Não se discute a democracia. A democracia está aí como se fosse uma espécie de santa
da autar de quem já não se esperam milagres, mas que está aí como uma referência, uma
referência à democracia. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia
sequestrada, condicionada, amputada.
Uma geração inteira que nunca soube o que eram férias pagas, que nunca soube o que
é ter proteção de desemprego e que só conhece a precariedade como modo de vida e como paradigma
para o trabalho. A precariedade a este mundo parvo, onde para ser escravo é preciso estudar.
Foram impostos pesados sacrificios aos trabalhadores, através de seus salários, as reformas e
as pensões aos pequenos rendimentos dos agricultores, dos penos e médios empresários.
Para onde é que vai o dinheiro, Sr. Primeiro-Ministro? Desemprego, recessão, pobreza. Isso, Sr. Primeiro-Ministro,
pode se chamar ajustamento, pode se chamar sacrifícios, pode se chamar até com verdade
bancarrota, mas salvar o país. Não vejo que se possa chamar.
O desemprego continua a ser uma mancha em profundamente inquietante.
Vamos assim ter de aumentar a taxa normal do IVA em 2 pontos percentuais, de 19 para
21%. O governo decidiu baixar o IVA em 1%, de 21% para 20%. Não é para aumentar impostos.
E o pior que nos pode acontecer é mudarmos de plano à primeira contraliedade.
Vamos aumentar as taxas de IVA. Aumentar em 1 ponto percentual.
Não, nós não. Temos nenhuma intenção de aumentar impostos.
Não está em telemocracia. A maior parte das empresas aqui da Grosso
Civil são desfechadas, não é? Comer-te tudo. Cada vez está mais reduzida.
E é mesmo... está difícil. Eu já tenho procurando vários sitios
e as pessoas dizem que não precisa, que não precisa. Isto é uma situação que está
muito, muito preocupante. Isto quase nem dá pra gente jantar ela.
Muito necessário levantar-nos e transformar a indignação, transformar a situação de
superimento que a gente vive em indignação organizada, em manifestação, em protesto
que nos impulsione novas dinâmicas. O caminho é resistir, persistir,
propor alternativas sempre abertos e empenhados no diálogo de progresso.
Nós vamos ter que travar um combate sem tréguas pela contratação polectiva.
Vamos ter que travar um combate sem tréguas, sem tréguas, sem tréguas, sem tréguas.
O povo unido jamais será vencido.
De pé cantar, que vamos triunfar, avançar, bandeiras de unidade já vão crescer.
