Tinha um episódio que eu chamava o sexto dedo, olha, ele foi...
O que é esse carele?
Acionar tá libertado, minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça
Vem um grito no escuro, seu parceiro do futuro
Na relúterna galáxia
Quase posso palpar, minha vida que grita
Empreen se reproduz, na velocidade da luz
Cordo, céu me propõe, para as unhas dissolve
A equação me propõe, computador minha esalve
Acionar tá libertado, minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça
Vem um grito no escuro, seu parceiro do futuro
Na relúterna galáxia
A meia velocidade, casem com sete planetas
Por filho, cor e espaço, não me tenho nem me faço
Na rota do ano, calculo o tempo passado
Minha dor é cicatriz, minha morte não me quie
Os braços de dois mil anos nascem sem teridade
Sou cara do seu sorteiro, sou baia no estrangeiro
Sangue é de gasolina, correndo não tem uma água
Meu peito é de sarde fruta, bebendo num copo d'água
Tá putendo o bão, né?
Acionar tá libertado, minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça
Vem um grito no escuro, seu parceiro do futuro
Na relúterna galáxia
Vem um grito no escuro, seu parceiro do futuro
Na relúterna galáxia
Chá chuvá, chuvá, chuvá, yeah
Vem um grito no escuro, seu parceiro do futuro
Na relúterna galáxia
Chá chuvá, chuvá, chuvá, yeah
Eh, eh, eh
É o seguinte, para ajustar a foto que estamos controlando na transmissão
O começo de um seriado que chamava, que no Brasil chamava quinta dimensão
Passou na década de 60
Eu tinha medo, eu assistia só com minha tia Edna
Eu assistia minha tia Edna do lado e ela assistia comigo
E aí quando eu parecia os monstros e enfriava a cabeça assim
Era terrível
E aí tinha um episódio, chamava o sexto dedo
Ó, ele foi...
Cicarelli
O quê?
Desculpeu, eu lembrei de vocês dedos da Cicarelli, do pé
É, então, mas é isso, é outro, esse é o dedo da mão
Era o sexto dedo
E esse episódio era com o David McCallum, que era o cara do agente da Hancock
Pessoal que tem mais de 12 anos isso
Aí era uma história de ficção científica, era um cara que entrava numa máquina do tempo
Ele era um cara meio tosco, assim, ele não era um cara que tinha muito estudo
Ele ia muito para frente para o futuro
E daí ele voltava naquela máquina
Ele volta com a cabeça um pouco maior já
E a cabeça vai crescendo, vai se desenvolvendo, vai ficando com um cabeção do tamanho
Um cabeça grande, enorme
E aí ele começa a nascer um sexto dedo
Aparece uma partitura, não sei se é de balde, Chopin, um negócio
E ele começa a tocar e de repente depois de uma hora ele está tocando para cacete
Aquele rapido para caramba
E o sexto dedo ali, né?
E por que que estão falando isso?
Porque a capa do disco dos mutantes, do segundo disco dos mutantes foi baseado
Contra a capa, foi inspirada nesse quinta dimensão e autolimentes
E a Rita fala disso no livro dela e também o Carlos Carado fala no livro dos mutantes
Eles falam isso
Então essa música a gente está tocando agora, o 2001
Que é uma música do Tom Zé, a letra do Tom Zé e a música da Rita Lima
E no festival tocou o Gil Acordeon
O Gil tocou o Gil Acordeon, o Liminha tocou o Gil Acordeon
Mutantes, para mim a maior banda de rock'n'roll do Brasil
É muito legal, eles eram muito criativos
Principalmente na fase da Rita quando estavam os três
Eu adorava os mutantes, também depois na fase que a gente ficava rock progressivo
Eu gostava, e como a gente não tinha o I.S.
Então a gente ficava com os mutantes, que era bom, era legal para caramba
Você via, sério, meu ídolo, tocava para caramba, sempre tocou bem
Com a Rita tinha um humor e um frescor
A roivice bonita, ela era linda, desculpa
Todo mundo era apaixonado pela Rita
Todas as nossas turmas, a gente gostava dela
Bonitinha, demais, cantando, era dos mutantes
Quem não, maravilhoso
