Bom, na verdade a ideia do guia não partiu de mim né, é qualquer lugar que tenha a
escalada desenvolvida precisa de um manual de escalada, de um guia onde que você possa manter
o registro das vias do lugar, tanto como registro histórico para ninguém passar por cima do que
já não existe, como também para a galera estar repitindo as vias com informação com segurança.
89, Hugo Armelin que era escalador que morava em São Paulo, que hoje está morando no Canadá,
ele fez o primeiro manual de escalada da pedra do baú, que era bastante simples na época, não tinha nem
uma dúzia de vias aqui no conjunto e esse trabalho que era cheirocado né, então depois que o Hugo foi
embora acabou meio que ficando na minha responsabilidade estar tocando para frente, das versões em
diferentes para depois meu, está fazendo a impressa né, que foi a partir da quinta edição e assim
a cada edição a gente tenta dar uma aprimorada, tanto no número de vias como também na questão
gráfica, na quantidade de informações, também é lógico que tem um monte de coisa que o
escalador a gente tem que tomar como certo, que ele já entenda, saiba o que que é né, então não é
um manual para ensinar ninguém a escalar, é um manual que tem que ser entendido, tem que ser usado
por quem já escala e domina as técnicas da escalada, ou mesmo sendo uma seleção de vias que hoje
foi feita aqui na região, não dá para colocar tudo né, um guia de escalada em qualquer lugar do
Brasil, do mundo que você faça, assim que ele está pronto, ele já é um lugar, ele já é uma publicação
que já está defasada por conta de que assim que você termina a seleção e começa a diagramar outras
vezes estão sendo abertas, outras vezes estão sendo terminadas, bom, um guia não é um trabalho de uma
pessoa só né, então eu dependo das pessoas que escalam as vias, as pessoas que conquistam as vias
que equipam essas rotas para estar dando as informações, não basta simplesmente ir lá e fazer uma
via, e com isso ter posse de um croquis e publicar, é importante que se tenha o conquistador o ano
né, que seja uma sugestão de grau, porque isso no meio que a gente está a gente sabe que é bem
complicado, existe toda essa briga de ego e de né, porque eu faço, pior contexto, então é bem
importante entender que assim, se as pessoas não mandam para gente as informações básicas, né, que
seja meu, quem abriu, em que ano abriu, a proteção que se usa, né, e tudo isso, é difícil a gente
conseguir estar publicando uma via que a gente não tem informação básica, e também é lógico
que poupasse também por uma questão até de a gente ter que manter uma certa qualidade né, vias
que foram grameadas de maneira incorreta, que não tem manutenção, essas vias não vale a pena se
gastar o papel, e tá meu gastando um investimento, e tá indicando vias que são inseguras hoje para
os escaladores estarem repetindo, na verdade mudou muito pouco da versão passada para essa,
outra via teve alguma modificação por conta de queda de pedra, por conta de troca de segura de
proteção né, vias que foram abertas em grampos hoje estão com proteção móvel, mas houve sim uma
adição de vias né, então esse guia tá com 32 páginas a mais do que o guia anterior, então entraram
50 vias novas nessa edição, o que é um bom acréscimo né, convenhamos que o último guia foi
publicado em 2005, então teve 50 vias aí uma média de 10 vias por ano né, lógico que são abertas
muito mais vias nesse período, só que nesses lugares que já estão desenvolvidos, que então é uma
é um patrimônio que realmente conta bastante né, 50 vias é bastante, se a gente for contar que são
50 vias que foram selecionadas né, elas têm uma qualidade que hoje o escalador pode estar indo e
meu fazendo ela sem problema nenhum, bom agora o próximo projeto é um guia do estado de São Paulo
né, pegar todos esses lugares do estado que não a pedra do baú, morro do malufe né, a região de
São Carlos, São Pedro e todos os outros picos importantes no estado que não entraram nessa
edição da pedra do baú, é muito importante esse apoio da comunidade né, apesar de ser a gente que
que publica né, com mais uma das explicações do montanvoices, é importante que a comunidade tenha
esse trabalho como uma coisa importante para o esporte né, não é porque eu publico que eu sou
o responsável não é, a comunidade montanha que é a grande responsável por esse trabalho existir
Ei, como surge a ideia de fazer o guia? 1, 2, 3, 4, testando!
