Olha a sua volta. O mundo não é só o que você vê, as coisas não são apenas o que apareçam ser.
Existem muitos sentimentos, valores, lembranças, desejos, anseios, pensamentos que nem sempre a gente percebe,
mas que atravessam e determinam as nossas vidas. É a dimensão subjetiva.
Reconhecer sua presença pode fazer toda a diferença.
Todo mundo ocupa algum espaço, vivo ou morto?
Um quarto de empregada tem em média 4 metros quadrados. A lei de execução penal determina 4 metros quadrados por preso,
mas na caceragem da Polínter, o espaço médio é de 17 centímetros.
32 centímetros é quanto tem direito cada pessoa em um ônibus municipal.
Um barraca no morro do telégrafo onde moram 5 pessoas mede 20 metros quadrados.
O Hotel Plaza em Nova Iorque oferece suíte para casais de até 400 metros quadrados.
Jautés Cápsulas no Japão medem 2 metros de profundidade, um de largura e um de altura.
Uma oca dos índios Bakaeriz, onde moram 30 pessoas, mede 230 metros quadrados.
Um caixão mede aproximadamente 1 metro quadrado.
De quanto espaço a gente realmente precisa?
Nós vamos hoje conhecer o imóvel que com certeza será o sonho de alguém que vai entrar,
que vai conhecer, que vai se identificar com este imóvel, com a sua moradia,
com o seu ponto de descanso.
Convido vocês a conhecer este imóvel comigo.
Nós estamos aqui agora no apartamento em Brião, onde nós podemos observar os espaços.
O apartamento original, a única coisa que foi colocada ali foi o briso da cozinha.
Tem peças muito amplas que podem ser revertidas para salas, divididas em mais quartos.
Aqui nós teremos a sala, um local bem espaçoso.
Já dá para perceber a localização de espaço lateral e profundidade.
A posição solar é norte, tem uma excelente posição solar,
só dá tarde, pegando também um pouco só da manhã.
Mas a frente, a varanda com a vista fantástica que nós temos aqui.
É excelente ir embora.
Primeiro objetivo do brasileiro, que é a compra do imóvel.
Acho que para o que é pai de família, o que é cidadão, é importante você ter uma moradia.
Amanhã ou depois, se você está perdendo emprego, você tem para casa para morar.
Nós estamos vendendo a segurança para o cliente.
A gente não compra, mas a gente realiza um sonho.
A realidade sempre é uma relação do sonho mesmo, o comprar imóvel.
Ele tem aquela segurança de saber onde vai se alogar, onde vai guardar o seu patrimônio maior que a família.
É gratificante você ver as pessoas encontrando o lugar que eles acham que vão ser felizes por esta vida.
E é muito bom a gente poder participar desse momento.
Eu moro de aloguel, mas eu estou batalhando e vou poder comprar o meu também.
Eu graças a Deus, sempre pude me dar o conforto e morar no apartamento próprio.
Este apartamento vazio, que pode significar o sonho da casa própria para alguém, fica na Lapa, no Rio de Janeiro.
Há mais de meio século atrás, era por aqui que a cocote francesa Marie perambulava a caminho das famosas noites bohêmias do bairro.
Muito antes de Marie nascer, em 1740, João Grande foi o dos que ajudaram na construção do Arqueduto da Lapa,
para canalizar a água do Rio Carioca e abastecer a cidade que aumentava.
Muito antes disso, em 1530, o índio Tamoio Pindobuçu caçava em sua canoa pelos pântanos e lagões da região.
Quantos significados diferentes este mesmo lugar já teve?
Será que Marie via este espaço da mesma forma que o Pindobuçu?
Como se sentiam quando estavam aqui?
A família do carroça de Mamolengo escolheu viver a cada momento em uma casa diferente.
Como fazer de cada espaço um novo lar?
O Brasil é muito grande, então são 30 anos viajando por esse país.
E o Palhaço que é?
Sempre trabalhando nas ruas, nas praças, nas escolas, nas universidades, em vários espaços,
e sempre junto o seu, Carlos, o nenezinho, e depois o neném veio outro neném.
Eu nasci no Rio Grande do Norte. Eu nasci em Brasília.
Eu nasci em Vazer do Norte. Eu nasci em Brasília.
Eu nasci em Fortaleza. Eu nasci em Brasília.
Então já ficamos nos diferentes lugares, desde um apartamento, uma casa pequena,
em um bairro, em uma palafita, dentro de um alojamento.
Então, como falei, em uma praça, em vários lugares nós já ficamos.
Como o que o Carlos faz para chegar em uma casa de alguém e criar o seu espaço dentro dele?
Criar seu espaço para as suas bagagens, criar a sua forma de passar o dia a dia,
e cozinhar panelões e tudo mais.
Você tem uma coisa que eu percebo muito de isso, que a minha mãe até devia falar.
É uma necessidade que tem de mexer nas coisas da casa.
Se você vive naquele ambiente, todo o tempo, naquela casa, naquele espaço,
as coisas vão ficando, as energias vão ficando meio aparatas ali.
Fica uma coisa num campo a vida toda.
Não sei se é muito bom, isso é somente para a gente, que viaja tanto e muda tanto.
É uma eterna arrumada, né?
Tem que estar sempre botando tudo, modificando, mexendo em tudo.
Então a casa é onde a gente chega e constrói o lar, que o lar é a lareira.
A casa onde se constrói o fogo.
Ontem fogo, né? Se torna a casa.
O projeto de Compondo de Visas lida com a questão das fronteiras impostas
pelo tráfico dentro do complexo da Maré, no Rio de Janeiro.
Se descobriu que o espaço que jovens moradores percebiam a sua volta
era bem diferente no mapa.
O espaço que se sente é o mesmo que se vê?
Eu comecei a viver várias situações, como pagar mais caro para um mototax,
para me deixar na escola que eu dava aula de um lado da Maré.
E aí quando ia de volta, tinha que pagar mais caro porque tinha que cruzar essas divisas.
O projeto foi pensado a partir de uma demanda concreta,
que era essa necessidade de circulação aqui na Maré.
Daí o nome também de Compondo de Visas.
De Compondo para mim era uma ideia de que ao mesmo tempo que pudesse apodrecer,
de Compondo também para analisar.
De Compondo de Visas, porque até a minha mãe,
ela não permitia que eu passasse para o outro lado,
porque devido à minha idade, por eu ser jovem, por eu ser homem,
eu tinha liberdade de ir para qualquer lugar, de passear,
eu tinha muito mais amigos do que hoje em dia.
A mesmas amizades são restritas, o meu local de ir e vir é restrito.
Devido a algumas coisas que acontecem aqui dentro,
a gente, o nosso mundo diminuiu.
Dizem que existe esse direito de ir e vir.
Existe sim pelo fato de estar situado ali.
Mas, na verdade, um receio, como há algum tempo foi citado,
existe também esse receio.
Para me encontrar com os amigos antigamente,
é um sufoco tremendo e, no caso, tenho que marcar lugares fora daqui de dentro.
A gente não cruza barreiras por medo,
a gente se limita pelo medo, entendeu?
A gente dá barreira a ser física, a barreira é mental.
Eu não tinha uma visão que existia um outro mundo lá fora,
não sei esse, o meu mundo acabava aqui na Avenida Brasil.
Meu mundo era restrito, essa rua era a Avenida Brasil.
Depois que eu fui forçado pela sociedade a conhecer outras culturas,
conhecer outras comunidades, outras pessoas,
foi onde eu fui me inserindo na comunidade,
foi que eu vim saber que existe um mundo maior lá fora,
no qual eu mesmo tinha uma divisa entre eles e eu.
Nós criamos o nosso mundo, nós criamos o espaço que vivemos.
São João Marcos foi uma cidade de 16 mil habitantes tombada em 1939.
No mesmo ano, disse disso de estombar a cidade para um projeto de elétrico.
A segurança de moradores que achavam que aquela era o seu espaço,
foi destruída com a cidade.
Hoje a maior parte do território é seco abandonado,
o que os antigos habitantes deixaram com o espaço em que moravam?
Ai, João Marcos, eles esquecem alguma coisa,
mas não é isso que eu sei, porque aquilo foi muito fundo,
o coração abalou muito.
Todo dia saí em dois, três caminhões de mudança,
as famílias chorando, só lágrimas.
Aí, de manhã, eles começavam a demorar de detalhes.
Esperando que eu podia voltar.
A era uma rua linda, ali começava a praça.
Tras plantas, tinha muitas flores.
Aqui tinha uma calçada, ali era a casa,
aqui já era a rua.
Meu primeiro namorado foi lá.
Eu tinha uns 14 anos presos.
A menina, a menina só lhe ensinou.
Ele trabalhava ali, naquela última área,
era a casa deles, amazei.
Ah, lembro tudo.
Tudo, a minha infância, parte da juventude.
Meus pais, meus irmãos, que já foram embora.
Te lembro muito, não sou eu, não.
Todo mundo lembra.
Olha aqui, eu sofri.
Olha, eu vou voçar na minha casa.
Almoçamo aqui, porque aqui tinha muito mato.
Aí trouxe o alho, trouxe tudo.
Abrimos aqui, meu marido lá era vivo.
Almoçamo aqui.
Almoçei bem.
Sou sensação de estar perto da casa.
Mas até que ainda sobrevivia alguma coisa.
Sabe?
Eu deixei nada.
Mas...
Salve, meu rastro, não é?
Tudo passou, não é?
Como se cria e se ocupa o espaço, faz parte da dimensão subjetiva.
Os Estados Unidos, o Canadá, a China,
são donos de quase um quinto da Terra do planeta.
Um único homem é dono de 4 milhões de hectares de terra no Pará,
uma área maior do que a Dinamarca.
Espaço é poder?
O Brasil foi dividido em capitanias em 1535, por Don João III.
Essas capitanias foram subdivididas em Sesmarias,
é um termo que vem do português medieval do século XIV, etc.
Não importa, eram datas de terras doadas que você dava para a produção agrícola.
E da Terra, vinha riqueza.
Vinha riqueza e influência política.
Você pega todos os presidentes da República Brasileira, todos,
sem exceção ou por outra, com duas exceções, que são o Geisel e o Lula,
todos vêm de famílias de profetários de terra, todos.
O poder desse pessoal todo vem do fato de terem tido terras
durante muito tempo ao longo do período colonial.
O Brasil tem 860 milhões de hectares.
Cerca de um por cento dos proprietários rurais,
tem 46% de todas as terras do nosso país.
Existem 90 mil famílias acampadas aguardando seu pedaço de terra.
Espaço é poder.
É poder o quê?
São, ele é 80 metros de cabeceira, por mil e poucos metros.
São 11 hectares.
Bom, essa aqui é a minha filha, Patrine, e essa aqui é a minha esposa lá,
Rodrigues.
Aqui o assentamento já tem 13 anos, mas eu faz 7 anos que eu tô aqui.
Quando todos chegam em cima da Terra, não acaba ali a luta,
mas é o primeiro passo que você já dá no avanço.
Então, você fica muito feliz, você fica muito afoito,
você fica com a esperança ainda maior.
Claro, tem as frustrações, tem muitas opressões dos outros,
mas é muito bom até.
Para mim foi uma grande lição.
A coisa mais importante é você saber que ali você vai construir a sua casa,
a sua família.
Você vai saber que você está colhendo seus frutos,
você está colhendo, você está criando seus animais.
Até eu enxergar que essa era a minha casa foi difícil assim,
mas eu peguei um carinho muito grande saber que aquele é o meu espaço,
é a minha casa.
Agradeço hoje a ter participado dentro, entrar dentro de uma luta,
que nem é um movimento sem terra.
Eu acho que o cara só é dono da Terra,
que se estiver produzindo, trabalhando, tiver alguma coisa.
Acho que ninguém é dono da Terra.
Saber que o produtos pode comer, pode viver disso assim,
é possível ainda viver da pequena agricultura ainda.
Mas eu adoro, né?
Foi uma coisa que eu aprendido com o meu pai já,
trabalhar na Terra, lidar com o grado, com o vaca de leite,
coisa que eu gosto muito, fico muito feliz.
O lugar é bem especial para nós.
Todo espaço pertence a alguém.
Mas será que algumas pessoas não pertencem a alguns espaços?
Por quê?
Nós passemos mais na obra de quem casa?
Então nós temos a obra como a segunda na nossa casa.
Nós terminamos a obra.
Aí tem o dia da visita, né?
E dá para nós trazer a família.
A gente traz a família e eles fazem uma festinha para nós.
A gente se sente orgulhoso quando a família apoia aquilo que faz.
Claro que na casa a gente é uma diferença.
Então eles tiram a base, olha na casa da gente,
olha o ambiente melhor assim, um pouquinho daquilo que convive.
É um sonho de toda a família, né?
A gente já construiu esse prédio aqui já.
Botar ele.
Botar ele.
Eu gostaria de entrar aí no prédio para eu começar.
Eu sinto orgulho, né?
De mim, como do Dermas que vim ajudar também, né?
Você fala bom bem?
Mas eu trabalhei aí.
Mas o serviço aqui já é feio.
Feito que a gente andava por aí por dentro, fazia tudo.
E hoje em dia a gente pode fazer mais nada.
Eu ajudei a construir o prédio.
Eu posso autorizar a gente?
Fica muito triste, né?
Porque além de participar do prédio, a gente não pode entrar nele,
não pode conhecer, não pode fazer nada.
Por favor.
Posso não, amigo?
Então tá certo, obrigado.
Se eu entrar nele,
eu espesso algumas vezes que a gente é ladrão, é isso, é aquilo.
Aí a gente fica muito triste por causa disso, né?
Mas é a vida.
Se a pessoa tá num lugar ao qual ela não pertence,
ela se sente deslocada.
Me sentiria fora do meu habitat.
Eu tento me adaptar e muitas vezes a gente acaba mudando
os nossos hábitos em virtude de estar nesse espaço do outro.
Eu não me sinto muito bem porque eu me sinto inferior
àquelas pessoas, principalmente na barra da tijupa.
Olha uma jeito por que mando o ombro, né?
Casa amarela tanto se mistura rico com pobre.
Aqui é a pessoa que é classe média, classe rica e classe pobre.
Tipo de gira.
O assunto que ela tem, às vezes.
Se veste bem, o pé come pra feita.
E a gente tá acostumado com a pessoa aqui da feira,
que às vezes a gente atende de lado,
assim, sentindo um desdote vencido.
Pela roupa, pela maneira de falar, pela maneira de andar.
Você percebe?
Se olha assim, diz isso aí, a gente tá comendo aqui,
isso aí tem um cara de rico.
O cabelo na escova, assim, a mefeitinha.
De batão, brinco.
A gente é de qualidade.
A gente percebe que é asa forte.
Tem aquela coisa que o pessoal às vezes diz,
ah, fulano é se bombando.
Eu acho que tem que ser assim, não.
Eu acho que deveria ser todo mundo igual, assim,
se sentir à vontade, todo mundo.
O mesmo é uma coisa.
Mas só que nesse país que a gente vive,
a gente não consegue se sentir bem à vontade
com essas outras pessoas assim, a gente não consegue.
Mas será que tem espaços que ninguém quer?
Você lutaria por um pedaço de terra
que não serve para plantar nem criagado
no meio do deserto?
Durante séculos, muita gente já morreu
para ter espaço em Jerusalém.
Será que lutam pela terra,
o que a terra significa?
O espaço não é o que parece.
Será que este pedaço de terra
significa a mesma coisa para um índio guarani
e um fazendeiro?
Essa questão vem causando conflitos
em Cantagalo, no Rio Grande do Sul.
O espaço é o mesmo,
mas as culturas diferentes.
A terra significa,
mas ela é a nossa mãe.
É por isso que a terra é a nossa mãe,
porque ela dá o alimento.
A gente vive tranquilo.
Não tem problema de nada.
É paz, não tem movimento.
A gente vive tranquilo.
A gente gosta, a gente foi criado,
a gente gosta mesmo da terra.
Eles valorizam a moeda.
Eles compram um pedaço de terra,
compraram o mundo todo.
Eu acho que não,
porque os índios não vivem de terra.
Eles plantam uma coisinha para o gasto deles,
mas para a agricultura não.
Houve um sonho de um
xamã guaranino,
que ele morava
em Salto Jacuí.
Ele sonhou uma terra
próxima a essa região aqui.
E, a partir daquele sonho,
ele veio procurar
e encontrou naquela época
que era tudo mato ainda por aqui.
Então, como não apareceu nunca
ninguém da funai, assim,
para falar diretamente com nós,
então a gente não estava sabendo não.
Claro que eu ia ficar triste,
porque acredito em estar acostumado,
porque daí eu vou ter que comprar no outro lugar.
As pessoas entraram panico,
dizendo que os índios estão invadindo
minha terra e estão tirando meus pedaços.
Eles ficaram de vinho agora esse ano,
de marcação.
Eles estiveram no ano passado dando um aviso,
mas não vieram ainda, né?
Está para chegar esse ano.
A nossa opção é de que
sejam a um acordo,
a partir talvez do 2006,
se termina a demarcação da...
Duas culturas podem ocupar
o mesmo lugar no espaço?
Os sentimentos, anseios, memórias
que transformam como vemos o espaço
na parte da dimensão subjetiva.
O que define uma fronteira?
O Muro de Berlim foi uma fronteira erguida
logo depois da Segunda Guerra Mundial
para dividir um mesmo país.
Alemanha.
Quais as consequências?
Eu sempre pensei
em meu país como
Alemanha Occidental.
Porque
quando eu nasci
eu já nasci em
Alemanha Occidental.
E Alemanha já era dividida,
era uma diferença enorme.
O pelinho oriental
pareceu muito mais cinza.
O Muro de Berlim foi derrubado
em 1989.
Quais as consequências?
Sem fias, o mesmo que
desde o primeiro minuto
que era
uma coisa
muito especial,
um momento de história
diferente mesmo.
Para mim, era uma surpresa
mesmo que isso aconteceu.
Então, no início
meu sentimento maior
foi
uma grande surpresa.
Berlim realmente é uma mistura
total hoje em dia.
O resto ainda
acho que ainda por muito tempo
devem existir
duas Alemanhas.
Cuba é um país e também uma ilha.
As fronteiras de Cuba dão para o mar.
Muitas coisas de pessoas
são impedidas de entrar ou sair
deste país.
Será que apenas o oceano que impede
que isso aconteça?
É possível ocupar pacificamente
o mesmo espaço?
Como se transforma o espaço?
O matador é um matador municipal
do Recife.
A matança acontecia aqui.
Depois de matar o boi, ele passava
por esses férias.
Existe lugares como esses que foram abandonados
e hoje eles estão sendo transformados.
Como aqui, o antigo matador de peixinhos.
Hoje ele é conhecido como mais sedouro.
Fomos para a comunidade,
fizemos pesquisa, tinha nespididos
e inclusive até cemitério saiu.
Entrou-se em consenso
que a gente queria teatro,
que a gente queria área de lazer
e nós nunca tivemos.
Uma das ações permanentes do movimento
é a biblioteca mutual na sedouro.
E as ações pontuais são os eventos
que a gente promove aqui na comunidade
e na sedouro.
Com uma semana de cultura, o pop rock, o adote.
Aqui vai ser um espaço
para show, para teatro,
para cinema, porque inclusive
a população de peixinhos não tem como
ir para cinema. Tem crianças que nunca foram
adolescentes até, que nunca foram
para um cinema, né?
A comunidade é aqui
que nos incentivou a fazer
a reforma e a requalificação do espaço.
É importante para a comunidade
porque é um trabalho que a gente faz
de resgate.
É importante para uma gemoleia
porque a gente não tem condição
de ter uma seda.
Pessoas vinham e dizem
eu vou descer no matador, já tem
algumas pessoas que dizem assim
eu vou descer no nascedor.
Então isso para a gente é uma recompensa,
uma gratificação por essas rintas
todas as nossas.
Adivinha que espaço é esse?
Tem sala, um direço
mas ninguém pode fisicamente ir lá.
Existe, mas não está
no mapa geográfico.
Sem nem precisar sair de casa, milhões
de pessoas visitam.
Adivinhou? Na internet é
espaço para todos.
Onde é que lugar o senhor dorme?
Aqui mesmo, dentro de casa.
Aqui dentro de casa não tem cama
e tudo.
Vários sentimentos,
valores, desejos,
anseios, memórias
transformam como criamos
e nos relacionamos
com o espaço diariamente.
É uma outra dimensão
que influencia diretamente a nossa vida
e a forma com que vemos o mundo.
Você pode não saber
mas tem gente pensando sobre isso
e faz toda a diferença.
Várias pessoas ocuparam
seu lugar na realização deste programa.
Umas mais espaçosas
outras menos
mas quase todas tentando respeitar
o espaço de cada um.
