Ele falou, Jonas, estou indo ao Rio gravar um clipe. Eu falei, lá vem projeto ousado,
porque o Elton não gosta de nada muito simples, é tudo ousado.
Lu pensa nas melhores possibilidades pra você. Aí ele falou, olha, eu tenho uma ideia de um plano
como dança, como tem a boranha e tal. E ele que deu a ideia do roteiro, do clipe todo.
O videoclip da Luciana e Dom, ele já nasce como sendo um desafio, porque ele já começa
com uma dificuldade logística, uma parte do time ele tá no Brasil, outra parte do time
tá no Canadá, é a dificuldade técnica, porque a iluminação teria que ser móvel,
é um videoclip em plano contínuo. E ali que a gente começou a ver as dificuldades
de espelhos lá no banheiro, lá em cima na suíte, dificuldades no caminho pra não dar
sombra e estabilização de câmera, foi aí que a gente começou a descer as escadas,
ali que foi a parte mais complicada. Porque a Lu começou filmando lá em cima, e ela
tinha que aparecer lá embaixo no térreo. A gente tinha que descer com as câmeras,
é um equipamento pesado, é um equipamento cansativo e não podia ter isso.
A pergunta é, como a Lu tava lá em cima e do nada apareceu lá embaixo? Gente, não
teve corte, não é montagem, é um plano sequência.
A Luciana e Dom tem uma musicalidade incrível, isso é incontestável. E quando você pega
um artista como ela pra desenvolver um videoclip, o desafio dobra, triplica, porque você tem
que transferir pro espectador o mesmo hidral de qualidade que ela tá entregando na música.
O mais difícil pra mim foi me soltar, ficar à vontade e as cenas que eu aparecia são
de mais difícil. Fazendo a música junto é muito difícil, foi muito difícil pra mim.
Essa foi a parte mais ousada, digamos, até porque eu não tenho uma intimidade ainda com
a câmera. Acho que agora vou ter mais, ainda não era uma coisa muito íntima. O que foi
fundamental pra mim também foi o apoio de toda a galera que tá participando do clipe
e também o backstage. Os músicos foram pacientes, treinaram também, porque eles não olharem
pra câmera, porque quem tá em primeiro plano são os bagarinos mesmo, então eles tiveram
ainda um treino, esse de passar o dia inteiro fazendo isso. Fundamental também é a produção
toda, teve gente pra maquiar, teve gente pra também coordenar coisas, teve gente pra fazer
comida pra todo mundo. Isso foi fundamental, acho que é o que dá suporte também pra
esse clipe nascer. Mas foi um aprendizado muito bacana, foi
nosso primeiro plano sequência e tá dando um resultado que tá aparecendo aí pra todo
mundo tá curtindo, todo mundo tá perguntando como é que a luta vai lá em cima, foi lá
pra baixo. Não teve corte, foi um plano sequência. Se eu posso falar o que a gente desenvolve
hoje, a gente desenvolve projetos fora da caixa. O que a gente gosta é fazer algo diferente,
é fazer o diferente. Essa é a tropical zero. Espero que vocês curtam cada vez mais o clipe
e compartilhem aí. Um abraço.
