Obrigado, Letícia. Obrigado a todos que estão acompanhando. Esse aqui é o Projeto Aula
Aberta do Curso de Comunicação Digital. Neste ano recebemos duas turmas também do
design que acompanham conosco aqui em direto da sala Conecta na Unistinos, o debate sobre
Leve Manovic e a cultura do software. Agora nós vamos passar para o terceiro debatidor
e em seguida nós vamos começar a recolher as questões que estão chegando pelo Twitter
para fazer a mesa e lembrando que todo o conteúdo que está sendo gerado aqui via Twitter, via
Covert Live, via Skype e as gravações e vídeos serão disponibilizados na sequência sobre
licença Creative Commons. Então a gente vai passar agora a palavra para a Sonia Montanho
que é graduada em comunicação social, habitação de jornalismo e mestre em ciências da comunicação
aqui pela Unistinos. Hoje ela faz o doutorado dela aqui no PPG da comunicação também na
Unistinos e ela tem como desafio, né, Sonia, trabalhar com o conceito do Manovic para
procurar criar uma metodologia de entendimento dos estudos de audiovisual. Então é um pouco
desse recorde que a Sonia vai tentar traduzir para nós aqui a partir das falas do Gustavo,
do Ciclo e da Letícia. Sonia, obrigado por acertar o convite, vindo ao Alberto. Bom dia
então para vocês que estão aqui boa tarde, boa noite para quem acessar em outros momentos
essa nossa conversa. Em primeiro lugar eu fiquei muito contente com o convite da Aniela
de Laszpanas para conversar esta manhã sobre o Manovic porque eu não faz tanto tempo conhecendo
o doutor, conhecendo o doutorado, a Am
e o Doutorado, onde estamos sendo acessados a Ciclo, é que fica tão comum que não vocem assim
iniciar em costas. Então é um grande parte do Ciclo, assim, o Ciclo e o Doutorado tem mais
intentamente essa experiência. Uma vez que me acontei que vou ter sentido em um projeto,
vou te encontrar uma parte que não acho que bem estaria nesse momento com o controlele para
poder acessar essa essa parte. Vou ter tantas coisas em que eu sou, onde os comandos que eu sou, o comando
os comandos que eu sou, o comando que eu sou quando o problematista usou por um problema cultural,
Eu estava a casa certa, e me chamava muito dos consumidores da máquina de escrever.
E depois de estar longo da minha aproximação também,
com a minha aproximação foi mais simples a edição,
mostrado e apresentado que fui a minha aproximação a mais nesse interesse que nasceu a mim.
Mas a minha aproximação de comentário é na questão cultural,
entender mais a cultura, como era a cultura.
E em um estado que descobri que escutar a televisão de uma forma muito melhor
que dá a ver a cultura, e agora conforto como era a minha,
e que não sei como estudar a cultura sem passar as novas mídias,
e que se adinguassem de produtos, de processos,
e toda essa rede de questões que sucessa a partir de primeiro mês.
E uma das coisas que, digamos, conheci bastante como a RIT,
foi o que mais me atraiou no oco.
Uma das questões que ele coloca bem no início do livro
A Linguagem das Novas Mídias, que eu tenho aqui em Espanhol,
é que a preocupação maior dele, que daqui a uns 50 anos
os teóricos da comunicação vão dizer...
Mas por que os teóricos da comunicação do início do século XXI
não... Se já sabiam que o cinema se formou
a partir de outras mídias e de outras realidades culturais anteriores.
Se já eram bem conscientes do que estava acontecendo,
por que não registraram aquela transição que estava acontecendo?
Porque justamente quando as novas mídias ainda dava para identificar
quais as mídias anteriores que eram seu conteúdo,
por que não houve um registro, um estudo mais diretamente
desse momento, desses fatos e se dedicaram a fazer previsões de futuro?
E o que Manovich quer evitar é que daqui a um século
se faça a mesma coisa que nós fazemos o que os estudos da comunicação
fazem com o cinema, com os veículos anteriores,
e a partir de restos se ganhará a compreender
que realmente os outros meios anteriores eram conteúdos do meio que veio.
E uma palavra que lhes usa sempre essa questão de novas mídias
para receber as mídias que digamos têm em sua produção,
edição, circulação e acesso um software.
E fala também da questão de objetos das novas mídias,
porque com isso ele quer ressaltar um pouco a que está onde
tratar tudo isso como se fossem objetos de laboratório mesmo,
como se fosse todo um tempo de experimentação,
que acho que eu que caracteriza muito a obra dele e os arquivos,
ele tem uma produção teórica muito grande além de livros de arquivos
e de questões que dá para ver o que ele está pensando
e que está ao mesmo tempo às vezes correndo enquanto
vá vendo, digamos, algo em tempo presente, em tempo real,
um ensaio, um laboratório mesmo.
Então, aqui está um... eu vou pontualizar algum conceito,
mais que nada, sendo que a minha intimidade,
como a Novice, não é tanta intensa, mas não é tanto tempo
e pelo fato de eu não ter toda uma linguagem mais informática
da técnica e das novas mídias,
há um ponto de encontro nas questões culturais.
Então, tive e tenho muita dificuldade de entender às vezes
a que está se referindo, mas o Manavich tem isso,
que ele se faz entender justamente certamente por pessoas
que não são tão iniciadas nos estudos da informática.
Uma primeira questão que ele diz do software
e dos estudos sobre software, é que isso precisa ser mais visualizado.
Por exemplo, geralmente os produtos que nós usávamos na adolescência,
mais velhos pelo menos, geralmente são vendidos depois
de algum jeito, estão disponíveis e são culturalmente
ofertados para fazer, novamente, essa música, essa vestimenta,
eles voltam de alguma maneira, estão presentes de mil maneiras.
E o software não, ele dizia, quando eu me iniciei nas questões
nos primeiros software, eu usava o Macrite e o Mac Paint,
meados da década de 80, o Photoshop 1.0,
e em algum lugar temos acesso a esses softwares anteriores.
E ele diz, de alguma maneira, esses softwares que eu sei,
com quais eu convivei tanto tempo, me influenciaram tanto quanto
eu pode ter influenciado as obras de arte que eu vi em um museu,
cinema e os filmes que assisti e os livros que lhe digamos.
Mas isso se tem muito menos consciente.
Ele diz também, por exemplo, o After Effects, os programas
para trabalhar em 3D, na arquitectura.
Hoje há estudos que apontem para ver como isso influenciou
as formas arquitectónicas dos usuários desse software.
Ou seja, há uma relação bastante direta, mais inexplorada entre
os software, os programas que usamos e a moda, a arquitectura,
todas as formas culturais que vamos criando.
Em esse livro da linguagem das novas mídias,
ele fala também bastante de que somos pouco conscientes
do que mudou o fato de a cultura poder ser computadorizada,
ou seja, de poder ser transformada em códigos numéricos,
que isso aí, fundamentalmente, na questão de que nós podemos acessar
qualquer que está um, qualquer filme, qualquer produto,
não uma sequência, como ele foi criado,
e que intervir nela aleatoriamente em qualquer momento.
Por isso ele segue a falar na questão do Photoshop e a postmodernidade,
que esse software tem uma metáfora, como a Letícia algo citou,
ele tem uma metáfora do que as vanguardas culturais
faziam de poder misturar, misturar coisas, realidades
que não as encontramos juntas, digamos.
E quando é possível passar todos os produtos a códigos binários
e ter, digamos, a cultura computadorizada,
é possível também inserir uma série de mix, de remix,
de misturas, de separar camadas que antes não eram possíveis.
Então, o Manovich diz, há muitos estudos que apontam
para uma relação entre a grande quantidade de remixes que há hoje,
tanto na moda, quanto na arquitetura, quanto em outros campos e as novas mídias.
Mas isso ainda não foi suficientemente problematizado.
Então, essas relações, justamente por causa de que falta muito mais observar,
para o software e para o que ele ser na cultura,
se intuem essas relações mais ainda não foram suficientemente problematizadas.
A impressão também que o Manovich me dá na minha leitura, pelo menos,
ele tem de fundo também a visão das novas mídias como um grande banco de dados.
Ele estabelece uma forte relação no livro das linguagens das novas mídias
entre as novas mídias e o cinema,
e, particularmente, escolhe a obra do Berthof, o ruso, aquela homem da câmera.
E, em certa forma, em caminho, o livro todo a partir disso, porque no prólogo,
ele faz uma relação entre as imagens produzidas por Berthof
e a relação que nós temos com as novas mídias.
Eu vou ler um peixinho aqui, o livro que tenho em espanhol.
É assim. Igual que os objetos das novas mídias contém uma hierarquia de níveis,
interfaz, conteúdo, sistemas operativos, aplicação, página web, código,
linguagem formática de alto nível, linguagem assembler, linguagem automatizado,
o filme de Berthof contém pelo menos três níveis.
Um deles é a história de um operador de câmera.
Esperando um pouquinho que vou falar pra outra parte.
Bem no início do Prololli, ele...
Aqui está.
Ele diz assim, cê anos depois do nascimento do cinema,
as maneiras cinematográficas de ver o mundo, de estruturar o tempo,
de narrar uma história e de juntar experiências, uma experiência com a seguinte,
se voltaram, basicamente, a mesma forma de acessar os computadores
e de relacionarmos com os dados culturais.
Nesse sentido, os computadores cumprem, a promessa do cinema,
enquanto esperando visual, um objetivo que preocupava muitos críticos
e artistas cinematográficos dos anos 20.
Então, ele estabelece essas relações entre o cinema, principalmente essa obra aqui,
e as novas mídias, por um lado, em todo acesso aleatório,
que pode ser feito não lineal, não sequenciado.
E, por outro lado, em algumas histórias que eu estava apontada,
dá dois modos de construir, de narrar, de se relacionar com o tempo do cinema,
que estão sendo também, estão presentes, muito presentes nas novas mídias.
Aqui está um do...
E isso, o Manovich, quando veio aqui no Brasil, o Cicero Algo comentou,
falou bastante dessa metodologia da analítica cultural.
Está muito relacionado também ao software, ao software como o Manovich diz assim,
nós temos os estudos culturais e das novas mídias,
em grande quantidade, são em tempo real.
Como é possível, se não sabemos que, na verdade, isso é complexo,
está cheio de texturas, de irregularidades, de interrupções,
como é possível uma metodologia que possam aprender,
a realidade, a velocidade, a complexidade que tem,
e que possa ir sendo atualizada, que possa ir sendo modificada
na medida que as coisas acontecem.
Diz, por exemplo, é muito mais interessante estudar menos os objetos das novas mídias
do que os percursos, percursos que alguém, que um jogador está fazendo,
percursos que em uma comunidade estão sendo feitos,
os interesses que as pessoas procuram em seus percursos,
nas diferentes páginas da web, o tipo de difusões que mais está sendo acessado em blogs.
E ele junta isso com algo que ele considera, quando ele discute,
de novo, nas mídias, uma das questões que ele considera realmente nova
é a forma de visualização de dados, os mapas,
aqueles típicos gráficos entre D, que de repente os software de discutir música
nos apresentam, mas que também os gráficos da economia usam muito,
em duas dimensões, e ele diz, o software nos permite, nos dá a possibilidade
de nos mapear muita informação, muita quantidade de informação e visualizarla.
E aí ele diferencia o mapa desse software de visualização de dados
em que é possível passá-lo simultaneamente, por exemplo,
ele criou uma universidade de Califórnia, uma enorme infraestrutura
para mapear essas informações de modos bem diferentes, então tenho uma pesquisa
que mapea e faz gráficos sobre as obras de arte desde determinados períodos.
E isso é possível porque tantos museus virtuais, que há muita informação hoje
que existem em bancos de dados sobre os produtos culturais.
Então, eles têm grandes gráficos onde podem ver que texturas
eram usadas, como foi mudando as texturas ao longo de 50 anos nas obras de arte.
Tem os estudos do software, tem alguns exemplos de pesquisa
que estão fazendo com músicas, com sons, de outras que estão sendo feitas
com os vídeos que são acessados e posto no YouTube.
E ele mostra como essa criação de software, justamente para poder analisar
os caminhos e os usos que estão sendo dados ao software contemporâneo,
é um modo de mapeamento complexo que é muito interessante para discutir outras questões.
Por exemplo, ele diz em esses grandes gráficos nos que podem ser vistos esses dados
e ele mostra aí, por favor, Giovanni, para ter uma ideia de como isso foi falado.
Aí ele inseriu uma grande pesquisa sobre as obras de arte,
mas tem umas parede onde vão sendo visualizadas simultaneamente os objetos diretamente,
mas também grandes gráficos, onde vai mostrando, por exemplo,
em um período de 50 anos o que mudou nas obras de arte em determinado elemento,
por exemplo, nas cores.
Eu tenho recebido bastante críticas porque alguns perguntam em que muda isso,
em outras, isso é simplesmente uma pesquisa quantitativa e qual seria a novidade disso.
Então, é uma questão que está em pleno desenvolvimento e que permite visualizar
informações e dados transversais, como por exemplo essa questão da textura,
que mudou a textura em 50 anos, no caso das obras de arte.
Tem como pegar elementos que dão uma leitura transversal além do quantitativo,
organizar, reunir, organizar esses dados e poder estabelecer as primeiras ideias
como essas que estão mudando, quais são os interesses que estão,
nesse tempo, movimentando os usuários dos sites videos e por aí vai.
Mostrando isso para ver os outros quadros,
também tem uma pesquisa textual, os livros da literatura russa em 100 anos,
que aí eles analisam determinadas palavras que são mais usadas ou menos.
E enfim, acho que o mais interessante é que me resultou
dessa metodologia que está criando, que está sendo criada pelo Manovich,
que é uma forma que aborda as novas mídias a partir das novas mídias,
usa o software para poder estudar o software cultural.
Eu acho que isso é interessante.
