Por si o livro tem o seu encanto, está a ler, original, tem o objeto na mão, está
a sentir, está a ver, digamos, o grafismo, esse tipo de livro vai perdurar para sempre,
mas claro que há um outro tipo de livro que é capaz de desaparecer se esse é um espaço
que está relativamente curto. Eu chamo-me Nuno Canaves, vim para aqui com 13 anos, coincidência
faz hoje exatamente 75 anos que entrei aqui, 75 anos. Esta casa foi fundada por a senhora
de Asasiva em 1912 e eu vim portanto como um maçano empregado de limpeza, de tomaja
e era prendendo pouco a pouco. A compra para nós é fundamental, digamos, mais ou menos
sustentando esta maioria séria, este é o nosso erro de ter, porque a sempre vamos
ser mais perto de encontrar coisas raras, coisas curiosas, coisas que não são vulgares
e portanto, inclusive, os governos apresentaram o cliente coisas curiosas, curiosas, interessantes,
então as semanas melhores ainda. Aparece de tudo um pouco, como na farmácia. Os computadores
deram uma machedade muito grande no livro, especialmente no livro de consulta, cenário,
psicropédia, a história, no campo da literatura propriamente, então já não é a mesma faculdade,
porque a leitura é fundamental e é necessária com filmagem, não quer dizer que a televisão
não seja, também tem programas de Santos, mas é fundamental para mim, para supermer
o autor, para conhecer o melhor mundo, para conhecer determinadas legões, para saber
como é que aquele autor tal e tal se exprime, não podemos trabalhar o progresso. Eu acho
que vale a pena, se nós temos um desejo de saber mais alguma coisa e aprender alguma
coisa de todos os dias, é fundamental ver. Porque, olha, é que tive muita sorte em ter
caído, caído em traspas, neste tipo de negócio, porque temos a partida logo das coisas fundamentais.
Lidamos com mercadoria que é cultura e aqui, aqui, quase sem estar por ela, se pode aprender.
E o livreiro, se estiver atento, se estiver atento, está permanentemente a aprender.
Portanto, eu só devo dizer que é uma profissão maravilhosa.
