Muito bem, a partir de agora nós falamos aqui, direto, do Teatro Iguatemi, na cidade de Campinas,
para acompanharmos com vocês a coletiva de lançamento da peça Forever Young, uma grande
comédia musical consagrada na Europa, com grande sucesso de crítica e público, e que
depois de passar por diversas capitais brasileiras, chega a Campinas com um grande elenco.
Confere aí que vocês vão gostar.
Bonosco, Carmonda Lavec aqui, chegando a Campinas, com grande musical Forever Young, queria
que você contasse um pouco dessa história, porque na verdade é uma aula de cidadania,
isso que é?
Exatamente, você falou algo que eu não tinha escutado dessa forma, e é isso, uma aula
de cidadania, a gente está com esse espetáculo Forever Young, que conta a história de seis
pessoas que estão na melhoridade, digamos assim, na terceira idade, que são cuidados
por uma enfermeira, que é um pouquinho carrasca com eles, e como se trata musical,
acontece a seguinte, quando ela sai de cena a gente canta rock'n'roll, isso tudo para
fazer uma reflexão muito positiva, muito poética, sobre essa idade, que se todos nós
estivermos sorte, a gente vai passar por ela, se tiver sorte, se tiver sorte, vamos passar
por ela de uma maneira muito bonita, a gente percebe, a gente tem esse espetáculo desde
agosto do ano passado, já fizemos duas temporadas em São Paulo, e começamos a fazer algumas
viagens agora, e percebemos que a recepção do público tem sido muito boa, que a gente
consegue tocar o coração das pessoas, emocionar, e fazer com que elas justamente questionem
o posicionamento delas com as pessoas que têm uma idade mais avançada que estão ao
redor delas.
Porque na verdade nós estamos no momento, até de transição, cada vez as pessoas são
mais longevas, enfim, mantém suas atividades, isso é muito importante para um momento como
esse.
Sabe que eu acho que o mais importante na vida, e seja qual for a idade, parece que
é uma coisa que acontece só na terceira idade, mas não é você manter a sua cabeça acesa
para tudo que está ao seu redor, ter a habilidade, a capacidade de escutar realmente o que as
pessoas estão falando, de querer se comunicar, de passar por experiências na sua vida,
que por mais que as vezes te machuquem, não te fechem, e te abram para esse mundo que
está ao seu redor, usando elas como experiência, a gente vê as vezes tantas pessoas jovens
com temperamento tão tacaño, e tão retrógrado, que fazem com que elas pareçam pessoas que
já estão tão congeladas no mundo, que você diz, não, mas isso é pequeno de quem tem mais
idade, não é.
Isso é uma questão de juventude, juventude pode ser uma conquista, pode ser até uma
conquista que você tenha que adquirir na sua existência, com o passar dos anos, que
é justamente ter a habilidade, estar conectado com o mundo, estar conectado com a pessoa
que está na sua frente, estar conectado com as dificuldades, ou seja, ter um temperamento
humanista a respeito da nossa existência, por isso que eu achei bacana o que você falou,
é uma aula de cidadania.
Que jovelidade, como muitos pensam, não é necessariamente, não tem a ver com a idade,
como espírito.
É um exercício que nós temos que fazer.
O que acontece muitas vezes é que eu acho que o próprio mercado faz com que o que pareça
ser, que um que é jovem é bom, então você vê todas as campanhas publicitárias, tudo
girando em torno do que é jovem, e tem um certo esquecimento talvez dessa experiência
maravilhosa, dessa conquista maravilhosa que você tem ao longo do tempo.
Porque falar a verdade, quando a gente é muito jovem, quando a gente não tem muita experiência,
tem muita coisa que acontece que é chato, você tem que passar para aquela experiência,
tem que pensar em sexo durante muito, tem muito chato, né, vamos falar a verdade, tá
muito trabalho, né, muita obrigação, muita coisa para fazer, né, quando você chega
numa certa idade, você começa já a dimensionar uma série de questões na sua vida, você
vê o valor da amizade, você vê o valor de ler um livro, de se comunicar, de ir ao
cinema, eu acho que isso, a experiência pode trazer de bom, claro que você pode ver
pessoas até de mais idade que não necessariamente tem isso, não absorveram essa experiência
de uma maneira positiva, mas sinceramente eu acredito que espetáculos como esse ajudam
as pessoas a se verem refletidas no palco e a pensar em que momento da vida dela, em
que momento da existência dela, ela tem que fazer uma mudança para justamente se manter
aceso, se manter conectado, e ter uma vida mais feliz, que na verdade é só isso que
a gente procura da nossa existência, temos que ser mais felizes, e o que pode nos ajudar
a isso, nos ajudar, ter o olho aberto ao outro, querer se comunicar, querer dialogar, sem
dúvida isso pode tornar a gente mais feliz.
E falar, passar uma mensagem como essa através de um musical é muito legal, principalmente
num formato que os musicais normalmente são grandes e estruturas, é difícil você
viajar com o musical, e essa você tem oportunidade de fazer, né?
É, é muito artesanal que a gente está fazendo aqui, e tem um lado dele que é muito simples,
mas ao mesmo tempo é um simples que muitas vezes é difícil de você conquistar, que
é você conseguir através de vozes e através de um piano comunicar e tocar o coração
de tanta gente assim, com referências que a maioria das pessoas já conhece, já ouviu
falar, então você consegue, eu acho que a música tem essa habilidade nas artes, né?
Quer tocar diretamente o coração da pessoa, não precisa explicar, não precisa contar
a história, mas você começa a cantar aquilo comunica a alguém, então a música tem esse
caminho muito direto.
Quando você tem a música casada, com a intenção de querer fazer pensar sobre algo tão importante
quanto é, a terceiridade, aí eu acho que você acaba tendo esse sucesso que a gente
está conseguindo ter nesse espetáculo.
Carmo da Lavecca?
Muito obrigado.
Como é que é?
No começo da peça ele já fala assim, apresentação, não é?
Da Lavecca?
De Lavecca como é que é?
Carmo da Lavecca, mas conhecido com o carmo de Lavecca, né?
Forever Young.
Fechando então as passeio aqui direto do Teatro Iguatemi, na cidade de Campinas, está acompanhando
com a gente a coletiva de lançamento da peça Forever Young, uma das atrações que
está aqui, Paula Capovila, olha aqui ó, atriz cantora e muito mais do que isso, um dos grandes
nomes do Teatro Musical pela primeira vez em Campinas.
Bem-vinda.
Muito obrigada querido, um prazer estar aqui, estou ansiosa para mostrar o nosso espetáculo
para o público de Campinas.
A Paula tem uma história muito intimamente ligada aos musicais, aliás, os principais
musicais que passaram ou que estão no Brasil de alguma forma, você participou.
Sim, eu tenho alguns já, né, na minha história.
Muitas.
As maiores.
É, eu fiz sotasma da ópera, fiz abelha-feira, fiz evita, a família.
Evita foi coisa maravilhosa.
Ah, sim, a ideia é fantástica, né, foi maravilhoso.
Exatamente, né, ela tem uma história muito bacana de ser contada.
E é por isso que ela vem pela primeira vez a Campinas a trabalho, porque é difícil
você conseguir o musical com esse formato mais pocket, né?
Exatamente, geralmente o musical tem uma estrutura muito grande, né, é um...
Dá para desmontar e montar.
Muita gente, você não viaja com menos de 50 a 60 pessoas para fazer um musical com
desses tradicionais que têm uma estrutura, cenário muito grande, orquestra, então é
mais difícil, então estou achando incrível estar num trabalho que a gente possa levar.
Viajar, levar para outras cidades que as pessoas, porque as pessoas possam ter a oportunidade,
né, é muito legal poder dar essa oportunidade, levar essa oportunidade.
E com essa oportunidade vem o quê?
Uma grande mensagem, já falamos com o Karo, mas é importante a gente reafirmar a mensagem.
Nós estamos no momento de avanço, acho que nem transição de avanço, de espaço pros
idosos, enfim, de mudanças, e a mensagem acho que é a melhor de todas, né?
Claro, a gente tem que olhar com muito cuidado, muito carinho para o nosso idoso, a gente não
pode botar o idoso de lado, né, a mensagem do espetáculo é, abre os olhos para o idoso
que está do seu lado e reflita sobre como você está conduzindo a sua vida, como é
que você vai chegar na sua terceira idade, né, como você está levando, o que você
está fazendo com o seu corpo e da sua mente, que você está plantando, exatamente, o que
você está plantando, né, você vai colher, então abre os olhos.
Então já anota então na sua agenda, até o dia é de 17h a 26h de março.
Isso, exatamente, sexta sábado e domingo, aqui no Teatro Iguatemi.
Com todos os convidados, FOREVER YANG.
