A bancada feminina do Senado, na próxima legislatura, que começa em 2011, será maior do que a atual.
Um resultado que não chega a empolgar estudiosos dos direitos da mulher.
É que o número de candidatas ainda está abaixo do percentual de mulheres no eleitorado brasileiro.
10 mulheres compõem a atual bancada feminina do Senado, mas em 2011 ela será maior.
Ana Melha Lemos, Gleise Hoffman, Marta Suplissi, Lúcia Vânia, Lídice da Mata, Vanessa Graziotin,
Angela Portela e Marinor Brito foram eleitas este ano.
Elas se juntam a suplente de Renato Casa Grande, eleito governador do Espírito Santo,
e a Senadoras, que tem mandato até 2015, Cátia Abril, Marisa Serrano e Maria do Carmo Alves.
Ao todo, são 11 ou 12 mulheres, dependendo dos recursos de dois candidatos ao Senado pelo Pará,
que podem derrubar Marinor Brito.
Eu tenho certeza que as novas que vão chegar vão continuar com o mesmo gás dispondo a participar,
não só nas questões ditas femininas de gênero, mas o olhar feminino para todas as questões que a gente volta aqui.
Três mulheres estão entre os decenadores mais votados em números absolutos.
Também foram duas candidatas que receberam mais de 60% dos votos para a presidência da República.
Nos Estados, as governadoras podem aumentar, duas foram eleitas no primeiro turno e duas vão disputar o segundo turno.
Mas na Câmara, apesar do aumento de 40% no número de candidatas à deputada federal,
a bancada feminina diminuiu, passou das atuais 45 deputadas para 44 no ano que vem.
Para esta cientista política, falta investimento dos partidos nas candidaturas femininas.
Não é uma questão de que há obstáculos que o eleitorado não aceita mulher na atuação, na ação política.
Não é essa a questão.
É muito mais uma questão do nosso sistema político, do nosso sistema eleitoral e das nossas próprias instituições,
principalmente os partidos políticos, que não apoiam.
As candidaturas femininas chegam a 22%, o número 8% maior do que o de 2006,
e que aumenta a cada eleição desde o ano 2000.
Ainda assim, um percentual distante do tamanho do eleitorado feminino, 52%, 5 milhões a mais do que os homens.
Em cada legislatura, a gente aumentar um pouquinho, a gente vai conseguir chegar a um denominador que nós estamos esperando,
que seja a igualdade de número entre homens e mulheres aqui na casa.
Que a simples presença das mulheres, uma vez que nós somos metade da população, que nós somos metade do eleitorado,
ela seja uma questão democrática.
Nós estamos ali porque é um espaço que nos pertence de direito.
Um segundo momento, que também representa uma importância, é não só da presença feminina,
mas do debate da defesa das questões feitas aos direitos da mulher.
