É isso aí, vamos ali encontrar agora o Fernandão, ele que é de família de tirandeiro,
ele junto com os amigos dele, eles juntaram para fazer um grupo de cirandas só de jovens
para regatar e para manter as raízes tirandeiras de Parati, as raízes caissaram, bora lá,
no burro do mar tem que ir lá, no burro tem arena, cachorra tem pedra, no dia cantei mais
cereia.
O cirando está em tudo, na Dibuca de Saque.
O mesmo jeito que está canoa está cirando.
O tradicional da ciranda é a viola, o violão, a rabeca, o barco, o rabeca.
A rabeca é o pandeiro, que é o Adulfo, e a caixa de folia, e a timba, né?
Pô, é muito louco, não ia existir a rabeca na ciranda de Parati, e depois de 30 anos
o Fernandinho está tocando, é um rabequeiro de Parati, que eu conheço.
São somente dois rabequeiros, são esse aqui, é o seu velho Leonardo, mas desde que eles
faleceram não apareceu mais rabequeiro por dia.
Esse momento agora é um momento de resgate, né?
Pra quem a probabilidade de ficar abandonada durante o tempo, pra acabar o seco do ouro,
acabar o seco do café, da cama de açúcar, a cidade parou.
Todo o folclore que a gente pratica aqui em Parati é o único dessa região aqui.
Não chegaram a outros ritmos, a ciranda era de vida aqui na época, é a ciranda e mais
de, não sei quantos alambíquias que tinha aqui na época, então era caixar-se cirando.
Todo o casarí polonial, as manifestações das festas, principalmente a festa divina,
talvez seja depois do Natal, né, aqui em Parati, a festa religiosa mais importante.
E a ciranda e a festa divina, elas, é como se fossem uma só, uma não pode existir sem
a outra.
E é como o Parati, né, que é o Serra e o Mar, namorando.
A ciranda hoje que a gente toca, ela é a mesma que ela tocada 100, 200 anos atrás.
É para a despedida, adeus, adeus que irá.
Viva a sua verdade!
