Eu sou Valmira Alexandre, brasileiro, Montes Clarense, sou dessa terra, sou de terra,
sou de barro, sou louco, sou barroco.
Eu filosofo em cima disso, porque a terra é uma matéria ancestral, a terra ela tem
todo esse pensamento, o pensamento de que nós somos feitos de terra, e de nós somos
feitos de terra e a terra retornarina.
Serâmica é trabalhar com essa alquimia, trabalhar com a vida, com a morte, com a condição
humana, a condição pelo chão, barro, que poder criar nossos seres.
Meu nome é Antônio Augusta Silva, mas eu tenho um nome, apelidado de tom preto no mês
de estado de toda parte do país, do Brasil inteiro.
Hoje eu fabrico a rabeca, trabalho com o Bartim, trabalho com esses artesanatos, boizinhos
de madeira, mas hoje minha perfeição mesmo, hoje eu fabrico a rabeca.
Olha, a cultura, ela já se chama cultura, cultura no meu entender, minha vida, do trabalho,
minha luta da roça, a cultura se chama uma terra que produz, então a cultura eu
me sinto feliz e sinto que é a cultura, justamente por causa disso, porque da onde
você tira uma coisa, que você tem, que você tem ele com você, você tirou de uma cultura,
você não tirou ele de uma vida, tirou de uma coisa que produzi, então eu sinto a minha
cultura, é minha produção.
Meu nome é Tibúrcio Pereira Silva, eu nasci no município de Corteirinha.
Estou com 75 anos de idade, eu já falei com várias pessoas que esse trabalho, quem faz
a pessoa chega e veio fazendo, mostra as reportagens, provoca e eu faço, aquilo é um dos melhores
documentos, melhor do que uma identidade, porque eu já vi pessoas que têm duas identidades
cada vez, uma é até falsa e esse que não tem jeito do cara facilitar, ele só mostra
o que ele tem mesmo dentro dele, só da pessoa ver uma peça dessa eu vejo trabalhando, então
eu já sei que as pessoas enxergam tudo de bom dentro de mim, enxergam paz, amor com
a comunidade, então é uma coisa que eu vivo muito feliz com isso.
