos de ter duas fontes sonoras para poder misturar
continua a ser fundamental para a música eletrônica, não é? E ali, às muitas das faixas que estamos a ouvir,
parece que está aqui a testemunhar por um lado um regresso às risos, porque só foram editadas
quando em formato físico, em vinil, como foi o caso do que ouvimos há um bocadinho o Photons,
e depois também em formato digital, ou seja, há aqui um gap grande, mas que junto o faixa antiga,
é um olho no passado, outro no futebol.
Em manipular ou misturar, são duas coisas que se podem fazer nos jiradiscos, e o DJ Ride hoje está,
é um daqueles lugares comuns, mas está mesmo nas suas sete quintas, neste caso duas quintas.
A da esquerda e a da direita, dois prapos, com que vai misturando a música que escolhemos para o outro.
Tem sido muito graças a esta música que o vinil se vai mantendo vivo. Hoje, apesar de o DJ
seguir uma série de soluções alternativas, o vinil, como interface para tocar, continua a ser,
e graças às novas ferramentas, os serapes, etc., mas continua a ser uma maneira muito interessante
de passar a música, não é?
Acho que não deixa de ser interessante ver, vamos assinalar esse momento, acho que o Ride também,
vamos assinalar o momento em que o CD vai desaparecer e o vinil ainda vai ficar,
porque quando apareceu o CD foi logo anunciado a morte, assim, no instantinho, daqui a 6 anos o vinil
já se foi, e eu claro que houve um decrechimo brutal, mas a verdade é que tem crescido.
Aconteceu o contrário, aconteceu o contrário.
No mesmo em fase de crise musical o vinil continua a crescer, ainda que residualmente, mas está lá,
está vivo, está apulsoado.
Diria que as editoras mais relevantes da cena eletrônica internacional estão a editar em vinil,
por isso, quer dizer, quero com certeza dizer alguma coisa que a música que interessa está a ser em vinil.
E cá está o Gingavita a fazer a vénia de vida ao formato e à ferramenta que dá a vida,
os giradiscos, que de genoais, o que que se dá mais para fazer?
Fazem algumas loucuras com os giradiscos.
Estamos na reta final desta celebração dos giradiscos.
Este mês de celebração da chegada à emissão 100 do Gingavita termina já na próxima semana,
com a emissão dedicada a RadeoArts, que é o que temos estado aqui a tentar fazer,
a baralhar um bocadinho aquilo que são as coordenadas habituais de fazer rádio.
Estamos aqui no quarto do Radeo, no estúdio de rádio, mas as coisas estão a funcionar.
Portanto, de próxima semana, uma emissão eclética dedicada ao conceito da RadeoArts,
o Gingavita chegou ao número 5.
