Sempre me considero a opção independente, muito observadora, com curiosidade em saber
como tudo funciona e de ver o mundo. Gosto de andar sozinho na rua, a absorver tudo
que acontece à minha volta, às vezes para para observar coisas que me chamam a atenção
como um simples detalhe numa parede ou até mesmo as texturas. Desperte a minha criatividade
quando vejo coisas simples como uma paleta de coros, patrões, formas e até mesmo os
materiais, principalmente os naturais, que são as que o mais me fascinam.
No secundário tive a oportunidade de pegar uma guitarra e começar a aprender música
sozinho, não tive a aula de nada e rapidamente consegui perceber que a música era uma maneira
de me expressar, era como uma ferramenta para conseguir converter os meus sentimentos e
tornar algo intangível e intrasmissível numa linguagem comum.
Estudei design de produtos para conseguir explorar outras formas de explorar a criatividade
e quando terminei os cursos fiquei num grande enigma, se seguiria com a música ou com o
design, mas simplesmente segui a minha intuição e segui se seguir a área do design e continuar
com a música e com o meu escape no lobby. Simplesmente acredito que as coisas acontecem
por motivo no seu devido tempo. A minha edição e o seu mala de estudos surgiu uma oportunidade
de integrar uma grande empresa de design, meu ver a melhor, a melhor de Portugal na área,
com um processo muito rigoroso em que todos os dias haviam novos desafios e foi algo que
me permite eu crescer e evoluir como designer e crescer como pessoa.
Essa experiência permitiu-me deixar de lidar com vários mundos, no mundo design, no mundo
craftmanship e até mesmo mundo dos interior designers e arquitetes e ao mesmo tempo permitiu-me
complementar a minha realidade que acaba por influenciar aquilo que criei.
Uma produção manual acaba por ser algo muito mais especial e exclusivo que dá mais liberdade
na criação e obviamente acaba por trazer um valor acrescentado ao design. Às vezes
o maior desafio é mesmo tentar inovar nas técnicas tradicionais existentes. Com o conhecimento
dessas técnicas desenho de maneira a tentar explorá-las e já tive situações em que
as redesão não sentiam confortáveis a explorar ou ficavam reticentes a tentar, mas acabaram-se
sempre cair da zona de conforto que é o que é positivo para todos e acabam-se de chegar
sempre a um bom resultado.
Não há melhor do que ter as pessoas certas e que não há um porado para fazer em parte
o processo de criação, que é como se todos estivessemos na mesma frequência trabalhar
para o mesmo fim.
A música, desde sempre, teve uma componente muito importante para mim, sempre que eu
tenho uma ideia presa na cabeça, acabo sempre por usar a música como forma de desbloquear
esse sentimento que tenho e acabo de me permitir relaxar e meditar, ou seja, deixar as ideias
fluídas.
Com o passar do tempo e com todas as aprendizagens ao longo deste percurso, apercebimos que com
as pessoas que temos à nossa volta, com as experiências que partilhamos, a história
acabam-se mais bela, acabam-se muito mais completa.
